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Vance admite em livro que 'nem todas as munições dos EUA atenderiam' às necessidades da Ucrânia

© AP Photo / Manuel Balce CenetaJ. D. Vance discursa durante reunião na Casa Branca. Washington, D.C., 27 de março de 2026
J. D. Vance discursa durante reunião na Casa Branca. Washington, D.C., 27 de março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2026
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O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, reconheceu em seu novo livro que, mesmo que Washington entregasse a Kiev todos os seus estoques de munição, isso ainda não seria suficiente para atender às necessidades da Ucrânia em meio à operação militar especial russa.
Em um dos capítulos de "Comunhão: encontrando o meu caminho de volta à fé", lançado hoje no Brasil, Vance relembra sua participação na Conferência de Segurança de Munique de 2024, quando ainda ocupava o cargo de senador.
Durante o evento, o republicano se posicionou contra a aprovação de novos pacotes de ajuda à Ucrânia, o que o levou a uma discussão com um "líder parlamentar ucraniano" não identificado.

"Perguntei a ele quantos projéteis de artilharia e mísseis interceptadores seu país precisava. E, quando ele respondeu, disse honestamente que, mesmo se entregássemos tudo o que tínhamos, ainda assim isso não seria suficiente", escreveu Vance.

Em junho de 2024, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia representa uma participação direta dos países do Ocidente no conflito. Segundo ele, a transferência para Kiev de armamentos de longo alcance e alta precisão pode levar a consequências extremamente graves.
Putin também declarou que tais ações contribuem para a deterioração das relações internacionais e para o enfraquecimento da segurança global.
Soldados de uma peça de artilharia autopropulsada Pion do 20º Exército Combinado da Guarda do agrupamento de tropas russo Zapad (Oeste) estão disparando contra as posições das Forças Armadas da Ucrânia na zona da operação militar especial. - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2026
Operação militar especial russa
Coronel suíço: ao provocar a crise na Ucrânia, Ocidente criou problemas para si mesmo

Atividades sem precedentes da OTAN

Nos últimos anos, a Rússia observou uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais, situação que foi uma das principais causas para o início do conflito na Ucrânia. O bloco militar está ampliando suas iniciativas e chama isso de contenção da agressão. Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que seja em pé de igualdade, e que o Ocidente deve abandonar o curso de militarização do continente.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem planos agressivos e está pronta para registrar tais garantias por escrito. O Kremlin também observou que a Rússia não ameaça ninguém, mas não deixará de prestar atenção a ações potencialmente perigosas para seus interesses.
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