Gilmar intensifica ataques a Mendonça e expõe nova frente de conflito no STF, diz mídia
Gilmar intensifica ataques a Mendonça e expõe nova frente de conflito no STF, diz mídia
Sputnik Brasil
O embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça se intensificou no STF após críticas do decano à condução do caso Master, marcado por disputas sobre... 25.06.2026, Sputnik Brasil
O ministro Gilmar Mendes, após meses de atritos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a direcionar críticas ao colega André Mendonça por sua atuação no inquérito do Banco Master. Para o decano, a condução do caso pelo relator levanta dúvidas sobre interferências indevidas nas negociações de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.De acordo com um jornal de grande circulação no país, Mendonça, por sua vez, disse a interlocutores interpretar as críticas públicas como uma tentativa de descredibilizar as investigações sobre fraudes financeiras e já prevê novos embates na Segunda Turma do STF, responsável pelos próximos julgamentos do caso — em que Gilmar se encontra isolado politicamente.A divisão interna da corte ficou mais evidente nos últimos dias. Gilmar conta com apoio de Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristino Zanin, enquanto Mendonça é respaldado por Luiz Fux, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fachin. Dias Toffoli transita entre os grupos. Na votação que manteve presos Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, o decano foi o único dissenso de sua ala.Na sessão do dia 16 de junho, Gilmar afirmou que delações não podem ser obtidas sob pressão e sugeriu que Mendonça teria interferido nas tratativas com Vorcaro. Ele comparou o episódio à Lava Jato, criticando o que considera direcionamento político de colaborações, mas Mendonça rebateu, dizendo tratar-se da "maior fraude financeira da história do país", negando qualquer prática para forçar delação.O pano de fundo das críticas envolve relatos de que Mendonça teria rejeitado acordo em que Vorcaro entregaria algumas autoridades e pouparia outras, incluindo ministros do STF. O relator chegou a declarar publicamente que tentaram fazer "delação seletiva". Com sua autorização, Vorcaro foi transferido do presídio federal para a Superintendência da Polícia Federal (PF), movimento interpretado como gesto para avançar negociações — agora travadas após rejeição da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).Em entrevista anterior, Gilmar já havia criticado o que chama de "autoritarismo penal-judicial", em que prisões seriam usadas como instrumento de pressão. No programa de entrevistas tradicional na televisão brasileira, ele voltou a atacar Mendonça, afirmando que o colega agiu com "impropriedade" ao receber advogados de Vorcaro, algo que, segundo o decano, a lei não permite ao relator em processos de delação.Auxiliares de Mendonça afirmam que ele recebe advogados regularmente, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e que não pretende alimentar embates públicos. Ainda segundo a mídia, esses interlocutores também sustentam que Gilmar pode ter violado a Loman ao criticar processos pendentes e decisões de colegas, o que é vedado a magistrados.Enquanto o conflito entre Gilmar e Mendonça se intensifica, o decano ensaia uma trégua com Fachin. Após meses de desgaste, ambos fizeram gestos de aproximação, como a criação de um grupo de estudos para discutir reforma do Judiciário, que, junto da proposta de um código de conduta para o STF, promete reavivar as diferenças dentro da Corte.
O embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça se intensificou no STF após críticas do decano à condução do caso Master, marcado por disputas sobre delações e acusações de interferência. O conflito expõe a divisão interna da corte e antecipa novos choques na Segunda Turma.
O ministro Gilmar Mendes, após meses de atritos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a direcionar críticas ao colega André Mendonça por sua atuação no inquérito do Banco Master. Para o decano, a condução do caso pelo relator levanta dúvidas sobre interferências indevidas nas negociações de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com um jornal de grande circulação no país, Mendonça, por sua vez, disse a interlocutores interpretar as críticas públicas como uma tentativa de descredibilizar as investigações sobre fraudes financeiras e já prevê novos embates na Segunda Turma do STF, responsável pelos próximos julgamentos do caso — em que Gilmar se encontra isolado politicamente.
A divisão interna da corte ficou mais evidente nos últimos dias. Gilmar conta com apoio de Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristino Zanin, enquanto Mendonça é respaldado por Luiz Fux, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Fachin. Dias Toffoli transita entre os grupos. Na votação que manteve presosHenrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, o decano foi o único dissenso de sua ala.
Na sessão do dia 16 de junho, Gilmar afirmou que delações não podem ser obtidas sob pressão e sugeriu que Mendonça teria interferido nas tratativas com Vorcaro. Ele comparou o episódio à Lava Jato, criticando o que considera direcionamento político de colaborações, mas Mendonça rebateu, dizendo tratar-se da "maior fraude financeira da história do país", negando qualquer prática para forçar delação.
O pano de fundo das críticas envolve relatos de que Mendonça teria rejeitado acordo em que Vorcaro entregaria algumas autoridades e pouparia outras, incluindo ministros do STF. O relator chegou a declarar publicamente que tentaram fazer "delação seletiva". Com sua autorização, Vorcaro foi transferido do presídio federal para a Superintendência da Polícia Federal (PF), movimento interpretado como gesto para avançar negociações — agora travadas após rejeição da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em entrevista anterior, Gilmar já havia criticado o que chama de "autoritarismo penal-judicial", em que prisões seriam usadas como instrumento de pressão. No programa de entrevistas tradicional na televisão brasileira, ele voltou a atacar Mendonça, afirmando que o colega agiu com "impropriedade" ao receber advogados de Vorcaro, algo que, segundo o decano, a lei não permite ao relator em processos de delação.
Auxiliares de Mendonça afirmam que ele recebe advogados regularmente, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e que não pretende alimentar embates públicos. Ainda segundo a mídia, esses interlocutores também sustentam que Gilmar pode ter violado a Loman ao criticar processos pendentes e decisões de colegas, o que é vedado a magistrados.
Enquanto o conflito entre Gilmar e Mendonça se intensifica, o decano ensaia uma trégua com Fachin. Após meses de desgaste, ambos fizeram gestos de aproximação, como a criação de um grupo de estudos para discutir reforma do Judiciário, que, junto da proposta de um código de conduta para o STF, promete reavivar as diferenças dentro da Corte.
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