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Manifestações em 12 cidades do país cobram urgência na votação do PL da Misoginia
Manifestações em 12 cidades do país cobram urgência na votação do PL da Misoginia
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Manifestações organizadas pelo movimento Levante Mulheres Vivas ocorreram neste domingo (2) em 12 cidades brasileiras para pressionar o presidente da Câmara... 02.08.2026, Sputnik Brasil
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Os atos integraram a campanha nacional #VotaMottaPL89623 e estavam previstos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Campo Grande, Sorocaba, Pelotas, Parnaíba, Boa Vista, Formosa e São José. Em São Paulo, a mobilização reuniu manifestantes na Avenida Paulista, no Vão Livre do Masp.Mandi Coelho, militante do coletivo Rebeldia e pré-candidata a deputada federal pelo PSTU, afirmou que o Brasil vive uma "epidemia de feminicídios e de violência às mulheres" e criticou o que classificou como omissão de setores da extrema direita e do centro no Congresso e no Senado diante do cenário, incluindo o que descreveu como questionamento de dados sobre violência de gênero e da importância da Lei Maria da Penha.A candidata também disse que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem, segundo ela, abandonado pautas de mulheres e de setores oprimidos em negociações políticas com o Centrão, com setores religiosos e com a bancada evangélica.O PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), altera a Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo) para incluir a misoginia entre as motivações passíveis de punição, equiparando o ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo.O texto foi aprovado por unanimidade no Senado em março deste ano e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão e multa para quem praticar, induzir ou incitar discriminação motivada por misoginia. Por seguir o rito da legislação antirracista, o crime se torna inafiançável e imprescritível.Desde que chegou à Câmara, o projeto tramita sob relatoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e obteve aprovação de regime de urgência no início de julho, mas segue sem data prevista para votação em plenário.A proposta enfrentou resistência de parte da bancada de direita, que questiona os critérios utilizados para tipificar o crime de misoginia; como resposta, Hugo Motta formou grupo de trabalho, coordenado por Amaral, para tentar construir um texto de consenso entre diferentes bancadas.Durante a tramitação do PL 896/2023 no Senado, a relatora, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), citou modelos de França, Argentina e Reino Unido, que possuem legislação ou práticas semelhantes de combate a misoginia, como referências para a proposta brasileira.O Levante Mulheres Vivas surgiu em dezembro de 2025, a partir de uma convocação da atriz Rachel Ripani nas redes sociais, e já organizou manifestações simultâneas em dezenas de cidades brasileiras contra o avanço do feminicídio no país.Além da aprovação do PL da Misoginia, o movimento defende uma pauta nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com propostas que incluem a ampliação de Delegacias da Mulher 24 horas, mais casas-abrigo, resposta mais rápida do sistema de Justiça e regulação de plataformas digitais no combate ao discurso de ódio.
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Mulheres pedem aprovação do PL da Misoginia; projeto equipara crime a racismo com pena inafiançável
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Manifestações em 12 cidades do país cobram urgência na votação do PL da Misoginia
Manifestações organizadas pelo movimento Levante Mulheres Vivas ocorreram neste domingo (2) em 12 cidades brasileiras para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar em votação o Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia.
Os atos integraram a campanha nacional #VotaMottaPL89623 e estavam previstos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Campo Grande, Sorocaba, Pelotas, Parnaíba, Boa Vista, Formosa e São José. Em São Paulo, a mobilização reuniu manifestantes na Avenida Paulista, no Vão Livre do Masp.
Mandi Coelho, militante do coletivo Rebeldia e pré-candidata a deputada federal pelo PSTU, afirmou que o Brasil vive uma "epidemia de feminicídios e de violência às mulheres" e criticou o que classificou como omissão de setores da extrema direita e do centro no Congresso e no Senado diante do cenário, incluindo o que descreveu como questionamento de dados sobre violência de gênero e da importância da Lei Maria da Penha.
A candidata também disse que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem, segundo ela,
abandonado pautas de mulheres e de
setores oprimidos em negociações políticas com o Centrão, com setores religiosos e com a bancada evangélica.
O PL 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), altera a Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo) para incluir a misoginia entre as motivações passíveis de punição, equiparando o ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo.
O texto foi aprovado por unanimidade no Senado em março deste ano e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão e multa para quem praticar, induzir ou incitar discriminação motivada por misoginia. Por seguir o rito da legislação antirracista, o crime se torna inafiançável e imprescritível.
Desde que chegou à Câmara, o projeto tramita sob relatoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e obteve aprovação de regime de urgência no início de julho, mas segue sem data prevista para votação em plenário.
A proposta
enfrentou resistência de parte da bancada de direita, que questiona os critérios utilizados para tipificar o crime de misoginia; como resposta, Hugo Motta formou grupo de trabalho, coordenado por Amaral, para tentar construir um texto de consenso entre diferentes bancadas.
Durante a tramitação do PL 896/2023 no Senado, a relatora, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), citou modelos de França, Argentina e Reino Unido, que possuem legislação ou práticas semelhantes de combate a misoginia, como referências para a proposta brasileira.
O Levante Mulheres Vivas surgiu em dezembro de 2025, a partir de uma convocação da atriz Rachel Ripani nas redes sociais, e já
organizou manifestações simultâneas em dezenas de cidades brasileiras contra o
avanço do feminicídio no país.
Além da aprovação do PL da Misoginia, o movimento defende uma pauta nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com propostas que incluem a ampliação de Delegacias da Mulher 24 horas, mais casas-abrigo, resposta mais rápida do sistema de Justiça e regulação de plataformas digitais no combate ao discurso de ódio.
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