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'Enfrentaremos qualquer outro império', diz única candidata mulher à Presidência em 2026
'Enfrentaremos qualquer outro império', diz única candidata mulher à Presidência em 2026
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Única pré-candidata oficializada à presidência do país até o momento, Samara Martins, da Unidade Popular (UP), defendeu à Sputnik Brasil um programa de ruptura... 27.07.2026, Sputnik Brasil
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Trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) e militante dos movimentos sociais, a pré-candidata assumiu a cabeça de chapa da UP após a candidatura de Léo Péricles em 2022, na qual foi candidata a vice. Neste ano, ela concorre ao lado de Raquel Bricio e afirma que o programa do partido tem como base o entendimento de que "o capital financeiro é que direciona o nosso país, inclusive com interferências estrangeiras"."É o que a gente fala do imperialismo, querendo transformar o nosso país em colônia."A candidata citou um incêndio recente no sistema ferroviário de São Paulo, logo após a concessão de linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) à iniciativa privada, como evidência de a privatização ser negativa. "Tem que reestatizar a Vale do Rio Doce, garantir que a Petrobras seja 100% estatal, porque aí a gente tem controle. Isso é debater soberania."Martins defende auditoria cidadã da dívida pública brasileira e suspensão do pagamento da chamada "dívida viva"."Nós, da Unidade Popular, mantemos bandeiras que nunca deveriam ser abaixadas por nenhum movimento ou partido de esquerda", afirmou, citando também a reforma agrária como pauta que, segundo ela, "era algo básico, determinante para a soberania de um país" e que teria sido abandonada por outras legendas de esquerda.Questionada sobre possíveis alianças eleitorais, a candidata entende que não cabem alianças como as que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, por exemplo. "Uma parte desse setor, inclusive do governo Lula, faz um discurso de esquerda, mas uma política de direita", disse.TrabalhoSobre a proposta pelo fim da escala de trabalho 6 x 1, ela critica a inércia do projeto, atualmente no Senado Federal, e defende que avanços reais vieram da mobilização sindical direta. Além disso, disse que é preciso dobrar o valor do salário mínimo. "Parece absurdo, e todo mundo fala: 'Não, não é possível'. É extremamente possível", disse, argumentando que "o Brasil, da América Latina e da América do Sul, é o país que tem o menor salário", apesar de figurar entre as dez maiores economias do mundo.Ela também defendeu criar frentes emergenciais de trabalho geridas diretamente pelo poder público, "sem empreiteiras, sem construtoras, sem empresas que terceirizem o trabalho", e uma proposta que classificou como "a defesa do óbvio", a de obrigar que todos os políticos utilizem exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e a educação pública.ViolênciaSamara defendeu a desmilitarização das polícias, descrevendo o modelo atual como "um resquício da ditadura" e da escravidão, e relatou visita ao bairro da Penha, no Rio de Janeiro, após operação policial."Fui na Penha conversar com as mães que perderam seus filhos naquele massacre. Elas disseram: 'O Estado é genocida, porque no nosso país tem pena de morte'", afirmou, citando uma média de 19 mortes diárias em ações policiais, majoritariamente de "jovens, negros, pobres".Ela também defende a criminalização da misoginia e um enfrentamento mais duro aos feminicídios. "Não dá para a gente fingir que as mulheres não estão morrendo. São quatro mulheres que morrem todos os dias no nosso país", disse, acrescentando que a resposta penal atual "só pune quando chega no feminicídio".A candidata criticou o Senado, por, segundo ela, restringir o acesso ao aborto legal para crianças vítimas de estupro; e partidos de diferentes vertentes, por pedirem recentemente que cotas de mulheres e negros deixassem de ser contabilizadas nas chapas majoritárias."Para nós é um completo absurdo, considerando o apagamento dessas pessoas que são maioria no nosso país", disse, citando que apenas cerca de 5% da Câmara dos Deputados é composta por mulheres.
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Samara Martins defende reestatização de Petrobras e Vale após incêndio em trem: "Privatização serve ao lucro"
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Samara Martins sobre aliados de Lula: "Discurso de esquerda, mas política de direita"
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Partidos pediram para tirar cotas de negros e mulheres, denuncia única candidata mulher à Presidência
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'Enfrentaremos qualquer outro império', diz única candidata mulher à Presidência em 2026
17:50 27.07.2026 (atualizado: 19:01 27.07.2026) Especiais
Única pré-candidata oficializada à presidência do país até o momento, Samara Martins, da Unidade Popular (UP), defendeu à Sputnik Brasil um programa de ruptura com o que chama de "fase imperialista do capitalismo" e prometeu, se eleita, retomar o controle estatal sobre setores estratégicos da economia brasileira.
