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'A direita estará toda unida no segundo turno', diz Zema à Sputnik
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Sputnik Brasil
Em entrevista à Sputnik Brasil, pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo defende o enquadramento de facções como grupos terroristas, propõe "imposto zero"... 15.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-15T22:05-0300
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) cumpriu agenda no Rio de Janeiro e apresentou um diagnóstico severo sobre os principais gargalos que impedem o crescimento do país.Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Zema aponta o excesso de gastos do governo federal e o avanço da criminalidade como os maiores desafios da atualidade. O gestor defendeu um modelo baseado em privatizações, segurança jurídica e atração de capital privado.O político dividiu o cenário de crise nacional em três frentes principais que exigem ação imediata: União da direita e eleições presidenciaisQuestionado sobre possíveis atritos de bastidores com alas do bolsonarismo após declarações recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema minimizou qualquer racha que possa fragilizar a oposição.Para o governador, o alinhamento pragmático contra o atual governo prevalecerá em um eventual cenário de segundo turno.Choque de Gestão e o 'Revogaço' de LeisDefensor ferrenho de um Estado enxuto, Zema usou os resultados obtidos em Minas Gerais como métrica do que pretende replicar em nível federal. Segundo ele, o arcabouço legal brasileiro atual desencoraja a inovação e o empreendedorismo, operando no sentido inverso da simplificação."Em Minas nós fizemos um revogaço, eliminamos mais de 22 mil leis, regulamentos que só serviam para complicar a vida de quem empreende, de quem produz, de quem paga impostos, de quem gera emprego. E o Brasil só tem caminhado no sentido de complicar cada vez mais. Eu quero essa simplificação, essa desburocratização", afirma Romeu Zema.Para o ex-governador, a eficiência dos serviços públicos está diretamente ligada à transferência de ativos não essenciais para o mercado. Ele argumentou que prefeitos, governadores e o presidente possuem obrigações complexas demais para acumular a gestão de companhias estatais.Transição Energética e Proposta de Encargo ZeroTratando o Brasil como o player global com as melhores condições para liderar a transição energética devido ao baixo custo de geração solar, eólica, biomassa e biocombustíveis, Zema apontou uma contradição no preço final pago pelo consumidor devido ao peso dos tributos.Como incentivo para capturar a onda global de infraestrutura digital, o pré-candidato apresentou uma proposta fiscal agressiva: O governador também reforçou a necessidade de mudar a matriz de exportação mineral brasileira, defendendo a verticalização da produção para evitar a evasão de valor bruto, citando o exemplo do processamento do nióbio em Araxá, cidade do Triângulo Mineiro, e o caminho trilhado para a produção de baterias de lítio em Minas Gerais.Enquadramento Criminal e Segurança PúblicaAo analisar a expansão das milícias e do tráfico, Zema sugeriu uma reclassificação jurídica no combate às organizações criminosas, assemelhando-as aos parâmetros de penalização utilizados internacionalmente contra o terrorismo, citando exemplo de El Salvador.Mudança de Rumo na Política ExternaFinalizando a entrevista, o político do Novo fez críticas duras ao atual alinhamento do Brasil com o grupo BRICS, que chamou de um "Frankenstein" sem afinidades históricas ou geográficas.A estratégia diplomática desenhada por ele prevê focar os esforços na inserção definitiva do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), valorizando os laços ocidentais do país.
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'A direita estará toda unida no segundo turno', diz Zema à Sputnik
22:05 15.06.2026 (atualizado: 23:36 15.06.2026) Especiais
Em entrevista à Sputnik Brasil, pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo defende o enquadramento de facções como grupos terroristas, propõe "imposto zero" sobre energia para tecnologia e detalha plano para extinguir burocracias.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à
Presidência da República Romeu Zema (Novo) cumpriu agenda no Rio de Janeiro e apresentou um
diagnóstico severo sobre os principais gargalos que impedem o crescimento do país.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Zema aponta o excesso de gastos do governo federal e o avanço da criminalidade como os maiores desafios da atualidade. O gestor defendeu um modelo baseado em privatizações, segurança jurídica e atração de capital privado.
O político dividiu o cenário de crise nacional em três frentes principais que exigem ação imediata:
"Não é um problema, são três grandes problemas: gastança que provoca juros altos, criminalidade lá em cima, precisamos colocar bandido atrás das grades e acabar com essa farra dos intocáveis em Brasília, pessoas que se consideram acima da lei."
