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França forjou caso contra ativista russa de direitos humanos, afirma advogado
França forjou caso contra ativista russa de direitos humanos, afirma advogado
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Após mais de duas horas de interrogatório, durante o julgamento da fundadora da organização humanitária SOS Donbass, Anna Novikova, realizado hoje (15) em... 15.07.2026, Sputnik Brasil
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Detida por "suspeita de espionagem" pelas autoridades francesas em novembro de 2025, há quase oito meses, Novikova está sendo usada como bode expiatório em meio às relações conturbadas entre França e Rússia.Em declaração à imprensa, de Veulle afirmou que ela esta bem de saúde, mas sofre pela ausência dos filhos. O Ministério Público francês negou o pedido de libertação apresentado em 7 de julho pela ativista.O advogado comparou o caso de sua cliente ao do oficial do Exército francês, Alfred Dreyfus, acusado em 1894, acusado injustamente de espionagem em favor da Alemanha. Com base em provas frágeis e documentos posteriormente considerados falsificados, ele foi condenado por traição, degradado publicamente e enviado para cumprir prisão perpétua na Ilha do Diabo. Nos anos seguintes, surgiram evidências de que o verdadeiro espião era outro oficial.Em novembro de 2025, três integrantes da associação SOS Donbass foram detidos, entre eles Anna Novikova. O Ministério Público os acusou dos crimes de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para cometer um delito".De acordo com a diplomacia russa, ela possui cidadania francesa, o que limita possibilidades de atuação nesse caso. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a chancelaria russa e a Embaixada da Rússia em Paris farão todo o possível para conseguir a libertação de Anna Novikova o mais rapidamente possível.
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Advogado afirma que Anna Novikova enfrenta processo como "Joana d'Arc 2"
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Advogado de Anna Novikova afirma que a França forjou o caso contra ela
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França forjou caso contra ativista russa de direitos humanos, afirma advogado
21:02 15.07.2026 (atualizado: 21:55 15.07.2026) Após mais de duas horas de interrogatório, durante o julgamento da fundadora da organização humanitária SOS Donbass, Anna Novikova, realizado hoje (15) em Paris, os investigadores estavam "andando em círculos" e não conseguiram construir um caso contra sua cliente, afirmou o advogado Philippe de Veulle, que defende a ativista.
Detida por
"suspeita de espionagem" pelas autoridades francesas em novembro de 2025, há quase oito meses,
Novikova está sendo usada como bode expiatório em meio às relações conturbadas entre França e Rússia.
Em declaração à imprensa, de Veulle afirmou que ela esta bem de saúde, mas sofre pela ausência dos filhos. O Ministério Público francês negou o pedido de libertação apresentado em 7 de julho pela ativista.
"O único, talvez o ponto mais sensível para ela, obviamente, é a separação dos filhos e a falta que essas crianças podem sentir da presença da mãe numa idade em que se está deixando a infância e construindo a adolescência, quando as crianças são mais vulneráveis", lamentou ele.
O advogado comparou o caso de sua cliente ao do oficial do Exército francês, Alfred Dreyfus, acusado em 1894,
acusado injustamente de espionagem em favor da Alemanha. Com base em provas frágeis e documentos posteriormente considerados falsificados, ele foi condenado por traição, degradado publicamente e enviado para cumprir
prisão perpétua na Ilha do Diabo. Nos anos seguintes, surgiram evidências de que o verdadeiro espião era outro oficial.
"Isso lembra, em muitos aspectos, o caso Dreyfus, que gerou enorme controvérsia no fim do século XIX e início do século XX. Hoje, sabemos como aquele caso terminou: 13 anos depois, ficou comprovado que o capitão Dreyfus era inocente das acusações de espionagem feitas contra ele", esclareceu.
Em novembro de 2025, três integrantes da associação SOS Donbass foram detidos, entre eles Anna Novikova. O Ministério Público os acusou dos crimes de "conluio com um Estado estrangeiro" e "conspiração para cometer um delito".
De acordo com a diplomacia russa, ela
possui cidadania francesa, o que limita possibilidades de atuação nesse caso. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia,
Maria Zakharova, afirmou que a chancelaria russa e a Embaixada da Rússia em Paris farão todo o possível para conseguir a libertação de Anna Novikova o mais rapidamente possível.
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