"Nós enfrentamos o império holandês, nós enfrentamos o império português, e nós enfrentaremos qualquer outro império […]. Nós não seremos mais colônia."
Trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) e militante dos movimentos sociais, a pré-candidata
assumiu a cabeça de chapa da UP após a candidatura de
Léo Péricles em 2022, na qual foi candidata a vice. Neste ano, ela concorre ao lado de
Raquel Bricio e afirma que o programa do partido tem como base o entendimento de que
"o capital financeiro é que direciona o nosso país, inclusive com interferências estrangeiras".
"É o que a gente fala do imperialismo, querendo transformar o nosso país em colônia."
A candidata citou um incêndio recente no sistema ferroviário de São Paulo, logo após a concessão de linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) à iniciativa privada, como evidência de a privatização ser negativa. "Tem que reestatizar a Vale do Rio Doce, garantir que a Petrobras seja 100% estatal, porque aí a gente tem controle. Isso é debater soberania."
"É com petróleo, é com as terras raras, é com saneamento básico, é com tudo, e nós não podemos admitir."
Martins defende auditoria cidadã da dívida pública brasileira e suspensão do pagamento da chamada "dívida viva".
"Nós, da Unidade Popular, mantemos bandeiras que nunca deveriam ser abaixadas por nenhum movimento ou partido de esquerda", afirmou, citando também a reforma agrária como pauta que, segundo ela, "era algo básico, determinante para a soberania de um país" e que teria sido abandonada por outras legendas de esquerda.
Questionada sobre possíveis alianças eleitorais, a candidata entende que não cabem alianças como as que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, por exemplo. "Uma parte desse setor, inclusive do
governo Lula, faz um discurso de esquerda, mas uma política de direita", disse.
Sobre a proposta pelo fim da escala de trabalho 6 x 1, ela critica a inércia do projeto, atualmente no Senado Federal, e defende que avanços reais vieram da mobilização sindical direta. Além disso, disse que é preciso dobrar o valor do salário mínimo. "Parece absurdo, e todo mundo fala: 'Não, não é possível'. É extremamente possível", disse, argumentando que "o Brasil, da América Latina e da América do Sul, é o país que tem o menor salário", apesar de figurar entre as dez maiores economias do mundo.
"Economias menores que a nossa têm salários maiores para os seus trabalhadores. Nós somos o povo trabalhador mais explorado."
Ela também defendeu criar frentes emergenciais de trabalho geridas diretamente pelo poder público, "sem empreiteiras, sem construtoras, sem empresas que terceirizem o trabalho", e uma proposta que classificou como "a defesa do óbvio", a de obrigar que todos os políticos utilizem exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e a educação pública.
"Eles mesmos consideram que precarizam tanto esses serviços, que não querem usar, porque estão em outra classe."
Samara defendeu a
desmilitarização das polícias, descrevendo o modelo atual como "um resquício da ditadura" e da escravidão, e relatou visita ao bairro da Penha, no Rio de Janeiro, após
operação policial."Fui na Penha conversar com as mães que perderam seus filhos naquele massacre. Elas disseram: 'O Estado é genocida, porque no nosso país tem pena de morte'", afirmou, citando uma média de 19 mortes diárias em ações policiais, majoritariamente de "jovens, negros, pobres".
Ela também defende a criminalização da misoginia e um enfrentamento mais duro aos feminicídios. "Não dá para a gente fingir que as mulheres não estão morrendo. São quatro mulheres que morrem todos os dias no nosso país", disse, acrescentando que a resposta penal atual "só pune quando chega no feminicídio".
A candidata criticou o Senado, por, segundo ela, restringir o acesso ao aborto legal para crianças vítimas de estupro; e partidos de diferentes vertentes, por pedirem recentemente que cotas de mulheres e negros deixassem de ser contabilizadas nas chapas majoritárias.
"Para nós é um completo absurdo, considerando o apagamento dessas pessoas que são maioria no nosso país", disse, citando que apenas cerca de 5% da Câmara dos Deputados é composta por mulheres.
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