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China acelera expansão nuclear e pode superar capacidade dos EUA nos próximos anos, diz mídia
China acelera expansão nuclear e pode superar capacidade dos EUA nos próximos anos, diz mídia
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A China acelera a expansão de sua energia nuclear com construção rápida, custos baixos e forte coordenação estatal, enquanto os EUA enfrentam atrasos e... 11.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-11T06:53-0300
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A China vem avançando em energia nuclear em ritmo muito superior ao dos Estados Unidos, onde atrasos, custos elevados e entraves regulatórios paralisam novos projetos. O modelo chinês, fortemente dirigido pelo Estado, permite construção acelerada, embora o país enfrente limitações geográficas para expandir ainda mais sua infraestrutura.De acordo com o South China Morning Post, a diferença ficou evidente quando François Morin, da Associação Nuclear Mundial, levou engenheiros estrangeiros à Shanghai Electric. Eles encontraram componentes pesados — de geradores de vapor a núcleos de reatores — já montados e prontos para envio, mesmo antes do início das obras nos locais de instalação, algo incomum em cadeias de suprimentos ocidentais.Especialistas consultados pela mídia, como Victor Nian, cofundador e copresidente do Centro para Energia Estratégica e Recursos (CSER, na sigla em inglês), um think tank sediado em Cingapura, afirmam que a China é hoje o único país com continuidade plena na experiência de construção nuclear. Essa trajetória foi possível porque Pequim manteve a energia nuclear como peça central da transição verde, mesmo após suspensões temporárias motivadas por auditorias de segurança após Fukushima.A padronização dos projetos — centrados no Hualong One e no CAP1000 — reduziu custos e acelerou cronogramas. Com fornecedores nacionais produzindo quase todos os componentes e com planejamento estatal coordenando entregas, concluir reatores em cinco anos tornou-se rotina, segundo a apuração.Nos EUA, o contraste é marcante: as unidades 3 e 4 de Vogtle levaram mais de uma década para serem concluídas, acumulando atrasos e estouros de orçamento. Para Morin, o principal obstáculo ocidental é o financiamento caro, enquanto construtores chineses têm acesso a empréstimos com juros muito baixos.Com custos reduzidos — o LCOE chinês pode chegar a US$ 42/MWh (R$ 209/MWh), quase metade do valor estimado para projetos financiados a 5% de juros. Atualmente, o país opera 62 reatores e constrói outros 58, colocando-se no caminho para ultrapassar a capacidade nuclear dos EUA nos próximos anos, conclui a mídia asiática.
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China acelera expansão nuclear e pode superar capacidade dos EUA nos próximos anos, diz mídia
A China acelera a expansão de sua energia nuclear com construção rápida, custos baixos e forte coordenação estatal, enquanto os EUA enfrentam atrasos e financiamentos caros. Com dezenas de reatores em operação e em obras, Pequim caminha para superar a capacidade nuclear norte-americana nos próximos anos.
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China vem avançando em energia nuclear em ritmo muito superior ao dos Estados Unidos, onde atrasos, custos elevados e entraves regulatórios
paralisam novos projetos. O modelo chinês, fortemente dirigido pelo Estado, permite construção acelerada, embora o país enfrente limitações geográficas para expandir ainda mais sua infraestrutura.
De
acordo com o South China Morning Post, a diferença ficou evidente quando François Morin, da Associação Nuclear Mundial, levou engenheiros estrangeiros à Shanghai Electric. Eles
encontraram componentes pesados — de geradores de vapor a núcleos de reatores — já montados e prontos para envio, mesmo antes do
início das obras nos locais de instalação, algo incomum em cadeias de suprimentos ocidentais.
Segundo Morin, foi ali que os visitantes compreenderam a escala da capacidade chinesa. Enquanto os EUA conectaram apenas duas novas unidades nucleares desde 2016, a China adicionou 27 reatores operacionais no período, quase dobrando sua capacidade instalada.
Especialistas consultados pela mídia, como Victor Nian, cofundador e copresidente do Centro para Energia Estratégica e Recursos (CSER, na sigla em inglês), um think tank sediado em Cingapura, afirmam que a
China é hoje o único país com continuidade plena na experiência de construção nuclear. Essa trajetória foi possível porque Pequim manteve a energia nuclear como
peça central da transição verde, mesmo após suspensões temporárias motivadas por auditorias de segurança após Fukushima.
A padronização dos projetos — centrados no Hualong One e no CAP1000 —
reduziu custos e acelerou cronogramas. Com fornecedores nacionais produzindo quase todos os componentes e com planejamento estatal
coordenando entregas, concluir reatores em cinco anos tornou-se rotina, segundo a apuração.
Nos EUA, o contraste é marcante: as
unidades 3 e 4 de Vogtle levaram mais de uma década para serem concluídas, acumulando atrasos e estouros de orçamento. Para Morin, o principal
obstáculo ocidental é o financiamento caro, enquanto construtores chineses têm acesso a empréstimos com juros muito baixos.
Esse apoio estatal permite que fabricantes iniciem a produção de equipamentos antes mesmo das obras, garantindo entregas antecipadas e segurança para toda a cadeia. Aprovações constantes do Conselho de Estado reforçam a previsibilidade e mantêm o ritmo de expansão.
Com custos reduzidos — o LCOE chinês pode chegar a US$ 42/MWh (R$ 209/MWh), quase metade do valor estimado para projetos financiados a 5% de juros. Atualmente, o país opera 62 reatores e constrói outros 58, colocando-se no caminho para ultrapassar a capacidade nuclear dos EUA nos próximos anos, conclui a mídia asiática.
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