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Nova fase da Compliance Zero mira Jaques Wagner por suspeita de vantagens ligadas ao Banco Master

© Tereza Sobreira / Ministério da DefesaMinistro da Casa Civil, Jaques Wagner
Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
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A PF apura se Jaques Wagner atuou por interesses do Banco Master em troca de benefícios como repasses milionários, imóvel e uso de aeronaves, em meio a uma nova fase da Compliance Zero que mira suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo de Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero tendo como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
Segundo um jornal de grande circulação no país, a polícia apura a participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras, em um esquema que incluiria fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
Nesta fase, além de Jaques Wagner, também é investigado o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central do Brasil em fevereiro.

De acordo com as apurações, o foco desta etapa é a relação entre Wagner e Augusto Lima. Os investigadores analisam se o senador atuou em favor de projetos de interesse do Banco Master no Congresso, como a chamada "Emenda Master" e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.

Em troca, a PF suspeita que o parlamentar tenha recebido benefícios indevidos, incluindo um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para shows. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
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PF: Hugo Motta pediu a Daniel Vorcaro para liberar empréstimo à empresa de cunhada
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (TSF), André Mendonça, que também determinou medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes.
Ainda segundo a mídia, os fatos investigados podem configurar corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação, iniciada em 2025, começou após indícios de que o Banco Master emitia títulos sem garantias adequadas, prometendo rentabilidade acima do mercado.

A ação cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia, dentro de uma investigação sobre suspeitas de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Vorcaro foi preso na primeira fase da operação e o prejuízo potencial estimado chegou a R$ 12 bilhões. Com o avanço das fases, a investigação passou a abranger lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, espionagem, intimidação e uso indevido de informações sigilosas. Também entrou no radar o aporte bilionário do Banco de Brasília no Master e possíveis repasses a agentes políticos.
A operação já atingiu outros nomes de peso, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos ligados ao banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), no âmbito da apuração sobre investimentos do Rioprevidência em fundos associados ao Master.
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