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EUA devem anunciar novas tarifas contra cerca de 60 países nos próximos dias
EUA devem anunciar novas tarifas contra cerca de 60 países nos próximos dias
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Os Estados Unidos devem anunciar um novo ciclo tarifário, segundo o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, em entrevista à CNBC nesta... 21.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-21T14:22-0300
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As medidas serão baseadas em investigações conduzidas desde março pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), sobre práticas comerciais de outros países, incluindo questões relacionadas ao trabalho forçado. Os resultados são esperados ainda nesta semana.Segundo Greer, as novas tarifas têm como objetivo substituir a sobretaxa temporária de 10% adotada pelo presidente Donald Trump após após a Suprema Corte dos EUA derrubar, no fim de fevereiro, parte significativa de tarifas impostas anteriormente. A decisão, no entanto, não afetou as tarifas setoriais aplicadas às áreas automotiva, siderúrgica, de alumínio e de cobre."Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado. A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato", afirmou Greer. "Esperamos ver algumas ações em breve", acrescentou.Em resposta à decisão da Suprema Corte, o governo Trump passou a utilizar outro dispositivo legal, que permite a aplicação de sobretaxas por até 150 dias, enquanto o USTR abriu investigações que podem fundamentar a adoção permanente dessas tarifas.No início de junho, Greer propôs uma tarifa de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo o USTR, não proíbem a importação de bens produzidos com trabalho forçado — caso do Brasil na alegação americana. O Palácio do Planalto contestou a conclusão, apresentando sua legislação de combate ao trabalho escravo, ações de fiscalização realizadas no país e sua adesão a tratados internacionais sobre o tema.Já países que possuem restrições à importação desses produtos, mas cuja fiscalização é considerada insuficiente pelos EUA — como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — poderão ser alvo de uma tarifa reduzida de 10%. O mesmo critério foi aplicado ao Reino Unido, cuja legislação foi considerada apenas parcial.As novas medidas se somam a outras tarifas anunciadas recentemente por Washington. Na última quinta-feira (16), o governo Trump confirmou uma sobretaxa de 25% a uma série de produtos brasileiros, alegando que políticas adotadas por Brasília restringem o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado brasileiro.Já na segunda-feira (20), foi a vez de uma sobretaxa adicional de 50% sobre produtos canadenses, com entrada em vigor prevista para daqui a um mês. Segundo Greer, a medida responde a retaliações comerciais adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas pelos EUA em 2025. "Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste", afirmou.
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EUA devem anunciar novas tarifas contra cerca de 60 países nos próximos dias
14:22 21.07.2026 (atualizado: 19:56 21.07.2026) Os Estados Unidos devem anunciar um novo ciclo tarifário, segundo o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, em entrevista à CNBC nesta terça-feira (21).
As medidas serão baseadas em investigações conduzidas desde março pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), sobre práticas comerciais de outros países, incluindo questões relacionadas ao trabalho forçado. Os resultados são esperados ainda nesta semana.
Segundo Greer, as novas tarifas têm como objetivo
substituir a sobretaxa temporária de 10% adotada pelo presidente Donald Trump após
após a Suprema Corte dos EUA derrubar, no fim de fevereiro, parte significativa de tarifas impostas anteriormente. A decisão, no entanto,
não afetou as tarifas setoriais aplicadas às áreas automotiva, siderúrgica, de alumínio e de cobre.
"Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado. A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato", afirmou Greer. "Esperamos ver algumas ações em breve", acrescentou.
Em resposta à decisão da Suprema Corte, o governo Trump passou a utilizar outro dispositivo legal, que permite a
aplicação de sobretaxas por até 150 dias, enquanto o USTR abriu investigações que podem fundamentar a adoção permanente dessas tarifas.
No início de junho,
Greer propôs uma tarifa de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo o USTR, não proíbem a importação de bens produzidos com trabalho forçado —
caso do Brasil na alegação americana. O Palácio do Planalto contestou a conclusão, apresentando sua legislação de combate ao trabalho escravo, ações de fiscalização realizadas no país e sua adesão a tratados internacionais sobre o tema.
Já países que possuem restrições à importação desses produtos, mas cuja fiscalização é considerada insuficiente pelos EUA — como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — poderão ser alvo de uma tarifa reduzida de 10%. O mesmo critério foi aplicado ao Reino Unido, cuja legislação foi considerada apenas parcial.
As novas medidas se somam a outras tarifas anunciadas recentemente por Washington. Na última quinta-feira (16),
o governo Trump confirmou uma sobretaxa de 25% a uma série de produtos brasileiros, alegando que políticas adotadas por Brasília restringem o acesso de exportadores norte-americanos ao
mercado brasileiro.Já na segunda-feira (20), foi a vez de uma sobretaxa adicional de
50% sobre produtos canadenses, com entrada em vigor prevista para daqui a um mês. Segundo Greer,
a medida responde a retaliações comerciais adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas pelos EUA em 2025. "Há um ano pedimos ao Canadá que as retire, que as modifique, que as ajuste", afirmou.
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