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Mídia: China amplia pressão comercial ao entrar em consultas da OMC sobre tarifaço dos EUA ao Brasil
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China pediu para integrar as consultas na OMC sobre o tarifaço de até 37,5% aplicado pelos EUA ao Brasil, alegando "interesse comercial substancial" e... 11.08.2026, Sputnik Brasil
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A China pediu formalmente para participar das consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tarifaço de até 37,5% imposto pelos EUA ao Brasil, argumentando ter "interesse comercial substancial" no caso, informou um jornal de grande circulação no país nesta terça-feira (11).O movimento ocorre após o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acionar a OMC no fim de julho e os EUA aceitarem realizar as consultas, primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias.Em documento enviado à entidade, a delegação chinesa afirma que as tarifas adicionais impostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) atingem praticamente todos os produtos chineses, excetuadas as isenções específicas, reforçando o interesse de Pequim em acompanhar e influenciar o processo.Na segunda-feira (10), os Estados Unidos aceitaram o pedido de consultas apresentado pelo Brasil na OMC contra o tarifaço imposto com base em investigações comerciais conduzidas pelo USTR. A decisão abre espaço para reuniões bilaterais, embora ainda não haja previsão de quando elas ocorrerão.Segundo a apuração, a sinalização norte-americana é considerada positiva por diplomatas brasileiros, já que Washington poderia simplesmente ter ignorado a solicitação. Ainda assim, prevalece o ceticismo quanto a avanços concretos, tanto pela paralisia do sistema de solução de controvérsias da OMC quanto pelo desgaste na relação bilateral.O pedido de consultas marca a primeira etapa do processo na OMC e é visto pelo governo Lula como um gesto simbólico de defesa do sistema multilateral. Caso não haja solução em até 60 dias, o Brasil poderá solicitar a abertura de um painel, composto por três membros que analisam petições e realizam audiências.Os painéis costumam levar cerca de um ano para emitir relatórios, embora casos complexos possam se estender por até cinco anos. O país derrotado pode recorrer ao Órgão de Apelação, que deveria revisar e eventualmente modificar decisões, mas essa instância está paralisada desde 2019 devido ao bloqueio norte-americano para nomeação de novos integrantes.Com o impasse, diversas decisões têm sido apeladas "no vácuo", impedindo conclusões finais.
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Mídia: China amplia pressão comercial ao entrar em consultas da OMC sobre tarifaço dos EUA ao Brasil
05:15 11.08.2026 (atualizado: 05:16 11.08.2026) China pediu para integrar as consultas na OMC sobre o tarifaço de até 37,5% aplicado pelos EUA ao Brasil, alegando "interesse comercial substancial" e afirmando que as medidas americanas distorcem a concorrência e afetam suas exportações, enquanto Washington aceita dialogar com Brasília em meio ao impasse no sistema de disputas da entidade.
A
China pediu formalmente para participar das consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tarifaço de até 37,5% imposto pelos EUA ao Brasil,
argumentando ter "interesse comercial substancial" no caso,
informou um jornal de grande circulação no país nesta terça-feira (11).
Pequim sustenta que as medidas adotadas por Washington — baseadas em investigações sobre práticas comerciais consideradas injustas e sobre suposto uso de trabalho forçado — afetam diretamente suas exportações e distorcem as condições de concorrência no mercado norte-americano.
O movimento ocorre após o governo de Luiz Inácio Lula da Silva
acionar a OMC no fim de julho e os EUA aceitarem realizar as consultas,
primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias.
Em documento enviado à entidade, a
delegação chinesa afirma que as tarifas adicionais impostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês)
atingem praticamente todos os produtos chineses, excetuadas as isenções específicas, reforçando o interesse de Pequim em acompanhar e influenciar o processo.
Na segunda-feira (10), os Estados Unidos
aceitaram o pedido de consultas apresentado pelo Brasil na OMC contra o
tarifaço imposto com base em investigações comerciais conduzidas pelo USTR. A decisão abre espaço para reuniões bilaterais, embora ainda não haja previsão de quando elas ocorrerão.
Segundo a apuração, a sinalização norte-americana é
considerada positiva por diplomatas brasileiros, já que
Washington poderia simplesmente ter ignorado a solicitação. Ainda assim, prevalece o ceticismo quanto a avanços concretos, tanto pela paralisia do sistema de solução de controvérsias da OMC quanto pelo desgaste na relação bilateral.
O Brasil argumenta que as tarifas violam normas multilaterais e princípios de não discriminação. Contesta tanto a sobretaxa de 25% por supostas práticas desleais quanto a tarifa de 12,5% ligada a alegadas falhas no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado, rejeitando as conclusões americanas.
O pedido de consultas marca a primeira etapa do processo na OMC e é visto pelo governo Lula como um
gesto simbólico de defesa do sistema multilateral. Caso não haja solução em até 60 dias, o Brasil poderá solicitar a
abertura de um painel, composto por três membros que analisam petições e realizam audiências.
Os painéis costumam levar cerca de um ano para emitir relatórios, embora
casos complexos possam se estender por até cinco anos. O país derrotado pode recorrer ao Órgão de Apelação, que deveria revisar e eventualmente modificar decisões, mas essa instância está paralisada desde 2019 devido ao bloqueio norte-americano para nomeação de novos integrantes.
Com o impasse, diversas decisões têm sido apeladas "no vácuo", impedindo conclusões finais.
No ano passado, o Brasil já havia acionado a OMC contra tarifas de 40% impostas pelos EUA sob justificativas políticas relacionadas ao governo de Jair Bolsonaro (2019-2023). Naquele caso, houve reuniões entre as delegações, e as tarifas acabaram declaradas ilegais pela Suprema Corte norte-americana, mas o contencioso ilustra a recorrência das tensões comerciais entre os dois países.
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