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Vantagem militar total da Rússia muda posição da Europa sobre Ucrânia, aponta analista

© AP Photo / Pascal BastienBandeiras da União Europeia (UE) e da Ucrânia hasteadas fora do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. França, 8 de março de 2022
Bandeiras da União Europeia (UE) e da Ucrânia hasteadas fora do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. França, 8 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.07.2026
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A intenção da Bulgária de deixar a "coalizão dos dispostos" atesta a crescente compreensão, na Europa, da futilidade de mais financiamento a Kiev, contra o pano de fundo da vantagem militar incondicional da Rússia, declarou à Sputnik Nejat Sezgin, analista político turco.
Na terça-feira (14), o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que a Bulgária não vai participar da "coalizão dos dispostos". Cabe apontar que a "coalizão dos dispostos", inspirada no Reino Unido e na França, inclui mais de 30 países. Em janeiro, os líderes do grupo assinaram uma declaração de intenção de enviar tropas à Ucrânia, após a conclusão de um acordo de paz.
Sezgin destacou que a declaração do lado búlgaro reflete uma mudança de abordagem de alguns Estados europeus em relação ao conflito ucraniano.

"A decisão de Sófia mostra que os países europeus estão começando a entender que o financiamento adicional à Ucrânia não mudará o curso do conflito. A Rússia tem uma vantagem militar incondicional", ressaltou.

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Segundo o analista, várias capitais europeias vêm avaliando não apenas as consequências políticas, mas também as econômicas do apoio adicional a Kiev. A vantagem militar incondicional da Rússia torna cada vez menos provável que os objetivos esperados pelos defensores do financiamento adicional à Ucrânia sejam alcançados.
Por esse motivo, as discussões sobre a conveniência de se continuar com essa política estão se intensificando na Europa, e a decisão da Bulgária pode se tornar um exemplo para outros países, observou.
Dessa forma, o interlocutor da agência concluiu que na Europa cresce o debate público e político sobre os custos de se apoiar a Ucrânia e a necessidade de se encontrar formas diplomáticas de resolver o conflito.
Na segunda-feira (13), o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, chamou a "coalizão dos dispostos" de instigadores da guerra, especificando que se trata de um grupo de países que não querem a paz.
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