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Mídia: Brasília acredita que Washington deve manter tarifaço e avaliar ajustes na lista de exceções
Mídia: Brasília acredita que Washington deve manter tarifaço e avaliar ajustes na lista de exceções
Sputnik Brasil
O governo brasileiro considera praticamente certa a aplicação das novas tarifas dos EUA e prepara uma reação diplomática dura, enquanto empresas... 13.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-13T07:52-0300
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De acordo com um jornal de grande circulação no país, o governo brasileiro considera praticamente certa a confirmação das novas tarifas de 25% e 12,5% pelos Estados Unidos e prepara sua reação conforme a dimensão da medida. Para Brasília, o adiamento é improvável, salvo por cálculo político, já que o prazo para decisão da Casa Branca termina na próxima quarta-feira (15) e Washington tem reiterado que ele é "imexível".Negociadores brasileiros avaliam que, mesmo com a confirmação das tarifas, o Departamento de Estado pode ampliar o número de exceções, atendendo à pressão de empresas norte-americanas que dependem de importações brasileiras. O Itamaraty identificou 43 grupos empresariais dos EUA pedindo a retirada de produtos brasileiros da lista por falta de substitutos internos.Caso as tarifas sejam oficializadas, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deve reagir imediatamente com manifestações de indignação, repetindo argumentos já enviados aos EUA de que a estrutura tarifária brasileira é favorável às exportações norte-americanas e que novas sobretaxas seriam "inaceitáveis", segundo a apuração. A análise técnica da decisão deve durar alguns dias, incluindo a avaliação sobre acionar a Lei de Reciprocidade.O governo também considera improvável que os EUA adiem a medida, já que a política industrial norte-americana tem sido guiada por tarifas e não houve concessões a outros países. Se o adiamento ocorrer, a expectativa é que venha acompanhado de justificativa para evitar disputas narrativas.O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, tem defendido publicamente o adiamento e enviou manifestações ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) pedindo que a decisão fique para depois das eleições. Em audiência nos EUA, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (que está preso e cumpre pena por tentativa de golpe de Estado) afirmou que o momento é "o pior possível" para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula.Um eventual adiamento também poderia ser interpretado como gesto político de Trump em favor de Flávio Bolsonaro, após encontros recentes com o senador e com Lula. Enquanto isso, o Brasil tenta evitar que a nova rodada de tarifas entre em vigor. Ela integra uma escalada iniciada há um ano, quando Trump anunciou uma tarifa adicional de 50% e falou em "caça às bruxas" contra parceiros com quem os EUA teriam uma balança comercial desfavorável.
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Mídia: Brasília acredita que Washington deve manter tarifaço e avaliar ajustes na lista de exceções
07:52 13.07.2026 (atualizado: 09:03 13.07.2026) O governo brasileiro considera praticamente certa a aplicação das novas tarifas dos EUA e prepara uma reação diplomática dura, enquanto empresas norte-americanas pressionam por mais exceções e governo Lula avalia possíveis retaliações pela Lei de Reciprocidade.