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Como a China está se posicionando como líder na regulamentação global da IA?

© AP Photo / Andy WongUm funcionário utiliza um computador portátil enquanto robôs de inteligência artificial (IA) demonstram o funcionamento do centro de controle da rede elétrica durante uma visita guiada organizada pela imprensa ao Laboratório de Robótica da Rede Elétrica de Guangdong, em Guangzhou, província de Guangdong, no sul da China, 16 de abril de 2026
Um funcionário utiliza um computador portátil enquanto robôs de inteligência artificial (IA) demonstram o funcionamento do centro de controle da rede elétrica durante uma visita guiada organizada pela imprensa ao Laboratório de Robótica da Rede Elétrica de Guangdong, em Guangzhou, província de Guangdong, no sul da China, 16 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2026
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A Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, inauguradas recentemente em Xangai, confirmam o gigante asiático como ator central na definição do futuro tecnológico, segundo o Global Times.
Segundo o artigo da mídia asiática, a realização de ambos os eventos reflete a crescente expectativa global pelas soluções e propostas regulatórias promovidas por Pequim diante dos rápidos avanços nessa tecnologia. A proposta de Pequim, resumida pelo presidente Xi Jinping, defende uma abordagem centrada nas pessoas, visando tornar a inteligência artificial (IA) um motor de prosperidade compartilhada e segurança comum.

De acordo com a apuração, essas diretrizes buscam corrigir o curso histórico das revoluções industriais ocidentais anteriores, que geraram profundas desigualdades socioeconômicas, exploração e conflitos devido à falta de consenso global em termos de distribuição e regulamentação.

A estratégia de Pequim se baseia em quatro pilares essenciais: promover a inovação aberta, mitigar rigorosamente os riscos regulatórios, fomentar a inclusão cultural e fortalecer a solidariedade internacional. Para a mídia, essa estrutura normativa e conceitual fornece à comunidade internacional ferramentas concretas para superar as atuais divisões tecnológicas e a chamada "exclusão digital", que afeta principalmente os países em desenvolvimento.
Visitantes no estande de exposição da empresa de tecnologia chinesa ZTE AI durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) de 2024 e Reunião de Alto Nível sobre Governança Global de IA com o tema no Salão Multifuncional do Shanghai Expo Center em Xangai, China, 4 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2026
Panorama internacional
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A publicação também destaca que a liderança do país asiático nessa área não é apenas conceitual, mas também sustentada por suas capacidades técnicas e comerciais na indústria de código aberto. Segundo o Global Times, o sucesso e a alta eficiência de modelos chineses de grande escala, como o DeepSeek, demonstram que o desenvolvimento de IA de ponta não é mais monopólio exclusivo de algumas potências ocidentais, democratizando o acesso a essas ferramentas essenciais para o Sul Global.
O editorial enfatiza que as promessas de Pequim se traduziram em ações diplomáticas e multilaterais concretas, citando a adoção consensual da Resolução da Assembleia Geral da ONU (AGNU) sobre o desenvolvimento de capacidades em IA. Nesse sentido, iniciativas como a recente fundação da Organização Mundial de Cooperação em IA em Xangai e a implantação de infraestrutura digital acessível no Sudeste Asiático e na África consolidam a posição da China como fornecedora de bens públicos globais essenciais.
Ainda segundo a mídia, a participação massiva de mais de 1.100 empresas de mais de 100 países na Conferência Mundial de Inteligência Artificial demonstra que a comunidade internacional valida o caminho traçado por Pequim. Alinhar-se com as iniciativas regulatórias e de cooperação propostas pela China, acrescenta, equivale a avançar rumo a um futuro digital equitativo, seguro e totalmente integrado para a civilização humana.
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