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Damares nega rompimento com Flávio Bolsonaro e critica ataques de 'exército da direita'

© Foto / Valter Campanato / Agência BrasilDamares Alves
Damares Alves - Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2026
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"Os aloprados de Internet, eu não devo satisfação a eles", declarou nesta segunda-feira (13) a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao discursar no plenário do Senado Federal.
O aloprados, segundo ela, são aliados e eleitores da direita que têm feito ataques contra ela e contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

"Povo brasileiro, quando começarem a falar de um soldado da direita, vá lá na rede do soldado e veja o que ele disse, antes de vocês começarem a compartilhar. Vão nas minhas redes e vejam se eu declarei alguma vez que eu abandonei o pré-candidato indicado pelo presidente [Jair] Bolsonaro [o senador Flávio Bolsonaro, PL-RJ]. Parem de compartilhar mentiras."

A senadora afirmou que os casos configuram "violência política de gênero" e que a Advocacia do Senado vai ajudá-la a abrir uma representação contra os envolvidos — no entanto, ela não sabe quem realmente está por trás da articulação dos ataques.

"São ataques à honra, à moral, à imagem, e ataques vindos de pessoas que eu considerava aliadas. […] Inclusive um dos ataques que eu recebi é que tenho amante pastor, casado."

A manifestação ocorreu em meio a uma crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro. Damares chamou a ex-primeira-dama de "amiga" e disse que ela não está sozinha diante dos ataques sofridos na Internet.

"E aqui fica a grande mentira, quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? […] Parem de atacar os soldados da direita. […] Daqui a pouco o Brasil vai dizer: 'Eu não quero isso não'. Isso é muito ruim, eles atacam os próprios soldados. O que eles vão fazer com a gente? Parem, gente.", disse a senadora.

STF proíbe Flávio de ver o pai

Também nesta segunda-feira (13) o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, por 90 dias, o direito de Flávio Bolsonaro visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. A decisão foi tomada porque o senador divulgou nas redes uma carta do pai reforçando o apoio ao filho na corrida presidencial.
Na avaliação do ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, a divulgação configura tentativa de contornar a proibição imposta a Jair de usar redes sociais, além de propaganda eleitoral antecipada.
Candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), vota no Rio de Janeiro junto ao seu filho Flávio, em 7 de outubro de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2026
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Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro e pede esclarecimentos à defesa
Já o PT ingressou com uma representação no Supremo pedindo a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, sob o argumento de que ele teria desrespeitado as medidas cautelares impostas pela Corte.
A defesa de Flávio declarou por nota que a decisão de Moraes desrespeita a Constituição, e "vale lembrar que o senador […] é também advogado de seu pai. A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado".
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