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Hospital de campanha da Marinha do Brasil é desmobilizado na Venezuela

© Divulgação/FABAeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), leva ajuda humanitária para a Venezuela após fortes terremotos, em 27 de junho de 2026
Aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), leva ajuda humanitária para a Venezuela após fortes terremotos, em 27 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2026
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Em meio à missão humanitária enviada pelo Brasil à Venezuela, a Marinha montou um hospital de campanha na cidade de La Guaira, a mais afetada pelos terremotos que devastaram o país. A estrutura, instalada poucos dias após a tragédia, foi desmobilizada nesta terça-feira (21), após concluir os atendimentos às vítimas.
O hospital de campanha foi montado para ampliar a capacidade de atendimento médico após os terremotos que atingiram o país vizinho e provocaram pelo menos 5,2 mil mortes, além de deixarem cerca de 16 mil pessoas feridas. Conforme a Marinha do Brasil, responsável por administrar a estrutura, durante o período de funcionamento do local foram realizados 2.695 procedimentos.
Desse total, a maior parte ocorreu na clínica geral (1.764 registros), com casos como desidratação, pressão alta e náuseas. Na sequência, aparecem ortopedia e traumatologia, com 356 atendimentos para dores articulares e musculares e lesões; pediatria (303); atendimento psicossocial relacionado ao estresse agudo e à saúde mental (257); e cirurgias, com 15 procedimentos.
Ainda segundo a Marinha, foram enviados 102 militares para atuar no hospital de campanha, além de diversos equipamentos, que retornam ao país em voos da Força Aérea Brasileira (FAB).
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Mais de 23 mil pessoas ainda vivem em abrigos temporários

Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela em 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo, provocaram milhares de desabamentos e deixaram um rastro de destruição, principalmente no estado de La Guaira e na região de Caracas.
Pouco menos de um mês após a tragédia, 23.122 pessoas ainda permanecem em abrigos temporários, segundo o governo venezuelano. A redução em relação às 23.820 registradas anteriormente coincide com a entrega das primeiras 200 moradias às famílias afetadas.
O desastre também mobilizou uma ampla rede de ajuda internacional. Países como Brasil, China, México e Rússia enviaram equipes de resgate, equipamentos, medicamentos e alimentos para apoiar as operações de emergência e o atendimento às vítimas.
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