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Falta de liderança condena a 'coalizão dos dispostos' à morte lenta, diz jornal britânico

© Justin TallisO primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao centro, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, à esquerda, e o presidente francês, Emmanuel Macron, se reúnem durante a cúpula de líderes europeus para discutir a Ucrânia, em Lancaster House, Londres, 2 de março de 2025
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao centro, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, à esquerda, e o presidente francês, Emmanuel Macron, se reúnem durante a cúpula de líderes europeus para discutir a Ucrânia, em Lancaster House, Londres, 2 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 02.08.2026
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Segundo artigo, com a saída de Keir Starmer do governo britânico e Emmanuel Macron se encaminhando para o fim da gestão a coligação enfrenta uma crise de liderança.
A chamada "coalizão dos dispostos" está morrendo lentamente em meio à falta de uma liderança clara, aponta um artigo publicado neste domingo (2) pelo jornal britânico Telegraph.
Intitulado "A Morte Lenta da Coalizão dos Dispostos", o texto argumenta que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que substituiu Keir Starmer, está focado na política interna, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, não poderá concorrer a um novo mandato. Portanto, a coligação fica sem uma liderança clara.
"Com a saída de Starmer e a impossibilidade de Macron concorrer às eleições presidenciais do próximo ano, há receios de que um vácuo de liderança possa deixar a Europa sem rumo", escreve a publicação.
Observa-se que, após as eleições francesas do próximo ano, Macron poderá ser substituído por Marine Le Pen, líder da bancada parlamentar do partido de direita Reunião Nacional, que prometeu retirar a França do comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e suspender as sanções contra a Rússia.
Uma fonte do governo britânico disse ao Telegraph que Londres já estava tentando entender como uma vitória de Le Pen poderia impactar as relações franco-britânicas e a "coalizão dos dispostos".

"O chanceler alemão, Friedrich Merz, poderia potencialmente se tornar o líder da coalizão, mas a situação política interna na Alemanha está cada vez mais instável", observa o artigo.

Além disso, o texto acrescenta que a Alemanha se recusou a integrar o contingente da coalizão enviado à Ucrânia. A Polônia também se recusou a participar.

"A coalizão só poderá ser salva se Burnham decidir assumir o papel de líder", conclui o texto.

A "coalizão dos dispostos" inclui mais de 30 países e foi iniciada pelo Reino Unido e pela França. Em janeiro, os líderes do grupo assinaram uma declaração de intenções para o envio de tropas à Ucrânia após um acordo de paz. Em 13 de julho, o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, chamou a coalizão de "belicistas", especificando que se trata de um grupo de países que não deseja a paz.
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