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Nos EUA, Flávio Bolsonaro volta a pedir adiamento de tarifas

© Foto / Fernando Pessoa/DivulgaçãoSenador e pré-candidato à presidência da Repúbica, Flávio Bolsonaro (PL), participa de audência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos sobre taxação a produtos brasileiros, em 7 de julho de 2026
Senador e pré-candidato à presidência da Repúbica, Flávio Bolsonaro (PL), participa de audência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos sobre taxação a produtos brasileiros, em 7 de julho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2026
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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira (7), durante audiência pública destinada ao setor empresarial, o adiamento das sobretaxas propostas aos produtos brasileiros.
Aos integrantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), ele afirmou que os resultados das tarifas de 2025 indicam que as tarifas não atingiram seus objetivos. Em vez disso, ajudaram a popularidade do governo Lula.
"Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro. Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões."
Em abril de 2025, o presidente estadunidense, Donald Trump, aplicou tarifas a quase todos países com base nos déficits comerciais. O Brasil, cujo comércio com os EUA é superavitário par aos norte-americanos, recebeu a tarifa mínima de 10%.
No entanto, dois meses depois em julho, a Casa Branca anunciou uma sobretarifa de 40% contra os produtos brasileiros, citando motivos comerciais e políticos, como o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desde então condenado pela articulação de um golpe de Estado em 2022.
A medida, segundo pesquisas de opinião, elevou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abraçou o discurso de defesa da soberania, enquanto engavetou os pedidos por anistia ao ex-presidente Bolsonaro, afirmaram à época analistas à Sputnik Brasil.
Desde então, as tarifasforam sendo retiradas gradualmente através de negociações bilaterais, como foi o caso de novembro de 2025, quando os Estados Unidos retiraram a sobretarifa de 40% de diversos setores, e em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte norte-americana decretou que o mecanismo legal usado para impor as tarifas globais teve seu uso desvirtuado.
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O fator eleições

Em sua fala aos representantes norte-americanos, Flávio Bolsonaro lembrou que dentro de 90 dias, quando ocorre a eleição no Brasil, o cenário político do país pode ser completamente diferente. Segundo o pré-candidato, isto deve ser considerado na aplicação das tarifas.
Ou seja, em sua visão, se eleito, haverá um novo diálogo entre o Brasil e a Casa Branca. Caso contrário
"Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir."
Em 2 de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos concluiu sua investigação comercial contra o Brasil e propos uma tarifa de 25% a protudos do país com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
O prazo dado para negociação entre os governos termina na próxima semana, no dia 15 de julho, dia em que as taxas podem entregar em vigor. Há ainda isenções para itens como carnes específicas, café, aeronaves, químicos e fertilizantes.
Segundo o relatório, o Brasil possui seis áreas problemáticas:
ordens judiciais sigilosas e favorecimento em pagamentos digitais;
tarifas preferenciais a México e Índia;
falhas no combate ao desmatamento;
ruptura no acordo do etanol;
lentidão do INPI e pirataria;
retrocessos no combate à corrupção.
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