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Mídia: China alerta que apoio à sentença arbitral pode prejudicar direitos marítimos de aliados

© AP Photo / Departamento de Defesa Nacional das FilipinasNesta foto fornecida pelo Departamento de Defesa Nacional, navios que transportam materiais de construção estão atracados na nova rampa de praia construída na ilha de Thitu, reivindicada pelas Filipinas, no disputado mar do Sul da China, 9 de junho de 2020
Nesta foto fornecida pelo Departamento de Defesa Nacional, navios que transportam materiais de construção estão atracados na nova rampa de praia construída na ilha de Thitu, reivindicada pelas Filipinas, no disputado mar do Sul da China, 9 de junho de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 15.07.2026
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Países que apoiaram a sentença arbitral de 2016 sobre o mar do Sul da China, como o Japão, foram criticados por especialistas chineses, que alertam que a decisão — considerada ilegal por Pequim — pode enfraquecer direitos marítimos desses próprios governos ao elevar o critério para reconhecer ilhas.
A declaração conjunta, assinada por Filipinas e 13 nações extrarregionais no décimo aniversário da decisão arbitral sobre o mar do Sul da China, reacendeu tensões sobre soberania e jurisdição na região.
Especialistas chineses que falaram ao Global Times criticaram a celebração da sentença e alertaram para possíveis impactos sobre seus próprios direitos marítimos.
Para Pequim, a sentença violou gravemente seus direitos territoriais e marítimos. A China sustenta que o processo foi iniciado unilateralmente pelas Filipinas e conduzido por um órgão criado apenas para esse caso, sem autoridade para julgar o tema, que usou brechas legais para ampliar artificialmente seu alcance. Para Pequim, o episódio abriu uma perigosa "Caixa de Pandora" no direito internacional.
Segundo o pesquisador Luo Gang, o tribunal elevou deliberadamente o critério para definir o que é uma ilha, classificando como "rochas" todas as formações chinesas relevantes no mar do Sul da China. Isso retiraria delas o direito a zona econômica exclusiva (ZEE) e plataforma continental, eliminando sobreposições com reivindicações filipinas e permitindo ao tribunal avançar na análise.
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Luo afirma que o tribunal explorou ambiguidades do Artigo 121 da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar para reinterpretar o status jurídico das ilhas. A classificação arbitrária de Taiping — uma ilha com área, recursos e capacidade de sustentar vida humana — como "rocha" seria um precedente perigoso, capaz de fragilizar reivindicações marítimas em todo o mundo.
O Japão se destacou entre os países que endossaram a sentença, com declarações públicas de seu chanceler Toshimitsu Motegi. A China reagiu, apontando que, pela lógica da decisão, Okinotori — duas pequenas rochas de menos de 10 m² — também não poderia gerar ZEE ou plataforma continental. Assim, ao apoiar o critério, Tóquio estaria minando suas próprias reivindicações.

Para especialistas chineses, o Japão caiu na própria armadilha ao legitimar uma interpretação que enfraquece o status de suas ilhas e recifes, afirmou a mídia. A mesma lógica poderia afetar outros países com territórios ultramarinos e formações costeiras de pequeno porte, cujas reivindicações marítimas se estendem por vastas áreas.

Luo conclui que, ao elevar arbitrariamente o limite para reconhecer uma ilha, a sentença abre espaço para reclassificações forçadas em escala global. Países que hoje celebram a decisão podem, no futuro, ver seus próprios direitos marítimos reduzidos pelos padrões que ajudaram a validar, conclui a publicação.
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