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EUA adicionam nova taxa de 12,5% ao Brasil; governo Lula condena medida
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Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira (23) impor uma tarifa extra de 12,5% a produtos brasileiros. O motivo alegado: falha do país sul-americano em... 23.07.2026, Sputnik Brasil
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Os países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à alíquota de 10% e os que não implementaram as restrições pagarão 12,5%. A decisão final sobre a aplicação das tarifas cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.O governo brasileiro já esperava o novo tarifaço. Ontem (22) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, comentou em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restava apenas saber se haveria cumulatividade com as tarifas já aplicadas.Os documentos divulgados até o momento não esclarecem se as duas penalidades devem ou não ser acumuladas.No evento, o governo assinou uma série de atos para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas e lançou por Medida Provisória (MP) a terceira etapa do programa Brasil Soberano, com pacote de pacote de R$ 18,5 bilhões.Ontem (22), a tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor, inaugurando um período de tensão diplomática e cautela estratégica por parte do governo Lula. Com as novas tarifas o Brasil é o segundo mais tarifado pelos norte‑americanos, atrás da China, impactando em mais de US$ 11 bilhões as exportações da indústria e do agronegócio.O Palácio do Planalto classificou a medida como "marco lastimável", mas afirmou que não busca retaliações imediatas e, sim, concentrar esforços em ampliar a lista de exceções negociadas com Washington.Documentos oficiais dos EUA afirmam que, caso o Brasil adote medidas de reciprocidade, Washington pode ampliar ainda mais as tarifas, repetindo a lógica da guerra comercial entre EUA e China, que levou alíquotas a ultrapassar 100% e paralisou fluxos comerciais inteiros.As tarifas fazem parte de investigações feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.Governo brasileiro condena medidaO governo brasileiro chamou a medida de arbitrária e injustificada e afirmou que não há base legal interna para sustentar a política comercial protecionista dos EUA,. Acrescentou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, bem como acionará o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado".O governo afirmou que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado e ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado, diferente dos EUA que só ratificaram um desses instrumentos.A nota de rechaço, publicada logo após o anúncio das novas tarifas, ressalta ainda que o Brasil tipificou como crime a submissão ao trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. "Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de 'Lista Suja' de empregadores", concluiu a nota.
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EUA adicionam nova taxa de 12,5% ao Brasil; governo Lula condena medida
18:16 23.07.2026 (atualizado: 19:14 23.07.2026) Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira (23) impor uma tarifa extra de 12,5% a produtos brasileiros. O motivo alegado: falha do país sul-americano em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos. Ao todo, 60 países foram alvos as investigação.
Os países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à alíquota de 10% e os que não implementaram as restrições pagarão 12,5%. A decisão final sobre a aplicação das tarifas cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.
O governo brasileiro já esperava o novo tarifaço. Ontem (22) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, comentou em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restava apenas saber se haveria cumulatividade com as tarifas já aplicadas.
Os documentos divulgados até o momento não esclarecem se as duas penalidades devem ou não ser acumuladas.
No evento, o governo assinou uma série de atos para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas e lançou por Medida Provisória (MP) a terceira etapa do programa Brasil Soberano, com pacote de pacote de R$ 18,5 bilhões.
Ontem (22), a
tarifa adicional de 25% sobre
parte dos produtos brasileiros entrou em vigor, inaugurando um período de tensão diplomática e cautela estratégica por parte do governo Lula.
Com as novas tarifas o Brasil é o segundo mais tarifado pelos norte‑americanos, atrás da China, impactando em mais de US$ 11 bilhões as exportações da indústria e do agronegócio.
O Palácio do Planalto classificou a medida como "
marco lastimável", mas afirmou que não busca
retaliações imediatas e, sim, concentrar esforços em ampliar a lista de exceções negociadas com Washington.
Documentos oficiais dos EUA afirmam que, caso o Brasil adote medidas de reciprocidade, Washington pode ampliar ainda mais as tarifas, repetindo a lógica da
guerra comercial entre EUA e China, que
levou alíquotas a ultrapassar 100% e paralisou fluxos comerciais inteiros.
As tarifas fazem parte de investigações feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
Governo brasileiro condena medida
O governo brasileiro chamou a medida de arbitrária e injustificada e afirmou que não há base legal interna para sustentar a política comercial protecionista dos EUA,. Acrescentou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, bem como acionará o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
"O USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."
Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado".
O governo afirmou que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado e ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado, diferente dos EUA que só ratificaram um desses instrumentos.
"Somos signatários de 66 Convenções em vigor na OIT. Enquanto os Estados Unidos, que se arrogam o direito de nos julgar e de impor sanções [...] Os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo MERCOSUL, incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições".
A nota de rechaço, publicada logo após o anúncio das novas tarifas, ressalta ainda que o Brasil tipificou como crime a submissão ao trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. "Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de 'Lista Suja' de empregadores", concluiu a nota.
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