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'Vamos ganhar': Lula lança pacote de R$ 18,5 bilhões contra tarifas dos EUA
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Iniciativa também busca ajudar empresas nacionais afetadas por incertezas no cenário comercial internacional. 22.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-22T18:30-0300
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (22) atos para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos governo Donald Trump, dos Estados Unidos, e lançou por Medida Provisória (MP) a terceira etapa do programa Brasil Soberano.Além do presidente Lula, participaram da cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, o vice-presidente, Geraldo Alckmin; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa; o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e o embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.O programa Brasil Soberano III prevê a ampliação do acesso ao crédito a empresas exportadores e o aumento do acesso a empresas brasileiras no mercado internacional. O programa envolve R$ 18,5 bilhões para setores afetados pelas tarifas dos EUA e pelas guerras no Oriente Médio, em especial, empresas consideradas estratégicas, como os minerais críticos e os fertilizantes.Os recursos serão disponibilizados através de linhas de crédito, que contarão com juros mais baixos. Os recursos serão liberados de forma gradual e, segundo o ministro do Planejamento, um comitê vai gerir a alocação dos recursos para setores e tipos de linha.O vice-presidente, Geraldo Alckmin, reafirmou que a medida do EUA é "injusta e descabida" e que a diversificação comercial é prioridade: "Economia forte, soberania forte".O vice-presidente frisou que empresas de pequeno porte terão acesso a benefícios. "O Brasil Soberano III, para além de garantir crédito para empresas estratégicas, traz o seguro-garantia para micro e pequenas empresas."De acordo com Elias Rosa, as negociações comerciais com o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, continuarão:O ministro também comentou o possível anúncio, na sexta-feira (24), de novas tarifas contra o Brasil pelos Estados Unidos relacionadas ao trabalho forçado. Segundo ele, há esperança de que não haja cumulatividade com as tarifas que entraram em vigor hoje.O ministro acrescentou que o governo não recuou em relação à aplicação da Lei da Reciprocidade.Brasil vai sair mais forte, diz LulaO presidente Lula, por sua vez, destacou que o Brasil tem condições de superar a crise provocada pelas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos e sair fortalecido.O presidente demonstrou confiança no desempenho da economia brasileira e declarou que "não há crise que impeça o Brasil de seguir sua trajetória de continuar com a economia crescendo". Ele acrescentou: "Vamos terminar o mandato crescendo 3%, o que poucos países conseguirão".Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Lula criticou a forma como a decisão foi tomada pelo governo norte-americano.'Nunca encontramos reciprocidade'O presidente também criticou os diálogos realizados com a Casa Branca. Segundo Lula, a equipe brasileira nunca encontrou "reciprocidade na conversa com os EUA", mas ressaltou que pretende manter o diálogo. "Isso não vai aumentar nosso antagonismo com os EUA porque não vamos sair da mesa de negociação", afirmou. "Vamos ganhar porque somos teimosos."Por fim, o mandatário brasileiro garantiu que o país não ficará passivo diante das medidas aplicadas e conquistará novos destinos para suas exportações.O embaixador Mauricio Lyrio relatou uma série de avanços na expansão da pauta comercial do Brasil, como tratativas entre Mercosul e Japão, Emirados Árabes, Canadá e Coreia do Sul. Já Durigan explicou que os recursos usados já foram mobilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e classificou o novo tarifaço de "interferência externa indevida"."Aprendemos, desde o ano passado, respondendo a interferências externas indevidas, a conversar com os setores, entendendo deles a importância de dialogar e achar soluções", afirmou.
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'Vamos ganhar': Lula lança pacote de R$ 18,5 bilhões contra tarifas dos EUA
18:30 22.07.2026 (atualizado: 19:19 22.07.2026) Iniciativa também busca ajudar empresas nacionais afetadas por incertezas no cenário comercial internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (22) atos para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos governo Donald Trump, dos Estados Unidos, e lançou por Medida Provisória (MP) a terceira etapa do programa Brasil Soberano.
Além do presidente Lula, participaram da cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, o vice-presidente, Geraldo Alckmin; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa; o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e o embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.
