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Independência da Venezuela: conheça 5 iniciativas de luta por soberania do país neste 5 de julho
Independência da Venezuela: conheça 5 iniciativas de luta por soberania do país neste 5 de julho
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Neste 5 de julho, a Venezuela celebra 215 anos de independência. Inspirada no legado de Simón Bolívar, figura central das lutas de emancipação da América do... 05.07.2026, Sputnik Brasil
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Desde sua assinatura, em 1811, que cortou os vínculos com a ex-metrópole Espanha e abriu caminho para a criação da primeira República, a soberania do país tem sido posta à prova diante de pressões externas e das transformações do cenário internacional. E desde então, em diferentes períodos, governos e a população têm resistido e se reinventado para manter-se independentes.A seguir, conheça cinco dessas iniciativas:1. Resistência às sanções internacionais A partir de 2010, a Venezuela passou a enfrentar um amplo conjunto de sanções econômicas e financeiras impostas por países como os Estados Unidos e alguns aliados. O governo venezuelano considera essas medidas uma ameaça à soberania nacional e adotou estratégias para minimizar seus impactos, incluindo mudanças nos mecanismos de comércio exterior, fortalecimento da produção interna em setores estratégicos e busca por novos mercados para exportação, políticas de substituição de importações, busca de mecanismos de pagamento alternativos e denúncia em fóruns multilaterais, argumentando que as medidas violam o direito internacional e afetam a população civil.A partir de 2018, em meio à crise econômica e ao endurecimento das sanções, o governo passou a adotar medidas para reduzir a dependência do sistema financeiro internacional. Entre elas estiveram a criação da criptomoeda estatal Petro (posteriormente descontinuada), a flexibilização do uso de moedas estrangeiras no mercado interno, novos acordos comerciais em moedas locais e o fortalecimento de relações econômicas com parceiros fora do eixo tradicional. 2. Defesa da integração regional autônomaA política externa venezuelana tem defendido mecanismos de integração latino-americana e caribenha sem a participação de potências extrarregionais, como instrumentos para ampliar a cooperação política, econômica e social entre os países da região e fortalecer sua capacidade de atuação conjunta.O país participou ativamente da criação e do fortalecimento de organismos como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), em 2004, a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), em 2008, Petrocaribe, em 2005, e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em 2011, cuja cúpula de inauguração sediou na capital, Caracas.3. Fortalecimento do controle sobre os recursos naturais Em 29 de agosto de 1975, o Congresso venezuelano aprovou a Lei de Nacionalização da Indústria Petrolífera. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 1976, durante o governo de Carlos Andrés Pérez, criando a estatal PDVSA. O objetivo era transferir ao Estado o controle da exploração e comercialização do petróleo, principal riqueza do país, reduzindo a influência direta das grandes companhias estrangeiras sobre o setor energético.Durante o governo de Hugo Chávez, a política de soberania econômica foi aprofundada. Em 2001, foi aprovada uma nova Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, ampliando a participação do Estado na exploração petrolífera. Entre 2006 e 2007, contratos firmados com empresas estrangeiras foram renegociados, garantindo maioria acionária da PDVSA em diversos projetos da Faixa Petrolífera do Orinoco. O governo apresentou essas medidas como parte da recuperação do controle nacional sobre recursos estratégicos. Com a intervenção recente dos EUA, essa estratégia tem sido minimizada, no entanto.4. Modernização da política de defesa e fortalecimento das Forças Armadas A Venezuela investiu na modernização da capacidade de defesa por meio da aquisição de equipamentos militares, ampliação da cooperação internacional no setor e fortalecimento da doutrina de defesa integral do território. Segundo o governo, essas iniciativas têm como objetivo proteger a soberania nacional, preservar a integridade territorial e responder a possíveis ameaças externas.5. Diversificação de parceiros internacionais A Venezuela ampliou sua cooperação com países como China, Rússia, Irã, Turquia e Índia, por meio de acordos nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e comércio, buscando ampliar as opções de investimento e financiamento e fortalecer sua autonomia nas relações internacionais. Dentre os exemplos mais expressivos em números e peso simbólico, estão a dívida venezuelana com a China, estimada em cerca de US$ 67 bilhões (R$ 35 bilhões) em 2023, concentrada em refinarias e usinas e que fez de Pequim o principal financiador do país; a elevação das relações Venezuela-Rússia ao mais alto nível diplomático, em 2025, primeiro status concedido pelo governo russo a um país do continente, formalizada num tratado de dez anos assinado em outubro daquele ano para energia, finanças e infraestrutura, e reforçada pelo apoio simbólico de Moscou à possível entrada da Venezuela no BRICS e por seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU em defesa do governo venezuelano. A disparada de 1.357% nas importações turcas de produtos venezuelanos em apenas seis meses de 2018, quase toda em ouro, é outro exemplo de peso. Entretanto, com a mudança drástica da situação política venezuelana nos últimos meses, com a ação militar dos EUA contra a Venezuela no início de janeiro de 2026, e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, que está preso em Nova York, boa parte da "diversificação de parceiros" está em transformação.O atual governo de transição vem sofrendo imposições estadunidenses para ter privilégios comerciais sobre petróleo, ouro e mineração. A história dirá quais outras batalhas o país bolivariano travará para garantir sua soberania.
