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Trump ameaça novos ataques a instalações nucleares do Irã

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO presidente Donald Trump reúne-se com o presidente libanês Joseph Aoun no Salão Oval da Casa Branca.
O presidente Donald Trump reúne-se com o presidente libanês Joseph Aoun no Salão Oval da Casa Branca. - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (21) ao lado do presidente do Líbano, Joseph Aoun.
Aos repórteres, ele voltou a afirmar que seu principal objetivo é impedir que o Irã obtenha armas nucleares e que atacará qualquer instalação que trabalhe para este fim.
"Qualquer lugar onde se cogite desenvolvimento nuclear vai ser atingido com extrema força."
A declaração ocorre em meio a relatos da mídia norte-americana de que o Irã transferiu centrífugas e, possívelmente, urânio enriquecido para uma instalação subterrânea na montanha Pickaxe (como é conhecida internacionalmente).
A montanha abriga um complexo subterrâneo destinado a produção de centrífugas nucleares. Escavado a mais de 90 metros abaixo da rocha, as instalações são mais fortificadas que Fordow, previamente bombardeada pelos Estados Unidos.
Trump sugeriu, ainda, que Washington não deixará o Irã tão cedo, dando a entender que as tensões seguirão em curso.

"Ainda não terminamos… Se partíssemos amanhã, teríamos tido um grande sucesso. Mas não partiremos amanhã", disse Trump aos repórteres.

Na semana passada, o The Wall Street Journal noticiou que o presidente está considerando expandir as operações militares contra o Irã, o que pode incluir o envio de uma força terrestre para tomar a ilha de Kharg ou atacar instalações subterrâneas na montanha Pickaxe.
Os Estados Unidos lançaram diversas ondas de ataques contra o Irã desde 8 de julho. O Comando Central dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês) alegou que os ataques foram uma resposta à interferência iraniana na navegação comercial no estreito de Ormuz. Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia.

Trump diz que poderia conversar com o Hezbollah

Ao lado de Aoun, Trump comentou a situação no Líbano e disse que pode conversar com o Hezbollah, movimento de base xiita.
"Se o presidente [Aoun] disser que quer que eu converse com o Hezbollah, eu farei isso."
Aoun agradeceu ao presidente americano pelo que chamou de um feito "histórico" na mediação do acordo trilateral firmado em 26 de junho entre Estados Unidos, Israel e Líbano, destinado a reduzir as hostilidades na fronteira entre os dois países. Segundo o líder libanês, apenas Trump tem influência suficiente para convencer Israel a retirar suas tropas do sul do território libanês e permitir a restauração da soberania do país.
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O presidente libanês também pediu que Washington mantenha o apoio às Forças Armadas do país, argumentando que a interrupção da assistência poderia aumentar o risco de uma nova guerra civil. O fortalecimento do Exército libanês é parte central do plano que prevê a retirada gradual das tropas israelenses em troca de que Beirute assuma o controle da segurança na fronteira e avance no desmantelamento do arsenal do Hezbollah.
Poucas horas antes da reunião, o Exército libanês iniciou o envio de tropas para uma das chamadas zonas-piloto, em Zawtar al-Gharbiyah, após a retirada parcial das forças israelenses. No entanto, militares libaneses afirmaram que tropas de Israel abriram fogo nas proximidades das unidades em deslocamento, o que, segundo Beirute, pode dificultar a implementação do plano. O Exército israelense não comentou o episódio.

Bloqueio naval houthi

O presidente norte-americano também foi questionado quanto ao boqueio naval imposto pelo Iêmen, governado de fato pelo movimento Ansar Allah, também conhecido como houthis, contra a Arábia Saudita.
O grupo anunciou, ontem (20), o fechamento do estreito de Bab el-Mandeb para embarcações sauditas ou em direção ao país. Segundo os houthis, a medida ocorre em resposta ao bloqueio naval, terrestre e aéreo imposto, por anos, por Riad contra o Iêmen.
Segundo noticiou mais cedo a Reuters, dois petroleiros deram meia-volta após ser advertidos, tendo seguido para o canal de Suez — dessa forma, o deslocamento do petróleo saudita até os mercados asiáticos leva mais tempo.
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