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Rússia exige explicações aos EUA e à Turquia sobre possíveis novos envios de armas à Ucrânia
Rússia exige explicações aos EUA e à Turquia sobre possíveis novos envios de armas à Ucrânia
Sputnik Brasil
Moscou afirma que eventual transferência de mísseis ATACMS e outras armas a Kiev prejudicaria relações bilaterais e prolongaria o conflito 15.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-15T14:50-0300
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou neste sábado (15) que solicitou explicações aos Estados Unidos e à Turquia sobre possíveis novos fornecimentos de armas à Ucrânia. Segundo Moscou, informações divulgadas pelo Congresso norte-americano apontam para planos de transferência de um grande carregamento de armamentos, incluindo mísseis táticos ATACMS de fabricação americana que estariam atualmente em território turco.De acordo com a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, o possível arsenal incluiria 12 lançadores de mísseis, 70 unidades de ATACMS e cerca de 50 mil munições. Como as armas são produzidas pelos EUA e estariam sob posse da Turquia, Washington precisaria autorizar a transferência para um terceiro país.Zakharova afirmou que Moscou entrou em contato com os governos dos dois países para esclarecer quem teria iniciado a proposta e quais seriam as razões para a operação. A diplomata alertou que um eventual fornecimento causaria "danos inevitáveis" às relações da Rússia tanto com Washington quanto com Ancara.Segundo a porta-voz, o envio de mais armamentos às forças ucranianas não seria capaz de alterar o curso do conflito em favor de Kiev. Ao mesmo tempo, Moscou avalia que a medida contribuiria para prolongar os combates e questiona a atuação de EUA e Turquia, que também têm buscado se apresentar como participantes de esforços diplomáticos para solucionar a crise.A Rússia também criticou especificamente a posição da Turquia. Para Moscou, a tentativa de Ancara de exercer um papel de mediadora enquanto fornece armas à Ucrânia compromete a confiança entre os dois países. Zakharova lembrou que autoridades turcas já haviam afirmado que o país evita fornecer armamentos letais a Kiev. "Não é tarde demais para avaliar com sobriedade a situação" afirmou a porta-voz, ao defender que Washington e Ancara considerem as consequências de uma eventual transferência.Ainda não está claro quando ou como o suposto carregamento seria transferido para as forças ucranianas. A Rússia também questionou a iniciativa diante das declarações públicas de EUA e Turquia em favor de uma solução política e diplomática para o conflito.Os EUA forneceram à Ucrânia seus primeiros mísseis ATACMS na segunda metade de 2023. O armamento é capaz de atingir alvos a centenas de quilômetros de distância e tem sido utilizado por Kiev contra posições russas.A nova cobrança de Moscou ocorre após o chanceler russo, Sergey Lavrov, também solicitar explicações a Washington sobre a possível transferência de informações de inteligência para a Ucrânia que poderiam ser utilizadas em ataques contra alvos dentro do território russo.O episódio ocorre ainda em meio à paralisação dos esforços de negociação entre Rússia e Ucrânia mediados pelos Estados Unidos. A última rodada de negociações de paz entre Moscou e Kiev ocorreu há cerca de seis meses, e os mediadores norte-americanos posteriormente concentraram parte de sua atenção no conflito envolvendo o Irã.
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Rússia exige explicações aos EUA e à Turquia sobre possíveis novos envios de armas à Ucrânia
Moscou afirma que eventual transferência de mísseis ATACMS e outras armas a Kiev prejudicaria relações bilaterais e prolongaria o conflito
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou neste sábado (15) que solicitou explicações aos Estados Unidos e à Turquia sobre possíveis novos fornecimentos de armas à Ucrânia. Segundo Moscou, informações divulgadas pelo Congresso norte-americano apontam para planos de transferência de um grande carregamento de armamentos, incluindo mísseis táticos ATACMS de fabricação americana que estariam atualmente em território turco.
De acordo com a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, o possível arsenal incluiria 12 lançadores de mísseis, 70 unidades de ATACMS e cerca de 50 mil munições. Como as armas são produzidas pelos EUA e estariam sob posse da Turquia, Washington precisaria autorizar a transferência para um terceiro país.
Zakharova afirmou que Moscou entrou em contato com os governos dos dois países para esclarecer quem teria iniciado a proposta e quais seriam as razões para a operação. A diplomata alertou que um eventual fornecimento causaria "danos inevitáveis" às relações da Rússia tanto com Washington quanto com Ancara.
Segundo a porta-voz, o envio de mais armamentos às forças ucranianas não seria capaz de alterar o
curso do conflito em favor de Kiev. Ao mesmo tempo, Moscou avalia que a medida contribuiria para prolongar os combates e questiona a atuação de EUA e Turquia, que também têm buscado se apresentar como participantes de esforços diplomáticos para solucionar a crise.
A Rússia também criticou especificamente a posição da Turquia. Para Moscou, a tentativa de Ancara de exercer um papel de mediadora enquanto fornece armas à Ucrânia compromete a confiança entre os dois países. Zakharova lembrou que autoridades turcas já haviam afirmado que o país evita fornecer armamentos letais a Kiev. "Não é tarde demais para avaliar com sobriedade a situação" afirmou a porta-voz, ao defender que Washington e Ancara considerem as consequências de uma eventual transferência.
Ainda não está claro quando ou como o suposto carregamento seria transferido para as forças ucranianas. A Rússia também questionou a iniciativa diante das
declarações públicas de EUA e Turquia em favor de uma solução política e diplomática para o conflito.
Os EUA forneceram à Ucrânia seus primeiros mísseis ATACMS na segunda metade de 2023. O armamento é capaz de atingir alvos a centenas de quilômetros de distância e tem sido utilizado por Kiev contra posições russas.
A nova cobrança de Moscou ocorre após o chanceler russo,
Sergey Lavrov, também solicitar explicações a Washington sobre a possível transferência de informações de inteligência para a Ucrânia que poderiam ser utilizadas em ataques contra alvos dentro do território russo.
O episódio ocorre ainda em meio à paralisação dos esforços de negociação entre Rússia e Ucrânia mediados pelos Estados Unidos. A última rodada de negociações de paz entre Moscou e Kiev ocorreu há cerca de seis meses, e os mediadores norte-americanos posteriormente concentraram parte de sua atenção no conflito envolvendo o Irã.
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