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Independência da Venezuela: conheça 5 iniciativas de luta por soberania do país neste 5 de julho
13:30 05.07.2026 (atualizado: 15:12 05.07.2026) Neste 5 de julho, a Venezuela celebra 215 anos de independência. Inspirada no legado de Simón Bolívar, figura central das lutas de emancipação da América do Sul, a data é celebrada também como marco de superação dos desafios enfrentados pelo país nos campos econômico, político e diplomático.
Desde sua assinatura, em 1811, que cortou os vínculos com a ex-metrópole Espanha e abriu caminho para a criação da primeira República, a soberania do país tem sido posta à prova diante de pressões externas e das transformações do cenário internacional. E desde então, em diferentes períodos, governos e a população têm resistido e se reinventado para manter-se independentes.
A seguir, conheça cinco dessas iniciativas:
1. Resistência às sanções internacionais
A partir de 2010, a Venezuela passou a enfrentar um amplo conjunto de sanções econômicas e financeiras impostas por países como os Estados Unidos e alguns aliados. O governo venezuelano considera essas medidas uma ameaça à soberania nacional e adotou estratégias para minimizar seus impactos, incluindo mudanças nos mecanismos de comércio exterior,
fortalecimento da produção interna em setores estratégicos e busca por novos mercados para exportação, políticas de substituição de importações, busca de mecanismos de pagamento alternativos e denúncia em fóruns multilaterais, argumentando que as medidas
violam o direito internacional e afetam a população civil.
A partir de 2018, em meio à crise econômica e ao endurecimento das sanções, o governo passou a adotar medidas para reduzir a dependência do sistema financeiro internacional. Entre elas estiveram a criação da criptomoeda estatal Petro (posteriormente descontinuada), a flexibilização do uso de moedas estrangeiras no mercado interno, novos acordos comerciais em moedas locais e o fortalecimento de relações econômicas com parceiros fora do eixo tradicional.
2. Defesa da integração regional autônoma
A política externa venezuelana tem defendido mecanismos de integração latino-americana e caribenha sem a participação de potências extrarregionais, como instrumentos para ampliar a cooperação política, econômica e social entre os países da região e fortalecer sua capacidade de atuação conjunta.
O
país participou ativamente da criação e do fortalecimento de organismos como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), em 2004, a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), em 2008, Petrocaribe, em 2005, e a
Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em 2011, cuja cúpula de inauguração sediou na capital, Caracas.
3. Fortalecimento do controle sobre os recursos naturais
Em 29 de agosto de 1975, o Congresso venezuelano aprovou a Lei de Nacionalização da Indústria Petrolífera. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 1976, durante o governo de Carlos Andrés Pérez, criando a estatal PDVSA. O objetivo era transferir ao Estado o controle da exploração e comercialização do petróleo, principal riqueza do país, reduzindo a influência direta das grandes companhias estrangeiras sobre o setor energético.
Durante o governo de Hugo Chávez, a política de soberania econômica foi aprofundada. Em 2001, foi aprovada uma nova Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, ampliando a participação do Estado na exploração petrolífera. Entre 2006 e 2007, contratos firmados com empresas estrangeiras foram renegociados, garantindo maioria acionária da PDVSA em diversos projetos da Faixa Petrolífera do Orinoco.
O governo apresentou essas medidas como parte da recuperação do controle nacional sobre recursos estratégicos. Com a
intervenção recente dos EUA, essa estratégia tem sido minimizada, no entanto.
4. Modernização da política de defesa e fortalecimento das Forças Armadas
A Venezuela investiu na
modernização da capacidade de defesa por meio da aquisição de equipamentos militares, ampliação da cooperação internacional no setor e fortalecimento da doutrina de
defesa integral do território. Segundo o governo, essas iniciativas têm como objetivo proteger a soberania nacional, preservar a integridade territorial e responder a possíveis ameaças externas.
5. Diversificação de parceiros internacionais
A Venezuela ampliou sua cooperação com países como China, Rússia, Irã, Turquia e Índia, por meio de acordos nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e comércio, buscando ampliar as opções de investimento e financiamento e fortalecer sua autonomia nas relações internacionais.
Dentre os exemplos mais expressivos em números e peso simbólico, estão a dívida venezuelana com a China, estimada em cerca de US$ 67 bilhões (R$ 35 bilhões) em 2023, concentrada em refinarias e usinas e que fez de Pequim o principal financiador do país; a elevação das relações Venezuela-Rússia ao mais alto nível diplomático, em 2025, primeiro status concedido pelo governo russo a um país do continente, formalizada num tratado de dez anos assinado em outubro daquele ano para energia, finanças e infraestrutura, e reforçada pelo apoio simbólico de Moscou à possível entrada da Venezuela no BRICS e por seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU em defesa do governo venezuelano. A disparada de 1.357% nas importações turcas de produtos venezuelanos em apenas seis meses de 2018, quase toda em ouro, é outro exemplo de peso.
Entretanto, com a mudança drástica da situação política venezuelana nos últimos meses, com a ação militar dos EUA contra a Venezuela no início de janeiro de 2026, e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, que está preso em Nova York, boa parte da "diversificação de parceiros" está em transformação.
O atual governo de transição vem sofrendo
imposições estadunidenses para ter privilégios comerciais sobre petróleo, ouro e mineração.
A história dirá quais outras batalhas o país bolivariano travará para garantir sua soberania. Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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