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OTAN está em risco, com 6 membros sob crítica dos EUA por não cumprir metas de defesa, diz mídia

© AP Photo / Evan VucciO presidente norte-americano, Donald Trump (à direita), se reúne com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante um encontro à margem do Fórum Econômico Mundial. Davos, Suíça, 21 de janeiro de 2026
O presidente norte-americano, Donald Trump (à direita), se reúne com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante um encontro à margem do Fórum Econômico Mundial. Davos, Suíça, 21 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
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Enquanto os países europeus membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se preparam para uma maior autossuficiência em defesa diante do afastamento dos EUA, vários aliados ainda não cumpriram os compromissos de gastos acordados, correndo o risco de novas críticas do presidente estadunidense Donald Trump, escreve uma mídia ocidental.
A reportagem salienta que alguns países-membros europeus da OTAN aumentam rapidamente seus gastos com defesa, mas outros enfrentam obstáculos como oposição interna, restrições orçamentárias ou incertezas sobre a conformidade de suas propostas com as rigorosas normas contábeis do bloco militar.

"Os líderes da OTAN chegarão a Ancara no próximo mês, tendo se comprometido a destinar 5% do PIB à defesa até 2035. No entanto, para vários aliados, a diferença entre a promessa e a realidade continua grande", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, seis membros da OTAN correm o risco de serem intensamente criticados pelos EUA antes da cúpula de Ancara, pois não cumprem a meta da aliança de destinar 5% do PIB para gastos com defesa, o que expõe a discrepância entre promessas e implementação.
Espanha, Reino Unido, Hungria, República Tcheca, Eslovênia e Itália estão sob escrutínio especial por usarem artifícios contábeis, planos de financiamento parciais ou orçamentos limitados por restrições políticas, o que cria lacunas reais em sua capacidade militar, observa o artigo.
Bandeiras dos países-membros da OTAN perto da cede da aliança militar. - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
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Essas deficiências destacam um problema mais amplo da OTAN: as declarações unânimes não se traduziram em planos nacionais coerentes e confiáveis para o aumento de gastos com defesa. A dinâmica política, que vai desde a impopularidade interna de maiores gastos militares até mudanças de governo e líderes populistas, torna incerto o cumprimento do prazo.
Dessa forma, o material conclui que as deficiências resultantes em termos de credibilidade e capacidade correm o risco de minar a coesão da OTAN justamente quando os aliados buscam uma dissuasão coletiva mais clara.
Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, declarou que Praga provavelmente não alcançará a meta da OTAN de gastar 2% do PIB com defesa neste ano.
Cabe lembrar que Trump, em 2025, pediu a todos os aliados da OTAN que aumentassem seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035, alertando que o não cumprimento da meta poderia levar Washington a reconsiderar seu envolvimento no bloco militar. Na época, todos os membros haviam cumprido a meta de 2%, considerada atualmente o requisito mínimo.
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