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AIEA irá verificar se Kiev não utiliza urânio britânico para fins militares

© AP Photo / Lisa LeutnerDiretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, durante coletiva de imprensa
Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, durante coletiva de imprensa - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2026
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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pretende verificar se o urânio fornecido pelo Reino Unido à Ucrânia está sendo usado para fins pacíficos, disse o diretor-geral da entidade, Rafael Grossi, em entrevista à Sputnik.
"O que supervisionamos não é a transferência do combustível, mas as proteções nas instalações, para verificar se não há desvio para usos não civis", disse Grossi.
Ele explicou que a agência não participa de transações comerciais, que podem ou não existir. No entanto, uma vez que o material chega à instalação, a AIEA o inspeciona.
"Meu trabalho é garantir, em cada usina nuclear do mundo, que não haja desvio. Isso inclui o Irã, aliás. Que nenhum uso militar seja derivado de combustível que está ali para fins civis", explicou o chefe da agência.
É justamente por isso, disse ele, que algumas pessoas às vezes sentem que a AIEA é excessivamente assertiva em certas questões.
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"Então temos que garantir que as pessoas não se sintam ofendidas. É isso que o TNP [Tratado de Não Proliferação Nuclear] estabelece. Se você está dentro do TNP, se decidiu, como país, ser parte do tratado, bem, você tem que se submeter às inspeções da AIEA sem politizar isso, sem dizer: 'fomos visados porque somos o país A, B ou C'", concluiu Grossi.
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores britânico havia anunciado que o Reino Unido destinaria 290 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 2 bilhões) para fornecer urânio enriquecido a Kiev e apoiar a Ucrânia.
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