Pequim está aberta ao diálogo militar com os EUA, mas rejeita a venda de armas para Taiwan

© Kenny Holston
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O fortalecimento dos laços entre os militares chineses e norte-americanos atende aos interesses de ambos os países, mas Pequim se opõe veementemente ao fornecimento de armas dos EUA a Taiwan, disse um porta-voz da embaixada da China em Washington à Sputnik.
"O desenvolvimento constante das relações militares entre a China e os EUA serve aos interesses comuns de ambos os lados e atende às expectativas compartilhadas da comunidade internacional. Gostaria de enfatizar que a posição da China de se opor firmemente à venda de armas dos EUA para Taiwan é consistente e clara", disse o porta-voz.
A declaração surge após um portal de notícias norte-americano ter publicado que o subsecretário de Guerra dos EUA, Elbridge Colby, tem tentado agendar uma visita oficial à China há meses, mas Pequim supostamente estaria negando os seus esforços.
Segundo a reportagem, Colby pretende usar a visita para estabilizar as relações entre Washington e Pequim, que estão tensas devido à imposição de tarifas, restrições à exportação e tensões em torno de Taiwan.
Taiwan é governada independentemente da China continental desde 1949. Pequim considera a ilha como sua província, enquanto Taiwan, um território com seu próprio governo eleito, afirma ser um país autônomo, embora não tenha declarado independência. Pequim se opõe a qualquer contato oficial de Estados estrangeiros com Taipé e considera a soberania chinesa sobre a ilha indiscutível.


