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Mídia: gasolina 29% mais cara vira pressão política para Trump em meio ao impasse com o Irã
Mídia: gasolina 29% mais cara vira pressão política para Trump em meio ao impasse com o Irã
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O bloqueio iraniano ao estreito de Ormuz paralisa o fluxo global de petróleo e pressiona os EUA, enquanto Teerã exige que Washington reconheça a "derrota". Com... 16.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-16T05:44-0300
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A escalada entre EUA e Irã mantém o estreito de Ormuz praticamente paralisado, com Teerã afirmando que só reabrirá a hidrovia quando Washington reconhecer a "derrota" e abandonar "fantasias". O bloqueio, iniciado após o impasse provocado por EUA e Israel em fevereiro, já afeta o fluxo global de petróleo e pressiona os mercados internacionais.De acordo com a mídia britânica, o vice‑ministro Kazem Gharibabadi reforçou que o estreito será controlado exclusivamente pelo Irã, enquanto o governo norte-americano insiste em manter pressão militar e diplomática. A tensão ocorre em meio à disparada dos preços da gasolina nos EUA, que subiram 29% em relação ao ano anterior, alimentando inflação e desgaste político para o presidente Donald Trump.O chanceler Abbas Araghchi afirmou que Teerã ainda não decidiu retomar negociações com Washington, condicionando qualquer avanço ao cumprimento de exigências de segurança e navegação. Antes da guerra, Ormuz movimentava cerca de um quinto do petróleo mundial, tornando o bloqueio um fator de impacto global.Trump, em comício em Nova York, pediu aos norte-americanos que aceitem pagar "um pouquinho mais pela gasolina", justificando o custo como necessário para impedir que "um país muito malvado" obtenha armas nucleares.O tema se tornou central na disputa política interna, com democratas explorando o impacto econômico da guerra nas eleições legislativas.Os mercados reagiram à instabilidade com os futuros do Brent e do WTI registrando altas semanais significativas, enquanto o tráfego marítimo despencou. Apenas dois navios cruzaram o estreito na sexta‑feira (14), número muito inferior aos mais de 130 diários antes do conflito, segundo a empresa de rastreamento Kpler.Apesar do tom desafiador, o Irã também sente o impacto econômico. O presidente Masoud Pezeshkian atribuiu a inflação doméstica ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos e às sanções sobre exportações de petróleo. Em resposta, Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeram novas medidas financeiras contra Teerã.A insegurança na região aumentou após ataques a embarcações. A estatal de Abu Dhabi relatou que três navios foram atingidos por mísseis ou drones, e o Reino Unido confirmou que um graneleiro sofreu impacto de um projétil não identificado, embora sem vítimas ou danos ambientais imediatos.Com o estreito cada vez mais perigoso e politicamente travado, o conflito segue sem perspectiva de resolução, ampliando riscos econômicos globais e pressionando tanto Washington quanto Teerã a lidar com os custos internos da guerra, conclui a apuração.
https://noticiabrasil.net.br/20260814/trump-diz-que-declarara-estreito-de-ormuz-territorio-dos-eua-em-breve-53213065.html
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Mídia: gasolina 29% mais cara vira pressão política para Trump em meio ao impasse com o Irã
05:44 16.08.2026 (atualizado: 22:08 16.08.2026) O bloqueio iraniano ao estreito de Ormuz paralisa o fluxo global de petróleo e pressiona os EUA, enquanto Teerã exige que Washington reconheça a "derrota". Com a gasolina 29% mais cara e o tráfego marítimo reduzido a mínimos históricos, o impasse militar e diplomático amplia tensões econômicas e riscos regionais.
A
escalada entre EUA e Irã mantém o estreito de Ormuz praticamente paralisado, com Teerã afirmando que
só reabrirá a hidrovia quando Washington reconhecer a "derrota" e abandonar "fantasias". O bloqueio, iniciado após o impasse provocado por EUA e Israel em fevereiro, já afeta o fluxo global de petróleo e pressiona os mercados internacionais.
De
acordo com a mídia britânica, o vice‑ministro Kazem Gharibabadi reforçou que o estreito será controlado exclusivamente pelo Irã, enquanto o
governo norte-americano insiste em manter pressão militar e diplomática. A tensão ocorre em meio à disparada dos preços da gasolina nos EUA, que subiram 29% em relação ao ano anterior,
alimentando inflação e desgaste político para o presidente Donald Trump.
O chanceler Abbas Araghchi afirmou que
Teerã ainda não decidiu retomar negociações com Washington, condicionando qualquer avanço ao cumprimento de
exigências de segurança e navegação. Antes da guerra, Ormuz movimentava cerca de um quinto do petróleo mundial, tornando o bloqueio um fator de impacto global.
Trump, em comício em Nova York, pediu aos norte-americanos que
aceitem pagar "um pouquinho mais pela gasolina", justificando o
custo como necessário para impedir que "um país muito malvado" obtenha armas nucleares.
O tema se tornou central na
disputa política interna, com democratas
explorando o impacto econômico da guerra nas eleições legislativas.
Os
mercados reagiram à instabilidade com os futuros do Brent e do WTI registrando altas semanais significativas, enquanto o
tráfego marítimo despencou. Apenas dois navios cruzaram o estreito na sexta‑feira (14), número muito inferior aos mais de 130 diários antes do conflito, segundo a empresa de rastreamento Kpler.
Apesar do tom desafiador, o Irã também sente o impacto econômico. O presidente Masoud Pezeshkian atribuiu a inflação doméstica ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos e às sanções sobre exportações de petróleo. Em resposta, Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeram novas medidas financeiras contra Teerã.
A
insegurança na região aumentou após ataques a embarcações. A estatal de Abu Dhabi relatou que três
navios foram atingidos por mísseis ou drones, e o Reino Unido confirmou que um graneleiro sofreu impacto de um projétil não identificado, embora sem vítimas ou danos ambientais imediatos.
Com o estreito cada vez mais perigoso e politicamente travado, o
conflito segue sem perspectiva de resolução, ampliando
riscos econômicos globais e pressionando tanto Washington quanto Teerã a lidar com os custos internos da guerra, conclui a apuração.
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