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Astrônomos descobrem pela 1ª vez atmosfera em exoplaneta rochoso na zona habitável

© Foto / NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)Esta ilustração mostra a aparência do exoplaneta WASP-39 b, com base na compreensão atual do planeta
Esta ilustração mostra a aparência do exoplaneta WASP-39 b, com base na compreensão atual do planeta - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2026
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Usando dados espectrais do telescópio Magellan Clay, do Observatório Las Campanas, astrônomos detectaram hélio escapando do LHS 1140b, um exoplaneta rochoso que orbita na zona habitável da estrela de baixa massa próxima LHS 1140.
LHS 1140 é uma anã vermelha de 3 bilhões de anos localizada a aproximadamente 39 anos-luz de distância, na constelação da Baleia, explica Sci.News.
Descoberto em 2017, o planeta LHS 1140b tem 5,6 vezes a massa da Terra e 1,73 vezes o seu raio. Foi descoberto também um segundo planeta, LHS 1140c, que também orbita em torno de LHS 1140.
"Vinte anos atrás, queríamos saber se outros planetas do tipo terrestre existiam", disse o professor Robin Wordsworth, da Universidade de Harvard.
"Então descobrimos que eles são comuns e encontramos alguns na zona habitável. A próxima questão era se algum deles [planetas] conseguiu manter uma atmosfera. Agora sabemos que pelo menos um tem."
As observações foram feitas usando o espectrógrafo WINERED no telescópio Magellan Clay. O fator-chave foi uma configuração rara em que dois planetas do mesmo sistema passaram simultaneamente diante de sua estrela. Isso permitiu que a equipe de pesquisa, usando instrumentos observacionais avançados, detectasse a presença de hélio escapando da atmosfera do LHS 1140b.
Ilustração mostra a atividade magnética de um exoplaneta gigante gasoso, travado por maré e exposto a extremos de temperatura. A diferença térmica gera ventos rápidos entre os hemisférios, que podem ser desacelerados pelo campo magnético, representado pelas linhas azuis - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026
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Campos magnéticos são detectados pela 1ª vez em exoplanetas a partir de ventos extremos (IMAGEM)

A descoberta de um elemento vazando lentamente para o espaço forneceu novas evidências da existência de uma atmosfera. As observações também confirmaram que, embora o LHS 1140b tenha uma atmosfera, o segundo planeta do sistema, o LHS 1140c, não exibe o mesmo sinal. É importante notar que as observações indicam que a atmosfera deste planeta sobreviveu por mais de 3 bilhões de anos, tornando-o um objeto extremamente interessante para análise.

A descoberta da atmosfera no LHS 1140b abre um novo capítulo no estudo de exoplanetas. Modelos teóricos anteriores presumiam que planetas desse tipo, especialmente aqueles que giram em torno de estrelas anãs vermelhas ativas, poderiam perder rapidamente suas atmosferas devido à intensa radiação da estrela.
No entanto, o LHS 1140b não confirma essa regra. O estudo utilizou não apenas telescópios terrestres, mas também analisou a radiação de raios X emitida pela estrela hospedeira.
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