https://noticiabrasil.net.br/20260617/copom-reduz-selic-para-1425-ao-ano-em-meio-a-incertezas-no-oriente-medio-e-inflacao-acima-da-meta-51412362.html
Copom reduz Selic para 14,25% ao ano em meio a incertezas no Oriente Médio e inflação acima da meta
Copom reduz Selic para 14,25% ao ano em meio a incertezas no Oriente Médio e inflação acima da meta
Sputnik Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto... 17.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-17T20:37-0300
2026-06-17T20:37-0300
2026-06-18T13:16-0300
notícias do brasil
economia
copom
comitê de política monetária
banco central
selic
ipca
oriente médio
taxa de juros
inflação
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/09/07/43009817_0:160:3072:1888_1920x0_80_0_0_f1985767ad4496f23971bb92524d50a1.jpg
Em comunicado, a autoridade monetária afirmou que o cenário internacional segue marcado por incertezas relacionadas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e pelos impactos já observados sobre as condições financeiras globais.Segundo o Copom, a volatilidade dos preços dos ativos e das commodities exige cautela dos países emergentes na condução da política monetária.No cenário doméstico, o comitê destacou que os indicadores apontam aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, com setores mais sensíveis ao ciclo econômico voltando a ganhar relevância e um mercado de trabalho ainda resiliente.Por outro lado, a autoridade monetária observou que os índices inflacionários seguem em trajetória de alta e permanece acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).A redução dos juros já era esperada pela maior parte do mercado financeiro. A expectativa por um novo corte se consolidou após a diminuição das tensões no Oriente Médio e a consequente queda das cotações do petróleo, fator que contribui para aliviar as pressões inflacionárias sobre combustíveis e alimentos.Outro fator acompanhado pelos analistas foi a desaceleração da inflação oficial em maio: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58%, abaixo dos 0,67% observados em abril.Maior nível em duas décadasEntre junho de 2025 e março deste ano, a taxa permaneceu em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. O ciclo de flexibilização monetária teve início em março, em meio ao processo de desaceleração dos preços.Em abril, na reunião anterior, o Copom já havia indicado preocupação com as incertezas geopolíticas e a persistência das expectativas inflacionárias em patamares elevados.Segundo as projeções da pesquisa Focus, as expectativas para o IPCA são de 5,30% em 2026 e de 4,10% em 2027, ambas acima da meta central de 3%, cujo intervalo de tolerância varia entre 1,5% e 4,5%.
https://noticiabrasil.net.br/20260330/escalada-de-precos-por-guerra-no-oriente-medio-chega-ao-brasil-no-2-semestre-diz-economista-49349854.html
https://noticiabrasil.net.br/20260519/presidente-do-bc-diz-que-brasil-exige-juros-mais-altos-do-que-paises-semelhantes-50506583.html
oriente médio
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/09/07/43009817_171:0:2902:2048_1920x0_80_0_0_57aa120b810a8a8e5507cd826f0fdb0b.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
economia, copom, comitê de política monetária, banco central, selic, ipca, oriente médio, taxa de juros, inflação
economia, copom, comitê de política monetária, banco central, selic, ipca, oriente médio, taxa de juros, inflação
Copom reduz Selic para 14,25% ao ano em meio a incertezas no Oriente Médio e inflação acima da meta
20:37 17.06.2026 (atualizado: 13:16 18.06.2026) O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e representa o terceiro corte consecutivo da Taxa Selic.
Em comunicado, a autoridade monetária afirmou que o cenário internacional segue marcado por incertezas relacionadas aos
desdobramentos do conflito no Oriente Médio e pelos impactos já observados sobre as condições financeiras globais.
Segundo o Copom, a volatilidade dos preços dos ativos e das commodities exige cautela dos países emergentes na condução da política monetária.
No cenário doméstico, o comitê destacou que os indicadores apontam
aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, com setores mais sensíveis ao ciclo econômico voltando a ganhar relevância e um mercado de trabalho ainda resiliente.
Por outro lado, a autoridade monetária observou que os índices inflacionários seguem em trajetória de alta e permanece acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
"O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", acrescentou o comunicado.
A redução dos juros já era esperada pela maior parte do mercado financeiro. A expectativa por um novo corte se consolidou após a diminuição das tensões no Oriente Médio e a
consequente queda das cotações do petróleo, fator que contribui para aliviar as pressões inflacionárias sobre combustíveis e alimentos.
Outro fator acompanhado pelos analistas foi a desaceleração da inflação oficial em maio: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58%, abaixo dos 0,67% observados em abril.
Maior nível em duas décadas
Entre junho de 2025 e março deste ano, a taxa permaneceu em 15% ao ano,
o maior nível em quase duas décadas. O ciclo de flexibilização monetária teve início em março, em meio ao processo de
desaceleração dos preços.
Em abril, na reunião anterior, o Copom já havia indicado preocupação com as incertezas geopolíticas e a persistência das expectativas inflacionárias em patamares elevados.
Segundo as projeções da pesquisa Focus, as expectativas para o IPCA são de 5,30% em 2026 e de 4,10% em 2027, ambas acima da meta central de 3%, cujo intervalo de tolerância varia entre 1,5% e 4,5%.
"Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos", concluiu o comunicado.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).