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Gilmar intensifica ataques a Mendonça e expõe nova frente de conflito no STF, diz mídia

© Foto / Gustavo Moreno / STFO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes durante sessão plenária da Corte, em 12 de maio de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes durante sessão plenária da Corte, em 12 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2026
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O embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça se intensificou no STF após críticas do decano à condução do caso Master, marcado por disputas sobre delações e acusações de interferência. O conflito expõe a divisão interna da corte e antecipa novos choques na Segunda Turma.
O ministro Gilmar Mendes, após meses de atritos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a direcionar críticas ao colega André Mendonça por sua atuação no inquérito do Banco Master. Para o decano, a condução do caso pelo relator levanta dúvidas sobre interferências indevidas nas negociações de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com um jornal de grande circulação no país, Mendonça, por sua vez, disse a interlocutores interpretar as críticas públicas como uma tentativa de descredibilizar as investigações sobre fraudes financeiras e já prevê novos embates na Segunda Turma do STF, responsável pelos próximos julgamentos do caso — em que Gilmar se encontra isolado politicamente.
A divisão interna da corte ficou mais evidente nos últimos dias. Gilmar conta com apoio de Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristino Zanin, enquanto Mendonça é respaldado por Luiz Fux, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fachin. Dias Toffoli transita entre os grupos. Na votação que manteve presos Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, o decano foi o único dissenso de sua ala.
Na sessão do dia 16 de junho, Gilmar afirmou que delações não podem ser obtidas sob pressão e sugeriu que Mendonça teria interferido nas tratativas com Vorcaro. Ele comparou o episódio à Lava Jato, criticando o que considera direcionamento político de colaborações, mas Mendonça rebateu, dizendo tratar-se da "maior fraude financeira da história do país", negando qualquer prática para forçar delação.
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O pano de fundo das críticas envolve relatos de que Mendonça teria rejeitado acordo em que Vorcaro entregaria algumas autoridades e pouparia outras, incluindo ministros do STF. O relator chegou a declarar publicamente que tentaram fazer "delação seletiva". Com sua autorização, Vorcaro foi transferido do presídio federal para a Superintendência da Polícia Federal (PF), movimento interpretado como gesto para avançar negociações — agora travadas após rejeição da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em entrevista anterior, Gilmar já havia criticado o que chama de "autoritarismo penal-judicial", em que prisões seriam usadas como instrumento de pressão. No programa de entrevistas tradicional na televisão brasileira, ele voltou a atacar Mendonça, afirmando que o colega agiu com "impropriedade" ao receber advogados de Vorcaro, algo que, segundo o decano, a lei não permite ao relator em processos de delação.
Auxiliares de Mendonça afirmam que ele recebe advogados regularmente, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e que não pretende alimentar embates públicos. Ainda segundo a mídia, esses interlocutores também sustentam que Gilmar pode ter violado a Loman ao criticar processos pendentes e decisões de colegas, o que é vedado a magistrados.
Enquanto o conflito entre Gilmar e Mendonça se intensifica, o decano ensaia uma trégua com Fachin. Após meses de desgaste, ambos fizeram gestos de aproximação, como a criação de um grupo de estudos para discutir reforma do Judiciário, que, junto da proposta de um código de conduta para o STF, promete reavivar as diferenças dentro da Corte.
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