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Flávio Bolsonaro acusa governo Lula de 'desesperança', 'violência' e 'miséria'

© Foto / Caiuá Maia/ DivulgaçãoTarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro na convenção do Republicanos, em São Paulo (SP), em 1° de agosto de 2026
Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro na convenção do Republicanos, em São Paulo (SP), em 1° de agosto de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 01.08.2026
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Republicanos realizou neste sábado (1º), em São Paulo (SP), convenção que oficializou candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição ao governo do estado, em evento que contou com participação do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Nunes abriu os trabalhos apresentando a chapa formada pelo partido no estado, que reúne candidatos ao Senado e Tarcísio à frente do governo estadual. "Essa é a chapa da vitória, porque São Paulo representa um terço da economia do Brasil e nós temos que mudar esse país", declarou Nunes ao público que compareceu ao Ginásio do Ibirapuera.
Em seguida, Flávio Bolsonaro reforçou sua própria candidatura à Presidência e criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o governo atual estaria "deixando desesperança", "violência" e "miséria", além de deixar "o povo endividado".
Flávio disse que o país "não aguenta mais 4 anos de PT" e cunhou a comparação de que "a direita tem Tarcísio e Tarcísias, a esquerda tem Dilmos e Dilmas". Ele relembrou ainda a trajetória de Tarcísio no primeiro governo Jair Bolsonaro, recordando como o hoje governador foi indicado ao Ministério da Infraestrutura, e projetou a data da posse presidencial em janeiro de 2027 como meta pessoal.
O comentário, no entanto, ignora que o próprio Tarcísio construiu parte de sua carreira dentro do Executivo federal em gestões petistas: ele foi diretor-executivo e depois diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) entre 2011 e 2015, indicado ainda no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), antes de se tornar ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro em 2019.
O ponto central da convenção foi o discurso de Tarcísio de Freitas, que durou cerca de 25 minutos. Ele começou agradecendo à família, a aliados políticos e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem atribuiu o início de sua trajetória na política.
O governador vinculou sua candidatura à disputa presidencial, defendendo que uma vitória de Flávio Bolsonaro ampliaria resultados obtidos por sua gestão em São Paulo. "Nós não tivemos o patrocínio do governo federal", disse Tarcísio, referindo-se à relação com a atual gestão petista. Na sequência, projetou os efeitos de eventual vitória bolsonarista nacionalmente: "imagina o que vai acontecer no estado de São Paulo com o Flávio Bolsonaro na presidência da República. Imagina, a diferença."
A fala contrasta, porém, com o volume de recursos federais destinados ao estado nos últimos anos por meio do Novo PAC. O programa do governo Lula é o principal financiador do Túnel Imerso Santos-Guarujá, maior obra do Novo PAC no país, orçada em cerca de R$ 6,8 bilhões, dos quais a União banca cerca de R$ 2,7 bilhões, além de ter avalizado um empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Banco do Brasil para a contrapartida estadual.
O governo federal também reservou R$ 27 bilhões do Novo PAC para mobilidade urbana na Grande São Paulo, incluindo financiamento via BNDES para a expansão da Linha 2-Verde e o Trem Intercidades e, segundo balanço da Casa Civil apresentado em março, o estado já recebeu mais de R$ 211 bilhões em investimentos do programa, incluindo R$ 107,3 bilhões em habitação pelo Minha Casa Minha Vida e aportes em ciência e tecnologia em projetos como o Sirius, em Campinas.
Tarcísio também criticou, sem citar nome, seu rival na disputa pelo governo paulista, Fernando Haddad (PT), que teria "prometido tudo" sem entregar resultados durante gestão anterior na capital, contrapondo o histórico à administração de Ricardo Nunes, a quem chamou de "prefeito das entregas". O governador encerrou o discurso convocando a militância para a disputa de outubro de 2026: "Vamos eleger os nossos senadores. Vamos eleger o nosso presidente da República. Vamos fazer a diferença."
A convenção reuniu ainda representantes de outros partidos da federação de centro-direita que compõem a chapa em São Paulo, incluindo os candidatos ao Senado Guilherme Derrite e André do Prado.
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