O programa Brasil Soberano III prevê a ampliação do acesso ao crédito a empresas exportadores e o aumento do
acesso a empresas brasileiras no mercado internacional. O programa envolve
R$ 18,5 bilhões para setores afetados pelas tarifas dos EUA e pelas guerras no Oriente Médio, em especial, empresas consideradas estratégicas,
como os minerais críticos e os fertilizantes.
Os recursos serão disponibilizados através de linhas de crédito, que contarão com juros mais baixos. Os recursos serão liberados de forma gradual e, segundo o ministro do Planejamento, um comitê vai gerir a alocação dos recursos para setores e tipos de linha.
"Até R$ 13,5 bilhões serão utilizados do Tesouro e o restante do BNDES", detalhou Bruno Moretti. "A ideia é que o apoio seja tempestivo", afirmou. "Procuramos fortalecer as empresas e, em última instância, a soberania brasileira."
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, reafirmou que a medida do EUA é "injusta e descabida" e que a diversificação comercial é prioridade: "Economia forte, soberania forte".
O vice-presidente frisou que empresas de pequeno porte terão acesso a benefícios. "O Brasil Soberano III, para além de garantir crédito para empresas estratégicas, traz o seguro-garantia para micro e pequenas empresas."
De acordo com Elias Rosa, as negociações comerciais com o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, continuarão:
"Continuaremos no MDIC dialogando com o setor privado e com as autoridades norte-americanas para reverter essa situação, seguindo com rigor a orientação do presidente Lula: negociar, negociar e negociar […]. Podem impor tarifa e criar dificuldade que o Brasil é mais forte."
O ministro também comentou o possível anúncio, na sexta-feira (24), de novas tarifas contra o Brasil pelos Estados Unidos relacionadas ao trabalho forçado. Segundo ele, há esperança de que não haja cumulatividade com as tarifas que entraram em vigor hoje.
O ministro acrescentou que o governo não recuou em relação à aplicação da Lei da Reciprocidade.
"Dizer que nós temos a lei é diferente de aplicar a medida de reciprocidade. A lei nos dá essa possibilidade."
Brasil vai sair mais forte, diz Lula
O
presidente Lula, por sua vez, destacou que o Brasil tem condições de superar a crise provocada pelas
medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos e sair fortalecido.
"Há males que vêm para bem", afirmou. "Toda vez que aparece uma crise, seja no campo da política, da economia ou da saúde, a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte" e, por isso, "em vez de ficar chorando a crise, precisamos encontrar saídas."
O presidente demonstrou confiança no desempenho da economia brasileira e declarou que "não há crise que impeça o Brasil de seguir sua trajetória de continuar com a economia crescendo". Ele acrescentou: "Vamos terminar o mandato crescendo 3%, o que poucos países conseguirão".
Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Lula criticou a forma como a decisão foi tomada pelo governo norte-americano.
"A decisão abrupta do governo americano, de taxar sem comunicar ninguém, achando que o mundo ia ruir, não previa que as pessoas começariam a se mexer. As pessoas estão aprendendo que existem outras moedas e outros mercados", disse. "Temos condições de sair mais fortalecido dessa crise […]. O Brasil é grande, respeitado e tem credibilidade conquistada no mercado internacional."
'Nunca encontramos reciprocidade'
O presidente também criticou os diálogos realizados com a Casa Branca. Segundo Lula, a equipe brasileira nunca encontrou "reciprocidade na conversa com os EUA", mas ressaltou que pretende manter o diálogo. "Isso não vai aumentar nosso antagonismo com os EUA porque não vamos sair da mesa de negociação", afirmou. "Vamos ganhar porque somos teimosos."
Por fim, o mandatário brasileiro garantiu que o país não ficará passivo
diante das medidas aplicadas e
conquistará novos destinos para suas exportações.
"Não vamos ficar chorando produto que não vendeu para eles porque vamos achar outros compradores."
O embaixador Mauricio Lyrio relatou uma série de avanços na expansão da pauta comercial do Brasil, como tratativas entre Mercosul e Japão, Emirados Árabes, Canadá e Coreia do Sul. Já Durigan explicou que os recursos usados já foram mobilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e classificou o novo tarifaço de "interferência externa indevida".
"Aprendemos, desde o ano passado, respondendo a interferências externas indevidas, a conversar com os setores, entendendo deles a importância de dialogar e achar soluções", afirmou.
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