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Autonomia da OTAN seria um caminho para não servir a guerras dos EUA, diz analista

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Emblema no uniforme de um soldado do batalhão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2026
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A disposição da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em transformar o território europeu em uma base militar para guerras fora da região representa riscos evidentes para um país cujos interesses fundamentais não se alinham automaticamente às agendas ocidentais, disse à Sputnik o analista político paquistanês Abdullah Khan.
Khan salientou que os interesses fundamentais desses países são a estabilidade regional, as relações com a China e uma abordagem independente no combate ao terrorismo.

"Desenvolvimentos desse tipo, de fato, geraram um debate discreto, mas sério, entre especialistas e formuladores de políticas no Paquistão, sobre os limites do envolvimento da OTAN", ressaltou.

Segundo ele, a OTAN não é um pacto defensivo, mas uma plataforma avançada para a projeção do poder global dos EUA.
Os países europeus membros da OTAN reduziram-se ao papel de subcontratados logísticos das guerras norte-americanas, expondo as pretensões defensivas da aliança como uma ficção conveniente mantida para consumo interno europeu, observou.
Militares no final do exercício Steadfast Dart 2025, que envolve cerca de 10.000 soldados de três países diferentes, de nove nações, e representa a maior operação da OTAN planejada para este ano, em um campo de treinamento em Smardan, leste da Romênia, 19 de fevereiro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2026
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Além disso, ele destacou que as alianças ocidentais funcionam de maneira hierárquica: os Estados Unidos lideram, os europeus facilitam, e espera-se que os parceiros menores sigam a linha ou enfrentem as consequências.
Uma maior autonomia em relação à OTAN, e não laços mais estreitos, é vista como o caminho mais prudente para evitar ser arrastado a conflitos que atendam às prioridades de outros países, concluiu.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras. A aliança tem ampliado suas iniciativas, às quais se refere como "contenção da agressão russa". As autoridades russas já manifestaram, em diversas ocasiões, sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores russo reiterou diversas vezes que a Rússia permanece disposta a dialogar com a OTAN, mas em pé de igualdade, e que, para isso, o Ocidente deve abandonar a política de militarização do continente.
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