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Ex-presidente da Alerj é transferido para presídio federal por ordem de Moraes

© Foto / THIAGO LONTRARodrigo Bacellar durante sessão da Alerj em 26 de novembro de 2025
Rodrigo Bacellar durante sessão da Alerj em 26 de novembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 04.07.2026
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Rodrigo Bacellar foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília após nova prisão preventiva no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga supostos vínculos entre políticos fluminenses e o Comando Vermelho.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília na manhã deste sábado (4), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Até então, ele estava custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Antes da transferência, Bacellar foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, na região portuária da capital fluminense, para o cumprimento da nova ordem de prisão preventiva. O político foi alvo, na quinta-feira (2), de uma nova fase da Operação Unha e Carne.
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Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de que Bacellar tenha repassado informações sobre operações policiais a integrantes do Comando Vermelho. Nesta etapa da operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, além de três mandados de prisão preventiva.
Também foram alvos da operação o pastor Marcio Poncio, preso na Barra da Tijuca, e o contraventor Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho, que já estava preso desde fevereiro. Outro investigado é o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, um dos alvos dos mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Federal, as fases anteriores da Operação Unha e Carne identificaram listas atribuídas a Adilsinho com registros de supostos pagamentos mensais a políticos e doações eleitorais a agentes públicos. Agora, a investigação busca aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a nova cúpula do jogo do bicho. O STF também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 22 milhões.
Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar negou qualquer interferência nas investigações. "Rodrigo da Silva Bacellar não possui mínima vinculação com os fatos apurados, sendo certo que a instrução probatória apoiará as conclusões defensivas e comprovará aquilo que há muito é bradado", afirmou.
A defesa de Adilson Coutinho declarou que o empresário nega o pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos e disse confiar no Poder Judiciário. Já a defesa de Marco Antônio Cabral afirmou que o ex-deputado "nega, de forma categórica, qualquer envolvimento com os crimes investigados" e permanece à disposição das autoridades.
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