Petróleo leve no Amapá anima governo e reforça comparação de Lula com o Pré‑Sal, diz mídia

© Geraldo Falcão / Agência Petrobras / Fotos Públicas
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O achado de óleo leve na Margem Equatorial levou Lula a comparar a descoberta ao Pré‑Sal, destacando que o petróleo retirado no litoral do Amapá tem alta qualidade, maior valor comercial e pode elevar a eficiência da Petrobras, enquanto a estatal segue avaliando o potencial e a viabilidade da nova reserva.
A confirmação de que as amostras retiradas na Margem Equatorial revelam óleo leve colocou o Amapá no centro das atenções do setor energético. Segundo o governo, essa característica aumenta o valor comercial do produto e facilita o processamento nas refinarias, repetindo o padrão de qualidade visto no Pré-Sal em 2007.
Durante visita ao navio‑sonda da Petrobras em Oiapoque, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado das análises e classificou o petróleo encontrado como "petróleo chique". Para ele, a descoberta amplia o potencial de lucro e eficiência da estatal, além de reforçar o papel estratégico da região.
De acordo com um jornal de grande circulação no país, a Petrobras afirmou que as características do óleo se aproximam do padrão Brent, referência internacional negociada nas principais bolsas do mundo. Lula chegou a dizer que o produto seria "mais do que Brent", destacando o potencial econômico da descoberta para o estado do Amapá.
Tecnicamente, o óleo retirado a cerca de 175 quilômetros da costa apresenta densidade elevada na escala Grau API, o que o caracteriza como petróleo leve. Esse tipo de produto é mais fluido, tem menos impurezas e gera maior proporção de derivados nobres, como gasolina, querosene de aviação (QAV) e diesel de alta qualidade.
Segundo o governo, a extração de um combustível com essa especificação reduz custos nas refinarias, já que o óleo leve exige menos energia e insumos para ser processado. Isso aumenta a eficiência industrial e melhora a margem de retorno da produção.
Apesar da qualidade elevada, o desafio técnico permanece grande. A perfuração ocorre em uma lâmina d'água de cerca de 3.000 metros, seguida por outros 3.000 metros de rocha no subsolo marinho, exigindo tecnologia avançada e operações complexas, área em que a estatal brasileira possui expertise.
A Petrobras segue na fase de avaliação exploratória para determinar o volume da reserva e confirmar sua viabilidade comercial. Só após essa etapa será possível estimar o impacto econômico total da descoberta para o Amapá e para o mercado brasileiro de petróleo.


