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À Sputnik Brasil, venezuelano diz que fé no resgate de sobreviventes e união internacional movem país
À Sputnik Brasil, venezuelano diz que fé no resgate de sobreviventes e união internacional movem país
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Luis Javier Ruiz, analista político internacional e comunicador, afirma que o país tenta agir com racionalidade para salvar o maior número de vidas, embora a... 26.06.2026, Sputnik Brasil
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Há cerca de 48 horas, dois terremotos, de 7,5 e 7,2 na escala Richter, abalaram parte da região costeira da Venezuela, com epicentro próximo à capital do país, Caracas. A última atualização do governo venezuelano, na tarde desta sexta-feira (26), aponta para 920 mortos e 2.980 feridos.O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil informou, na noite da última quinta-feira (25), a morte de uma cidadã e de um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos, sem divulgar a identidade das vítimas.O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas, por sua vez, estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. E é por essas pessoas que a Venezuela tem se mobilizado — mas não só ela, como toda a comunidade internacional.Em entrevista à Sputnik Brasil, o analista político e comunicador Luis Javier Ruiz revelou que a esperança pela localização de sobreviventes embaixo dos escombros, além da ajuda de governos de todo o mundo, está movendo o país em prol de salvar o maior número de vidas possível.Países como o Brasil, que por muitos anos teve laços estreitos com a Venezuela, anunciaram o envio de ajuda humanitária e também de equipes de resgate. Luis, no entanto, ressalta a solidariedade daqueles que, no espectro político, estão do outro lado de Caracas, como Buenos Aires.Luis conta que mora sozinho em Caracas, onde o terremoto causou estragos moderados. Já a sua família, que vive no interior da Venezuela, não sofreu com os abalos sísmicos.Apesar de a capital ter suportado os fortes terremotos, o comunicador afirma que as aulas estão suspensas, assim como trabalhadores de atividades não essenciais foram dispensados. A ideia é manter as ruas vazias para a circulação de equipes de resgate e utilizar as escolas como pontos de acolhimento para aqueles que agora estão desabrigados.Instantes após o terremoto, os serviços de água e gás foram suspensos até uma avaliação adequada do estado das redes. Os pontos que tiveram a infraestrutura vital afetada estão sendo abastecidos com caminhões-pipa e distribuição de comida.Faltou preparo prévio ao desastre?Luis destaca que a região mais afetada pelo terremoto foi a cidade de La Guaira, capital do estado de Vargas, a 30 km de Caracas. O município esteve, em dezembro de 1999, no centro de fortes chuvas que culminaram em enchentes e deslizamentos que destruíram parte da cidade.Estima-se que os temporais de 26 anos atrás provocaram a morte de até 30 mil pessoas, embora apenas mil corpos tenham sido encontrados — acredita-se que a maior parte das vítimas tenha sido arrastada para o mar ou soterrada sob a lama. O venezuelano explica que as fraquezas estruturais causadas pelo desastre anterior têm sido a principal teoria para explicar o grande número de desmoronamentos na cidade após os terremotos.Ainda segundo o analista político, há uma fundação venezuelana para atividades sismológicas que emite boletins constantes, inclusive com campanhas permanentes para a mitigação de riscos em terremotos. No entanto, Luis acredita que a população local nunca imaginou que tamanha tragédia pudesse acontecer lá.'Como voltar à normalidade?'O governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um pacote de ajuda econômica para os trabalhadores afetados pelo terremoto. Segundo Luis, a medida tem como objetivo auxiliar aqueles que tiveram suas fontes de renda subtraídas durante o desastre. Mas como recomeçar a vida após tamanha tragédia?Apesar da dor de ver compatriotas em dificuldade, Luis se sente grato pela atenção que brasileiros e outras nacionalidades têm dado à situação no país. Além de orações, o venezuelano também pede tanto a Brasília quanto a organizações civis do país que enviem ajuda humanitária à Venezuela.
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Terremotos uniram governos da região apesar de diferenças ideológicas, diz analista
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Terremotos uniram governos da região apesar de diferenças ideológicas, diz analista
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Analista diz que terremotos de 24 de junho foram 'sem precedentes' na Venezuela
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À Sputnik Brasil, venezuelano diz que fé no resgate de sobreviventes e união internacional movem país
22:11 26.06.2026 (atualizado: 23:20 26.06.2026) Especiais
Luis Javier Ruiz, analista político internacional e comunicador, afirma que o país tenta agir com racionalidade para salvar o maior número de vidas, embora a dor das perdas seja visível no olhar da população.
Há cerca de 48 horas, dois terremotos, de 7,5 e 7,2 na escala Richter, abalaram parte da região costeira da Venezuela, com epicentro próximo à capital do país, Caracas. A última atualização do governo venezuelano, na tarde desta sexta-feira (26), aponta para 920 mortos e 2.980 feridos.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil informou, na noite da última quinta-feira (25), a
morte de uma cidadã e de um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos, sem divulgar a identidade das vítimas.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas, por sua vez, estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. E é por essas pessoas que a Venezuela tem se mobilizado — mas não só ela, como toda a comunidade internacional.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o analista político e comunicador Luis Javier Ruiz revelou que a esperança pela localização de sobreviventes embaixo dos escombros, além da ajuda de governos de todo o mundo, está movendo o país em prol de salvar o maior número de vidas possível.
