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Irã acusa EUA de obrigar países a aderir à 'guerra econômica' contra Teerã

© AP Photo / Anmar KhalilO ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante entrevista coletiva conjunta com seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein, durante visita a Bagdá. Iraque, 13 de outubro de 2024
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante entrevista coletiva conjunta com seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein, durante visita a Bagdá. Iraque, 13 de outubro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 26.08.2026
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Os Estados Unidos pressionam países que não participam do conflito no Oriente Médio a aderir ao que o Irã classifica de "terrorismo econômico" contra Teerã, e a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria exigir que Washington interrompa essas medidas, afirmou nesta quarta-feira (26) o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
O chanceler enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e aos países-membros da organização. Segundo Araghchi, os Estados Unidos não conseguiram alcançar seus objetivos durante os conflitos com o Irã em 2025 e 2026 nem convencer outros países a participar de operações militares contra Teerã.

"Os Estados Unidos decidiram, então, perseguir o mesmo objetivo ilegal, ou seja, pressionar Estados independentes a abandonar sua decisão prudente de permanecer afastados do ato de agressão, e […] envolvê-los em uma operação de terrorismo econômico", escreveu Araghchi na carta.

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O ministro pediu ao Conselho de Segurança da ONU e aos países-membros que condenem a pressão econômica e exijam que Washington pare de pressionar países terceiros a alterar suas relações com outras nações.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel começaram a realizar ataques contra alvos no Irã, aos quais Teerã respondeu. Em meados de junho, Irã e EUA assinaram um memorando de entendimento com o objetivo de cessar as hostilidades, mas pouco depois voltaram a trocar agressões.
Já na última semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início de uma operação econômica contra o Irã, que classificou de "isolamento em escala sem precedentes". Na ocasião, ele convocou os aliados de Washington a aderir às medidas.
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China ameaça sanções contra EUA

O governo chinês chegou a afirmar na terça (25) que defenderia seus interesses e manteria a cooperação comercial com o Irã, em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra a república islâmica. Pequim também ameaçou adotar medidas para proteger seus direitos e interesses caso Washington ampliasse a pressão sobre empresas chinesas que mantêm relações comerciais com Teerã.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que a cooperação entre os dois países ocorre dentro das normas do direito internacional e não deve sofrer interferência externa.
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