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El Niño impulsiona recorde e oceanos atingem maior temperatura já registrada
El Niño impulsiona recorde e oceanos atingem maior temperatura já registrada
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Os oceanos atingiram, no último fim de semana, a maior temperatura média da superfície já registrada pelo serviço Copernicus, da União Europeia, em um novo... 24.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-24T17:04-0300
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Conforme a entidade, a temperatura média da superfície dos mares chegou a 21,1 °C, superando os 21,09 °C registrados em março de 2024 no sábado (22). A ocorrência do novo recorde também foge ao padrão sazonal das temperaturas dos oceanos, que normalmente atingem os maiores valores globais entre março e abril, no fim do verão do hemisfério Sul. Porém, junho e julho de 2026 já haviam registrado as maiores temperaturas para esses meses, em parte devido ao desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical.Os dados fazem parte do ERA5, conjunto utilizado pelo Copernicus para acompanhar as condições climáticas globais. Embora a série tenha registros desde 1940, as medições da temperatura da superfície dos oceanos ganharam maior confiabilidade a partir de 1979, com a expansão do uso de satélites.Conforme a entidade europeia, o aumento da temperatura dos mares favorece a transferência de calor e umidade para a atmosfera, o que eleva o risco e a intensidade de tempestades. O fenômeno também contribui para a expansão das ondas de calor marinhas, que pressionam ecossistemas e comunidades dependentes dos oceanos.O aquecimento também ameaça a capacidade dos oceanos de absorver dióxido de carbono. Os mares retiram cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa produzidas pela atividade humana, sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural.As projeções do Copernicus indicam que o El Niño poderá atingir níveis não observados há várias décadas, aumentando a possibilidade de novas anomalias climáticas no segundo semestre e em 2027. O cenário ocorre após uma sequência de eventos extremos registrados neste ano, incluindo ondas de calor, secas e incêndios na Europa, no Canadá e na Indonésia, além de chuvas intensas na América do Sul e na Ásia.
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El Niño impulsiona recorde e oceanos atingem maior temperatura já registrada
Os oceanos atingiram, no último fim de semana, a maior temperatura média da superfície já registrada pelo serviço Copernicus, da União Europeia, em um novo recorde que ocorre em meio ao avanço do El Niño e a décadas de aquecimento provocado pela atividade humana.
Conforme a entidade, a temperatura média da superfície dos mares chegou a 21,1 °C, superando os 21,09 °C registrados em março de 2024 no sábado (22). A ocorrência do novo recorde também foge ao
padrão sazonal das temperaturas dos oceanos, que normalmente atingem os maiores valores globais entre
março e abril, no fim do verão do hemisfério Sul. Porém, junho e julho de 2026 já haviam registrado as maiores temperaturas para esses meses, em parte devido ao
desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical.
Os dados fazem parte do ERA5, conjunto utilizado pelo Copernicus para acompanhar as condições climáticas globais. Embora a série tenha registros desde 1940, as medições da temperatura da superfície dos oceanos ganharam maior confiabilidade a partir de 1979, com a
expansão do uso de satélites.
Conforme a entidade europeia, o aumento da temperatura dos mares favorece a
transferência de calor e umidade para a atmosfera, o que eleva o risco e a intensidade de tempestades. O fenômeno também contribui para a expansão das
ondas de calor marinhas, que pressionam ecossistemas e comunidades dependentes dos oceanos.
O aquecimento também ameaça a capacidade dos oceanos de absorver dióxido de carbono. Os mares retiram cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa produzidas pela atividade humana, sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural.
As projeções do Copernicus indicam que o El Niño poderá atingir níveis não observados há várias décadas, aumentando a possibilidade de
novas anomalias climáticas no segundo semestre e em 2027. O cenário ocorre após uma sequência de eventos extremos registrados neste ano, incluindo ondas de calor, secas e incêndios na Europa, no Canadá e na Indonésia, além de
chuvas intensas na América do Sul e na Ásia.
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