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Mídia: fechamento de Ormuz expõe fragilidade dos gargalos marítimos e pressiona China por novas rotas

© AP Photo / APNavios-tanque e graneleiros ancorados no estreito de Ormuz, 18 de abril de 2026
Navios-tanque e graneleiros ancorados no estreito de Ormuz, 18 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
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O fechamento do estreito de Ormuz expôs a vulnerabilidade dos gargalos marítimos globais e levou analistas chineses a defender mais escoltas, rotas alternativas e corredores terrestres para proteger o fluxo de energia diante de tensões geopolíticas crescentes.
A interrupção da navegação no estreito de Ormuz revelou a vulnerabilidade dos principais gargalos marítimos globais e levou analistas chineses a defenderem medidas mais robustas de proteção das rotas de energia.
Para especialistas como Lu Ruquan, do Instituto de Pesquisa Econômica e Tecnológica da CNPC, consultado pelo South China Morning Post, o conflito no Oriente Médio abalou a cadeia global de suprimentos e exige que Pequim fortaleça capacidades de escolta, respostas a emergências e garantias de segurança em pontos críticos.

Lu afirmou, em artigo recente, que o fechamento do estreito desde março interrompeu o transporte de petróleo, gás e fertilizantes, pressionando preços e elevando a inflação — que nos EUA chegou a 4,2% em maio, o maior nível em três anos.

O anúncio de um acordo de paz entre EUA e Irã, que prevê a reabertura imediata do estreito e a suspensão do bloqueio naval norte-americano, trouxe algum alívio ao quadro. O esboço divulgado por Washington indica que Teerã se compromete a garantir passagem segura por 60 dias e a dialogar com Omã e outros países do Golfo sobre a administração futura da hidrovia.
Um casal de turistas contempla as montanhas ao sul do estreito de Ormuz, enquanto dhows e navios mercantes atracam nas águas do Golfo Pérsico, perto da cidade de Khasab, em Omã - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2026
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Para o analista, porém, a crise reforça que corredores energéticos se tornaram focos centrais de tensões geopolíticas, com impacto direto na estabilidade do fornecimento, nos fluxos comerciais e na resiliência das cadeias de suprimentos.
A Marinha chinesa acumula quase duas décadas de experiência em escoltas no golfo de Áden, mas especialistas como Ma Bo, da Universidade de Nanjing, afirmaram à mídia asiática que as ameaças atuais, como drones, minas, mísseis antinavio, exigem mais do que frotas maiores, mas uma ampliação da consciência situacional, pontos de abastecimento no exterior e sistemas coordenados de evacuação e resposta.
Ainda segundo Ma, o Ártico e o Cabo da Boa Esperança seriam opções marítimas viáveis para substituição das rotas prejudicadas na crise, mas a proteção fundamental virá dos corredores terrestres, como o oleoduto China‑Mianmar, o corredor de Gwadar e as ligações energéticas pela Ásia Central e Rússia.

Embora a China importe cerca de 70% do seu petróleo por via marítima, o país tem conseguido amortecer choques graças às reservas estratégicas, à expansão de oleodutos e a uma matriz elétrica baseada em carvão e renováveis. Ainda assim, analistas alertam que depender de uma única rota ou região representa risco crescente.

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