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Movimentos populares podem deter a militarização dos países da OTAN, opina político turco

© Foto / Jean-Christophe VerhaegenSombras projetadas em uma parede decorada com o logotipo da OTAN e bandeiras dos países-membros em Estrasburgo, leste da França, antes do início da cúpula da OTAN que marcou o 60º aniversário da organização, 2 de abril de 2009
Sombras projetadas em uma parede decorada com o logotipo da OTAN e bandeiras dos países-membros em Estrasburgo, leste da França, antes do início da cúpula da OTAN que marcou o 60º aniversário da organização, 2 de abril de 2009 - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2026
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A militarização adicional dos países-membros da OTAN e o aumento dos gastos militares podem ser parados não por políticos, mas por movimentos populares, disse Kemal Okuyan, secretário-geral do Partido Comunista Turco (TKP, na sigla em turco).
"É necessário uma ação mais forte da classe trabalhadora para tornar mais eficaz a resposta contra a guerra e a militarização nos países da UE e na OTAN […]. Na Europa, não são os políticos populistas que podem parar o militarismo, mas o poder popular organizado. No passado, todas as mudanças importantes na Europa ocorreram por conta da luta popular nas ruas e desta vez será assim", declarou Okuyan.
Segundo ele, os países da Aliança continuam alocando recursos para armamentos e reduzindo os gastos sociais.
"Os países da OTAN alocarão os recursos necessários para adquirir armas através da redução dos gastos do governo. Temos visto isso por muitos anos: mais tanques – menos gastos com educação, mais aviões de guerra – menos gastos com cuidados de saúde, mais soldados – menos segurança social, mais mísseis – menores salários", disse o político.
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Ele acrescentou que a OTAN nunca foi uma organização defensiva, como é evidenciado por sua expansão para o leste.

"A OTAN é uma organização agressora, não uma aliança de defesa. Ela é construída sobre mentiras, por isso era fútil acreditar em sua promessa de não se expandir para o leste. A Aliança estava se preparando para a guerra na Ucrânia há muito tempo, por isso prefere prolongá-la em vez de tomar uma posição que permita, através de negociações, chegar a um acordo", disse Okuyan.

A cúpula da OTAN começa na terça-feira (7) em Ancara, onde deverá ser anunciado um novo pacote de assistência a Kiev.
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