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Trump declara decepção com falta de ajuda de países da OTAN durante guerra no Irã

© AP Photo / Jacquelyn MartinO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à dir.), conversa com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na Casa Branca, em 24 de junho de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à dir.), conversa com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na Casa Branca, em 24 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confessou nesta quarta-feira (24) uma decepção com os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico (OTAN) por não terem ajudado Washington na guerra contra o Irã.
A afirmação foi feita por Trump durante um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. Em específico, o presidente citou seu descontentamento com Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido.

"Fiquei decepcionado com a Itália. Fiquei decepcionado com o Reino Unido — ele [Keir Starmer] já saiu… Ficamos decepcionados com a Alemanha e a França. Ficamos decepcionados com a maioria deles. A Espanha é um desastre… A Espanha não é um bom grupo, não é um bom grupo de jeito nenhum."

Apesar das afirmações contra a aliança atlântica, Trump fez questão de enaltecer o respeito por Rutte. O secretário-geral da OTAN, por sua vez, defendeu a atuação do grupo, revelando que cerca de 5 mil aviões norte-americanos decolaram de bases na Europa durante a guerra contra o Irã.
Sobre o país persa, Trump declarou que seria inaceitável a imposição de taxas para a navegação no estreito de Ormuz. Isso "mudaria as regras do jogo" e outros países poderiam querer fazer o mesmo.
No artigo 5º do memorando de entendimento assinado por ambas as nações, é prevista a administração conjunta do estreito pela República Islâmica do Irã e pelo Sultanato de Omã, assim como a cobrança por serviços marítimos.
O presidente dos Estados Unidos também se recusou a reconhecer a responsabilidade dos Estados Unidos pelo bombardeio da Escola Primária Feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, que matou 171 alunas. Segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o ataque à escola foi lançado a partir da base norte-americana de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.
Posteriormente, investigações independentes também apontaram a responsabilidade norte-americana. No entanto, Trump afirmou não ter lido o relatório produzido por seu próprio Departamento de Guerra. "Não sei se algum dia vão solucionar isso", afirmou.
"É horrível o que aconteceu, mas havia mísseis voando por toda parte", disse Trump, acrescentando: "Alguém disse que foi um míssil nosso. Bem, talvez não tenha sido um míssil nosso."
Anteriormente, Trump havia afirmado que o Irã podia ter atingido a própria escola. Hoje, o presidente norte-americano retomou o discurso ao argumentar que havia "mísseis voando por toda parte".
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