PF investiga mensagens que citam Lulinha em reuniões e possível tráfico de influência, diz mídia
11:29 18.08.2026 (atualizado: 11:58 18.08.2026)

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A PF analisa mensagens do celular de Roberta Luchsinger que citam reuniões de negócios com Lulinha e autoridades do governo, sugerindo possível tráfico de influência. O material motivou inquérito autorizado pelo STF, e Lulinha deve ser intimado.
A Polícia Federal (PF) deve intimar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após concluir a análise do material apreendido no celular da empresária Roberta Luchsinger, cuja troca de mensagens menciona reuniões de negócios e sugere possível tráfico de influência no governo federal, segundo um portal de notícias.
O inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nasceu de diálogos mantidos desde 2023 e agora é o eixo central da investigação.
As conversas mostram Lulinha relatando encontros com figuras estratégicas do governo, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo da Saúde. A PF apura se ele teria atuado para favorecer empresas parceiras, inclusive em negociações relacionadas à autorização de produtos à base de cannabis, tema sensível dentro do Ministério da Saúde.
Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, é investigada por supostamente usar sua proximidade com o filho do presidente para abrir portas no governo. Ela teria atuado ao lado de Antonio Camilo Antunes, o "careca do INSS", e é suspeita de intermediar pagamentos mensais destinados a Lulinha, segundo apurações preliminares da PF.
Em outro diálogo, Roberta alerta que terceiros estariam usando o nome de Lulinha para tentar "fechar negócio gigante" na Telebras. Ele reage perguntando: "Já desmentiu?", e ela afirma ter negado a informação e dito que qualquer negociação só ocorreria com sua participação. A PF vê nesses episódios indícios de um grupo tentando se beneficiar política e economicamente da relação com o filho do presidente.
A investigação segue um cronograma que inclui análise completa das mensagens, oitivas e possíveis medidas judiciais antes dos depoimentos. Segundo a apuração, a PF considera o material "vasto" e vê nele elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre influência indevida em órgãos federais.
Ainda segundo o portal, o advogado de Roberta afirma que respeitará o sigilo do processo enquanto o representante de Lulinha diz que não há como confirmar a autenticidade das mensagens e fala em "vazamento criminoso" e fora de contexto.


