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Caso Master coloca ex-gestores do BRB na mira por prejuízos ao banco
Caso Master coloca ex-gestores do BRB na mira por prejuízos ao banco
Sputnik Brasil
Acionistas autorizam ação contra ex-administradores após prejuízos bilionários em operações com o banco, enquanto a Polícia Federal (PF) investiga supostas... 24.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-24T16:38-0300
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Acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram nesta segunda-feira (24), em assembleia geral extraordinária, medidas que permitem à instituição buscar na Justiça a responsabilização civil de ex-gestores por eventuais prejuízos relacionados a operações com o Banco Master e o fundo Reag.Segundo o BRB, a autorização não representa uma responsabilização prévia de pessoas específicas. A medida, prevista no artigo 159 da Lei nº 6.404/1976, permite o avanço das apurações conduzidas pela PF e por outros órgãos competentes.O banco está em crise em razão de negociações e operações realizadas com o Master entre 2024 e 2025, que somaram cerca de R$ 30 bilhões. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos do Master sejam referentes a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, estima conseguir recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte dos valores considerados problemáticos. Para os R$ 6,6 bilhões restantes, foi autorizado um empréstimo dentro de um acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF).A crise ganhou força após a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025 para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo operações do Master. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.Segundo a PF, Costa teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem a adoção de práticas adequadas de governança. A definição sobre eventuais responsabilidades de outros ex-administradores, contudo, ainda depende das investigações.O BRB afirmou que a deliberação dos acionistas é um procedimento necessário para que sejam continuadas as apurações sobre possíveis responsabilidades pelos prejuízos.
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Caso Master coloca ex-gestores do BRB na mira por prejuízos ao banco
16:38 24.08.2026 (atualizado: 17:13 24.08.2026) Acionistas autorizam ação contra ex-administradores após prejuízos bilionários em operações com o banco, enquanto a Polícia Federal (PF) investiga supostas fraudes. Não há definição de quem seriam esses ex-administradores.
Acionistas do
Banco de Brasília (BRB) aprovaram nesta segunda-feira (24), em assembleia geral extraordinária, medidas que permitem à instituição buscar na Justiça a
responsabilização civil de ex-gestores por eventuais prejuízos relacionados a operações com o Banco Master e o fundo Reag.
Segundo o BRB, a autorização não representa uma responsabilização prévia de pessoas específicas. A medida, prevista no artigo 159 da Lei nº 6.404/1976, permite o avanço das apurações conduzidas pela PF e por outros órgãos competentes.
O banco está em crise em razão de negociações e operações realizadas com o Master entre 2024 e 2025, que somaram cerca de R$ 30 bilhões. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos do Master sejam referentes a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.
O governo do Distrito Federal,
acionista controlador do BRB, estima conseguir recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte dos valores considerados problemáticos. Para os R$ 6,6 bilhões restantes, foi autorizado um empréstimo dentro de um acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF).
A crise ganhou força após a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025 para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo operações do Master. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB
Paulo Henrique Costa.
Segundo a PF, Costa teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem a adoção de práticas adequadas de governança. A definição sobre eventuais responsabilidades de outros ex-administradores, contudo, ainda depende das investigações.
O BRB afirmou que a deliberação dos acionistas é um procedimento necessário para que sejam continuadas as apurações sobre possíveis responsabilidades pelos prejuízos.
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