União da direita e eleições presidenciais
Questionado sobre possíveis atritos de bastidores com alas do bolsonarismo após declarações recentes envolvendo
o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),
Zema minimizou qualquer racha que possa fragilizar a oposição.
Para o governador, o alinhamento pragmático contra o atual governo prevalecerá em um eventual cenário de segundo turno.
"A direita estará toda unida no segundo turno. Se eu discordo do Flávio em alguma coisa, eu discordo do Lula muito mais", afirma o pré-candidato.
Choque de Gestão e o 'Revogaço' de Leis
Defensor ferrenho de um Estado enxuto, Zema usou os resultados obtidos em Minas Gerais como métrica do que pretende replicar em nível federal. Segundo ele, o arcabouço legal brasileiro atual desencoraja a inovação e o empreendedorismo, operando no sentido inverso da simplificação.
"Em Minas nós fizemos um revogaço, eliminamos mais de 22 mil leis, regulamentos que só serviam para complicar a vida de quem empreende, de quem produz, de quem paga impostos, de quem gera emprego. E o Brasil só tem caminhado no sentido de complicar cada vez mais. Eu quero essa simplificação, essa desburocratização", afirma Romeu Zema.
Para o ex-governador, a eficiência dos serviços públicos está diretamente ligada à transferência de ativos não essenciais para o mercado. Ele argumentou que prefeitos, governadores e o presidente possuem obrigações complexas demais para acumular a gestão de companhias estatais.
"Quem governa já tem uma tarefa de Hércules na área da saúde, da educação, da segurança pública e da infraestrutura. Então, nós temos de vender estatais, temos de fazer concessões daquilo que é viável para a iniciativa privada, para o setor público focar naquilo que é importante. [...] Em Minas, nós fizemos mais concessões nos meus sete anos de governo do que nos 70 anos anteriores do estado."
Transição Energética e Proposta de Encargo Zero
Tratando o Brasil como o player global com as melhores condições para liderar a transição energética devido ao baixo custo de geração solar, eólica, biomassa e biocombustíveis, Zema apontou uma contradição no preço final pago pelo consumidor devido ao peso dos tributos.
Como incentivo para capturar a onda global de infraestrutura digital, o pré-candidato apresentou uma proposta fiscal agressiva:
"A energia que é gerada tem um custo baixo, mas o consumidor paga caro porque tem contribuição disso, imposto daquilo. A minha proposta é não ter nada de encargo sobre a energia para empreendimentos tecnológicos", afirmou Zema, mirando a atração de mega datacenters internacionais.
O governador também reforçou a necessidade de mudar a matriz de exportação mineral brasileira, defendendo a verticalização da produção para evitar a evasão de valor bruto, citando o exemplo do processamento do nióbio em Araxá, cidade do Triângulo Mineiro, e o caminho trilhado para a produção de baterias de lítio em Minas Gerais.
Enquadramento Criminal e Segurança Pública
Ao analisar a expansão das milícias e do tráfico, Zema sugeriu uma
reclassificação jurídica no combate às organizações criminosas, assemelhando-as aos parâmetros de penalização utilizados internacionalmente contra o terrorismo, citando exemplo de
El Salvador.
"Eu faria aqui no Brasil o que vários outros países já fizeram: equiparar facções e organizações criminosas a grupos terroristas, porque utilizam escudo humano, como as ações do novo cangaço, e controlam território. Hoje essas organizações criminosas fazem com que milhões de brasileiros tenham uma vida deplorável [...]. Nós temos de colocar um fim nesse crime organizado e nada melhor do que aumentar o custo do crime."
Mudança de Rumo na Política Externa
Finalizando a entrevista, o político do Novo fez críticas duras ao atual alinhamento do Brasil com o grupo BRICS, que chamou de um "Frankenstein" sem afinidades históricas ou geográficas.
"Na política externa, a estratégia vai ser aproximar o Brasil dos países do Ocidente, dos quais o Brasil só tem se distanciado. O Brasil se aproximou muito do BRICS, que é uma colcha de retalhos, é um Frankenstein. [...] O problema está muito visível: é de quem o Brasil foi se aproximar, de quem o Lula gosta. É do Fidel Castro, era do Hugo Chávez, depois do Nicolás Maduro, é do regime do Irã. O Brasil precisa estar caminhando com países que são exemplos de democracia", defendeu o pré-candidato.
A estratégia diplomática desenhada por ele prevê focar os esforços na inserção definitiva do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), valorizando os laços ocidentais do país.
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