https://noticiabrasil.net.br/20260714/coalizao-antimissil-e-via-indireta-para-integrar-ucrania-a-defesa-europeia-afirma-especialista-52210487.html
Coalizão antimíssil é 'via indireta para integrar Ucrânia à defesa europeia', afirma especialista
Coalizão antimíssil é 'via indireta para integrar Ucrânia à defesa europeia', afirma especialista
Sputnik Brasil
A criação da chamada Coalizão Antimísseis Balísticos é, segundo o especialista sueco Mikael Valtersson em conversa com a Sputnik, uma forma de aproximar a... 14.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-14T11:35-0300
2026-07-14T11:35-0300
2026-07-14T13:08-0300
panorama internacional
europa
ucrânia
rússia
sistema de defesa antimísseis
união europeia
otan
organização do tratado do atlântico norte
análise
bruxelas
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/1502/73/15027362_136:0:3777:2048_1920x0_80_0_0_50ee13e527ad22f9d8155ec71f5d9dd7.jpg
O anúncio da formação de uma "coalizão puramente defensiva" envolvendo a Ucrânia e nove países europeus despertou dúvidas sobre sua real natureza. Para Mikael Valtersson, ex‑oficial das Forças Armadas Suecas e especialista em defesa aérea, a iniciativa funciona, na prática, como uma estrutura semelhante à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), moldada pelo conflito na Ucrânia.Valtersson lembra que alianças militares costumam se declarar defensivas, mas ressalta que o problema surge quando diferentes pactos se sobrepõem. "É possível tentar inserir novos membros em uma aliança gradualmente", afirmou, citando o risco de integração indireta por meio de mecanismos paralelos.Embora não seja formalmente uma aliança, a coalizão representa, segundo ele, uma arquitetura europeia unificada de defesa antimíssil.A fragilidade industrial europeia, porém, limita o alcance do projeto. Valtersson observa que o continente ainda depende de sistemas Patriot, Aegis e Arrow 3, além de carecer de produção própria de interceptores avançados. "Provavelmente levará pelo menos uma década para desenvolver capacidade independente de mísseis terra‑ar de alta tecnologia", afirmou.A participação ucraniana na coalizão se apoia, em parte, na reputação adquirida no campo de batalha, mas o especialista questiona a credibilidade das alegações de Kiev sobre interceptações bem‑sucedidas de mísseis Iskander e Kinzhal. "Essas informações são enganosas e fazem parte de uma estratégia de guerra de informação", disse. Segundo ele, as taxas reais de interceptação seriam muito inferiores às divulgadas.Para o especialista, o programa europeu é mais político do que operacional no curto prazo. Ele avalia que a coalizão terá "aplicação prática muito limitada na próxima década", funcionando sobretudo como instrumento para ampliar gastos militares e aprofundar a integração europeia.Valtersson conclui que a iniciativa também busca aproximar ainda mais a Ucrânia das estruturas militares e políticas da União Europeia (UE). "É parte do projeto das elites de Bruxelas de criar um superestado europeu", afirmou, sugerindo que a coalizão antimíssil é menos sobre defesa imediata e mais sobre arquitetura estratégica de longo prazo.
https://noticiabrasil.net.br/20260714/52207591.html
ucrânia
bruxelas
kiev
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/1502/73/15027362_591:0:3322:2048_1920x0_80_0_0_fadcc1642b90f768c71833559a0dea64.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
europa, ucrânia, rússia, sistema de defesa antimísseis, união europeia, otan, organização do tratado do atlântico norte, análise, bruxelas, kiev, kinzhal, iskander, patriot, indústria de defesa
europa, ucrânia, rússia, sistema de defesa antimísseis, união europeia, otan, organização do tratado do atlântico norte, análise, bruxelas, kiev, kinzhal, iskander, patriot, indústria de defesa
Coalizão antimíssil é 'via indireta para integrar Ucrânia à defesa europeia', afirma especialista
11:35 14.07.2026 (atualizado: 13:08 14.07.2026) A criação da chamada Coalizão Antimísseis Balísticos é, segundo o especialista sueco Mikael Valtersson em conversa com a Sputnik, uma forma de aproximar a Ucrânia de uma arquitetura europeia de defesa, contornando obstáculos à sua entrada na OTAN. Ele afirma que o projeto é limitado no curto prazo e movido por objetivos políticos.
O anúncio da
formação de uma "coalizão puramente defensiva" envolvendo a Ucrânia e nove países europeus despertou
dúvidas sobre sua real natureza. Para Mikael Valtersson, ex‑oficial das Forças Armadas Suecas e especialista em defesa aérea, a iniciativa funciona, na prática, como uma estrutura semelhante à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), moldada pelo conflito na Ucrânia.
Valtersson lembra que
alianças militares costumam se declarar defensivas, mas ressalta que o problema surge quando diferentes pactos se sobrepõem. "
É possível tentar inserir novos membros em uma aliança gradualmente", afirmou, citando o risco de integração indireta por meio de
mecanismos paralelos.
Embora não seja formalmente uma aliança, a coalizão representa, segundo ele, uma arquitetura europeia unificada de defesa antimíssil.
"Se um país for atacado com mísseis balísticos, a capacidade combinada de defesa antimíssil será usada para defender os Estados-membros. Esta é uma tentativa flagrante dos Estados mais pró-Ucrânia na Europa de incluir Kiev indiretamente em uma estrutura unificada de defesa europeia e, assim, contornar possíveis vetos à entrada da Ucrânia na OTAN", destacou.
A
fragilidade industrial europeia, porém, limita o alcance do projeto. Valtersson observa que o
continente ainda depende de sistemas Patriot, Aegis e Arrow 3, além de carecer de produção própria de interceptores avançados. "Provavelmente levará pelo menos uma década para desenvolver capacidade independente de mísseis terra‑ar de alta tecnologia", afirmou.
A
participação ucraniana na coalizão se apoia, em parte, na reputação adquirida no campo de batalha, mas o especialista
questiona a credibilidade das alegações de Kiev sobre interceptações bem‑sucedidas de mísseis Iskander e Kinzhal. "Essas informações são enganosas e fazem parte de uma estratégia de
guerra de informação", disse. Segundo ele, as taxas reais de interceptação seriam muito inferiores às divulgadas.
"A Ucrânia afirma que frequentemente abate de 80% a 90% dos mísseis russos Iskander e talvez metade dos mísseis Kinzhal. Na realidade, o número provavelmente é inferior a 30% dos Iskander e uma porcentagem muito menor dos Kinzhal", destacou Valtersson, acrescentando que tais resultados exigiriam um volume de interceptores que a Ucrânia não possui.
Para o especialista, o
programa europeu é mais político do que operacional no curto prazo. Ele avalia que a coalizão terá "aplicação
prática muito limitada na próxima década", funcionando sobretudo como instrumento para ampliar gastos militares e aprofundar a integração europeia.
Valtersson conclui que a iniciativa também busca aproximar ainda mais a Ucrânia das estruturas militares e políticas da União Europeia (UE). "É
parte do projeto das elites de Bruxelas de criar um superestado europeu", afirmou, sugerindo que a coalizão antimíssil é
menos sobre defesa imediata e mais sobre arquitetura estratégica de longo prazo.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).