"O objetivo, é claro, é preservar a vida, resgatar a maior quantidade de pessoas vivas e, por isso, está se aceitando toda a ajuda internacional, todos os voluntariados que possam, porque aqui a luta agora é contra o tempo. É para que tenhamos tempo de recuperar e resgatar quem está ali [em escombros]: adultos, crianças, animais. E temos a confiança e temos a fé de que podemos resgatar a maioria da gente que ainda está desaparecida."
Países como o Brasil, que por muitos anos teve laços estreitos com a Venezuela, anunciaram o
envio de ajuda humanitária e também de
equipes de resgate. Luis, no entanto, ressalta a
solidariedade daqueles que, no espectro político, estão do outro lado de Caracas, como Buenos Aires.
"Tem acontecido algo incrível também, que está unificando e apagando as diferenças políticas e ideológicas da região em relação à Venezuela. Por exemplo, o governo da Argentina, de Javier Milei, que não tem nenhum tipo de vínculo diplomático com o governo atual da Venezuela, acabou de emitir um comunicado oferecendo ajuda humanitária e ressaltou que, independentemente das diferenças políticas e ideológicas, eles estavam dispostos a colaborar e ajudar o governo da Venezuela e o Estado venezuelano nos trabalhos de resgate."
Luis conta que mora sozinho em Caracas, onde o terremoto causou estragos moderados. Já a sua família, que vive no interior da Venezuela, não sofreu com os abalos sísmicos.
"A situação em Caracas está, por agora, com foco nos trabalhos de resgate e recuperação. É o que predomina na cidade. Há uma calma sobre o resto da cidade que não foi afetada, porque todos estão focados e convocados a resgatar as pessoas que ficaram presas em edifícios que foram danificados ou derrubados pelo sismo."
Apesar de a capital ter suportado os fortes terremotos, o comunicador afirma que as aulas estão suspensas, assim como trabalhadores de atividades não essenciais foram dispensados. A ideia é manter as ruas vazias para a circulação de equipes de resgate e utilizar as escolas como pontos de acolhimento para aqueles que agora estão desabrigados.
Instantes após o terremoto, os serviços de água e gás foram suspensos até uma avaliação adequada do estado das redes. Os pontos que tiveram a infraestrutura vital afetada estão sendo abastecidos com caminhões-pipa e distribuição de comida.
Faltou preparo prévio ao desastre?
Luis destaca que a região mais afetada pelo terremoto foi a cidade de La Guaira, capital do estado de Vargas, a 30 km de Caracas. O município esteve, em dezembro de 1999, no centro de fortes chuvas que culminaram em enchentes e deslizamentos que destruíram parte da cidade.
Estima-se que os temporais de 26 anos atrás provocaram a morte de até 30 mil pessoas, embora apenas mil corpos tenham sido encontrados — acredita-se que a maior parte das vítimas tenha sido arrastada para o mar ou soterrada sob a lama. O venezuelano explica que as fraquezas estruturais causadas pelo desastre anterior têm sido a principal teoria para explicar o grande número de desmoronamentos na cidade após os terremotos.
"Nunca na história moderna da Venezuela havíamos tido uma situação como a do dia 24 de junho e, além disso, agora catalogado como duplo sismo, porque foram dois tremores superiores a 7 graus que afetaram a capital. Por isso, independentemente da educação sísmica, da instrução ou da informação sísmica que tivéssemos ou não, o que vivemos em 24 de junho não tinha paralelo, não tinha comparativo."
Ainda segundo o analista político, há uma fundação venezuelana para atividades sismológicas que emite boletins constantes, inclusive com campanhas permanentes para a mitigação de riscos em terremotos. No entanto, Luis acredita que a população local nunca imaginou que tamanha tragédia pudesse acontecer lá.
"A verdade é que, como nunca havia ocorrido um terremoto dessa magnitude, a população sempre toma isso como uma informação a mais, como uma informação que não é de utilidade, uma informação que não se requer todos os dias, que não é de uso habitual, porque certamente, mesmo sendo um país com atividade sísmica permanente, os impactos, os graus dos sismos são baixos."
'Como voltar à normalidade?'
O governo da
presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um
pacote de ajuda econômica para os trabalhadores afetados pelo terremoto. Segundo Luis, a medida tem como objetivo auxiliar aqueles que tiveram suas fontes de renda subtraídas durante o desastre.
Mas como recomeçar a vida após tamanha tragédia?"É complicado e é complexo dizer que vamos retomar a normalidade. Eu acho que não vamos voltar ao que poderíamos chamar de normalidade, porque em seguida há uma ferida profunda no país, famílias completas morreram, muita gente perdeu familiares próximos, tem gente órfã, tem gente que perdeu seus filhos, tem gente que perdeu sua casa, suas coisas, perdeu tudo. É complicado dizer que voltaremos à normalidade."
Apesar da dor de ver compatriotas em dificuldade, Luis se sente grato pela atenção que brasileiros e outras nacionalidades têm dado à situação no país. Além de orações, o venezuelano também pede tanto a Brasília quanto a organizações civis do país que enviem ajuda humanitária à Venezuela.
"Agradecemos ao seu governo, agradecemos às suas instituições que já estão aqui nos apoiando, e sabemos que o governo do Brasil faz isso em nome de todos os seus cidadãos, e que as organizações sociais, comunitárias e políticas do Brasil, que eu sei que estão agora mesmo se organizando, vão enviar suas ajudas. Façam por meio dos centros de apoio, que, se não sabem de um centro de apoio, que se organizem e, posteriormente, vão às nossas embaixadas, aos nossos consulados e o entreguem para que essa ajuda chegue à Venezuela."
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