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Organizações apontam malefícios no uso de agrotóxicos da Bayer, mas órgão da OCDE ignora acusação
Organizações apontam malefícios no uso de agrotóxicos da Bayer, mas órgão da OCDE ignora acusação
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Um grupo formado por organizações sociais de cinco países da América Latina e da Europa se reuniu para apontar os malefícios causados pelo uso de agrotóxicos... 23.06.2026, Sputnik Brasil
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O documento enviado por organizações de Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai, além dos alemães Misereor e Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR), reúne casos de contaminação por agrotóxicos, impactos à saúde, contaminação da água e de alimentos, desmatamento e conflitos fundiários causados por sementes geneticamente modificadas e agrotóxicos comercializados pela Bayer.O grupo enviou a denúncia ao Ponto de Contato Nacional (PCN) da Alemanha. O órgão foi criado pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com o objetivo de conduzir casos de reclamações extrajudiciais com empresas multinacionais.O PCN alemão, no entanto, encerrou o caso sem reconhecer as alegações feitas na denúncia pelas organizações. Apesar de admitir a possibilidade da relação dos produtos da Bayer com as afirmações da denúncia, o órgão propôs apenas uma mediação limitada acerca do tema.As organizações latino-americanas e alemãs, por sua vez, rejeitaram qualquer tipo de discussão.As entidades também protestam contra as exigências apresentadas pela PCN da Alemanha, visto que as normas da OCDE definem não serem necessárias as apresentações de causalidade das denúncias, mas sim a plausibilidade das alegações."Mesmo tendo apresentado evidências da presença de produtos da empresa nas regiões afetadas, incluindo relatos comunitários, registros fotográficos e dados laboratoriais com presença de glifosato (agrotóxico patenteado pela Bayer), o órgão exigiu comprovação direta entre produtos específicos da transnacional e cada caso de contaminação denunciado", explicou em nota a Terra de Direitos, braço brasileiro na denúncia.Os Avá-Guarani, do Brasil, estão entre os afetados citados na denúncia. Segundo as organizações, é um dos povos indígenas que lidam com as consequências do glifosato da Bayer. O uso do produto químico teria contaminado mananciais, lençóis freáticos, terra e alimentos.Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o glifosato não é um produto considerado nocivo, caso seja manuseado da maneira correta. No entanto, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) trata o material como "provavelmente cancerígeno".
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Organizações apontam malefícios no uso de agrotóxicos da Bayer, mas órgão da OCDE ignora acusação
17:11 23.06.2026 (atualizado: 17:54 23.06.2026) Um grupo formado por organizações sociais de cinco países da América Latina e da Europa se reuniu para apontar os malefícios causados pelo uso de agrotóxicos da empresa alemã Bayer em países da América do Sul. O órgão da OCDE acionado para resolver o imbróglio, todavia, ignorou os argumentos apresentados mais de um ano após as denúncias.
O documento enviado por organizações de Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai, além dos alemães Misereor e Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR), reúne casos de contaminação por agrotóxicos, impactos à saúde, contaminação da água e de alimentos, desmatamento e conflitos fundiários causados por sementes geneticamente modificadas e agrotóxicos comercializados pela Bayer.
O grupo enviou a denúncia ao
Ponto de Contato Nacional (PCN)
da Alemanha. O órgão foi criado pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com o objetivo de conduzir casos de
reclamações extrajudiciais com empresas multinacionais.
O PCN alemão, no entanto, encerrou o caso sem reconhecer as alegações feitas na denúncia pelas organizações. Apesar de admitir a possibilidade da relação dos produtos da Bayer com as afirmações da denúncia, o órgão propôs apenas uma mediação limitada acerca do tema.
As
organizações latino-americanas e alemãs, por sua vez,
rejeitaram qualquer tipo de discussão.
"Decidimos rejeitar a mediação porque discutir políticas abstratas não significa nada quando as pessoas continuam adoecendo e perdendo seus territórios em razão da exposição aos agrotóxicos usados na produção de soja", disse Silvia Rojas-Castro, consultora jurídica sênior do ECCHR.
As entidades também protestam contra as exigências apresentadas pela PCN da Alemanha, visto que as normas da OCDE definem não serem necessárias as apresentações de causalidade das denúncias, mas sim a plausibilidade das alegações.
"Mesmo tendo apresentado evidências da presença de produtos da empresa nas regiões afetadas, incluindo relatos comunitários, registros fotográficos e dados laboratoriais com presença de glifosato (agrotóxico patenteado pela Bayer), o órgão exigiu comprovação direta entre produtos específicos da transnacional e cada caso de contaminação denunciado", explicou em nota a Terra de Direitos, braço brasileiro na denúncia.
Os Avá-Guarani, do Brasil, estão entre os afetados citados na denúncia. Segundo as organizações, é um dos povos indígenas que lidam com as consequências do glifosato da Bayer. O uso do produto químico teria contaminado mananciais, lençóis freáticos, terra e alimentos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
o glifosato não é um produto considerado nocivo, caso seja manuseado da maneira correta. No entanto, a Agência Internacional para Pesquisa
sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) trata o material como
"provavelmente cancerígeno".
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