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Mídia: El Niño deve elevar preços dos alimentos e pressionar inflação nos próximos meses
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El Niño deve pressionar os preços dos alimentos no Brasil nos próximos meses, com impacto mais forte sobre hortaliças e carnes, que reagem rapidamente às... 23.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-23T12:39-0300
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Os choques climáticos associados ao fenômeno climático do El Niño devem pressionar os preços dos alimentos no Brasil, especialmente hortaliças e carnes, que tendem a reagir rapidamente às mudanças na oferta.Segundo um modelo matemático do banco cooperativo internacional especializado em agronegócio e alimentos Rabobank, os efeitos podem atingir o pico em até seis meses após o início do fenômeno, refletindo o impacto direto de secas e chuvas intensas sobre regiões produtoras.O estudo, divulgado pela mídia brasileira, indica que, em um cenário de El Niño forte, os alimentos in natura podem encarecer quase 20%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria mais de 6%. Em episódios moderados, as altas seriam menores, mas ainda relevantes, com aumentos de 13,4% para in natura e cerca de 2% para alimentação no domicílio. A sensibilidade desses produtos decorre de ciclos produtivos curtos e dependência direta das condições climáticas.Hortaliças são as primeiras a sentir os efeitos, já que qualquer irregularidade climática reduz a oferta quase imediatamente. Alimentos semielaborados, como arroz e feijão, sofrem impactos mais graduais, principalmente pelo encarecimento dos insumos agrícolas. Já os industrializados tendem a registrar aumentos mais suaves, pois seus preços dependem também de fatores como processamento, embalagem e logística.O modelo matemático compara episódios históricos de El Niño com a inflação dos alimentos, usando o Índice Oceânico Niño para medir a intensidade do fenômeno, diz a mídia. Projeções recentes da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) apontam probabilidade elevada de um El Niño forte até o fim do ano, o que aumenta o risco de pressão inflacionária prolongada sobre a cesta de alimentos.Os efeitos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variam conforme a força do fenômeno. Em um El Niño moderado, os in natura poderiam adicionar 0,36 ponto percentual à inflação, enquanto o impacto total dos alimentos chegaria a 0,41 ponto. Em um evento forte, o acréscimo ao IPCA poderia alcançar 0,83 ponto, com o pico ocorrendo cerca de seis meses após o choque climático, quando a oferta agrícola sente o impacto acumulado das anomalias climáticas.As regiões metropolitanas devem sentir os efeitos de forma desigual. Locais com maior peso de consumo ou produção de alimentos in natura tendem a registrar aumentos mais rápidos e intensos, enquanto outras áreas podem ter repasses mais graduais, porém mais duradouros. A dinâmica regional depende tanto da estrutura produtiva quanto da logística de abastecimento.De acordo com a apuração, a pecuária deve ser especialmente afetada no Centro‑Oeste e no Norte, onde a falta de chuvas pode comprometer pastagens e reduzir a oferta de carne e leite. Já algumas regiões podem ser beneficiadas: no Nordeste, o clima mais seco favorece o feijão, enquanto no Sul as chuvas acima da média tendem a impulsionar culturas de inverno.A combinação entre ciclos produtivos, geografia agrícola e intensidade do fenômeno determina tanto a velocidade quanto a magnitude dos aumentos de preços, compondo um cenário de pressão inflacionária que pode se prolongar ao longo de 2026, conclui a publicação.
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Mídia: El Niño deve elevar preços dos alimentos e pressionar inflação nos próximos meses
El Niño deve pressionar os preços dos alimentos no Brasil nos próximos meses, com impacto mais forte sobre hortaliças e carnes, que reagem rapidamente às quebras de safra. Os in natura podem subir até 20% e adicionar até 0,83 ponto ao IPCA, com o pico ocorrendo cerca de seis meses após o choque climático.
Os choques climáticos associados ao fenômeno climático do El Niño devem
pressionar os preços dos alimentos no Brasil,
especialmente hortaliças e carnes, que tendem a reagir rapidamente às mudanças na oferta.
Segundo um modelo matemático do banco cooperativo internacional especializado em agronegócio e alimentos Rabobank, os
efeitos podem atingir o pico em até seis meses após o início do fenômeno, refletindo o impacto direto de
secas e chuvas intensas sobre regiões produtoras.
O estudo,
divulgado pela mídia brasileira, indica que, em um cenário de El Niño forte, os alimentos in natura
podem encarecer quase 20%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria mais de 6%. Em episódios moderados, as altas seriam menores, mas ainda relevantes, com aumentos de 13,4% para in natura e cerca de 2% para alimentação no domicílio. A sensibilidade desses produtos decorre de ciclos produtivos curtos e dependência direta das condições climáticas.
Hortaliças são as primeiras a sentir os efeitos, já que qualquer irregularidade climática reduz a oferta quase imediatamente.
Alimentos semielaborados, como arroz e feijão, sofrem impactos mais graduais, principalmente pelo encarecimento dos insumos agrícolas. Já os industrializados tendem a registrar
aumentos mais suaves, pois seus preços dependem também de fatores como processamento, embalagem e logística.
O modelo matemático compara episódios históricos de El Niño com a inflação dos alimentos, usando o Índice Oceânico Niño para medir a
intensidade do fenômeno, diz a mídia. Projeções recentes da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês)
apontam probabilidade elevada de um El Niño forte até o fim do ano, o que aumenta o risco de pressão inflacionária prolongada sobre a cesta de alimentos.
Os efeitos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variam conforme a força do fenômeno. Em um El Niño moderado, os in natura
poderiam adicionar 0,36 ponto percentual à inflação, enquanto o impacto total dos alimentos chegaria a 0,41 ponto. Em um evento forte, o
acréscimo ao IPCA poderia alcançar 0,83 ponto, com o pico ocorrendo cerca de seis meses após o choque climático, quando a oferta agrícola sente o impacto acumulado das anomalias climáticas.
As regiões metropolitanas devem sentir os efeitos de forma desigual. Locais com maior peso de consumo ou
produção de alimentos in natura tendem a registrar aumentos mais rápidos e intensos, enquanto outras áreas podem ter repasses mais graduais, porém mais duradouros. A dinâmica regional depende tanto da estrutura produtiva
quanto da logística de abastecimento.
Entre os produtos mais vulneráveis estão hortaliças, milho, café, frutas, laranja, cana‑de‑açúcar, trigo, arroz e leite, todos dependentes de condições climáticas específicas.
De acordo com a apuração, a pecuária deve ser especialmente afetada no Centro‑Oeste e no Norte, onde a
falta de chuvas pode comprometer pastagens e reduzir a oferta de carne e leite. Já algumas regiões podem ser beneficiadas: no
Nordeste, o clima mais seco favorece o feijão, enquanto no Sul as chuvas acima da média tendem a impulsionar culturas de inverno.
A combinação entre ciclos produtivos, geografia agrícola e intensidade do fenômeno determina tanto a velocidade quanto a magnitude dos aumentos de preços, compondo um cenário de pressão inflacionária que pode se prolongar ao longo de 2026, conclui a publicação.
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