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China ameaça retaliar EUA por sanções ao Irã
China ameaça retaliar EUA por sanções ao Irã
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Pequim diz que manterá relações comerciais com Teerã após novas medidas de Washington contra cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo... 25.08.2026, Sputnik Brasil
2026-08-25T17:42-0300
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China afirmou nesta terça-feira (25) que defenderá seus interesses e manterá a cooperação comercial com o Irã, em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o governo iraniano. Pequim também ameaçou adotar medidas para proteger seus direitos e interesses caso Washington amplie a pressão sobre empresas chinesas que mantêm relações comerciais com Teerã.O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a cooperação entre os dois países ocorre dentro das normas do direito internacional e não deve sofrer interferência externa. Segundo ele, Pequim se opõe às medidas unilaterais dos Estados Unidos e tomará as medidas necessárias para defender seus interesses.A reação chinesa ocorre um dia após o governo de Donald Trump anunciar uma nova rodada de sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas a setores como energia nuclear, produção de mísseis, cibersegurança e petróleo.As medidas fazem parte da chamada "guerra econômica", anunciada por Trump na semana passada, com o objetivo de pressionar Teerã e asfixiar sua economia. Washington também passou a ameaçar países que mantenham transações comerciais com o Irã.O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Trump está pedindo a líderes de outros países que interrompam suas relações econômicas com Teerã. Segundo ele, os Estados Unidos estabeleceram um cronograma para que esses países reduzam suas atividades com o Irã e poderão agir unilateralmente caso isso não ocorra.A China, porém, é um dos principais compradores do petróleo iraniano e tem mantido relações comerciais com Teerã, mesmo diante das sanções americanas. Pequim também defende um cessar-fogo no conflito e afirma que a pressão econômica dos Estados Unidos não será suficiente para solucionar a crise.A ofensiva de Washington também aumenta a pressão sobre países vizinhos do Irã. O governo Trump ameaça aplicar sanções contra governos que continuem a realizar negócios com Teerã, enquanto autoridades iranianas advertiram que países da região que aderirem à campanha americana poderão sofrer consequências.A nova escalada ocorre ainda antes de um possível encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, aumentando a tensão entre Washington e Pequim. A ameaça chinesa de retaliação amplia o risco de que a estratégia americana de isolamento econômico do Irã abra uma nova frente de disputa com a China.
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China ameaça retaliar EUA por sanções ao Irã
17:42 25.08.2026 (atualizado: 18:18 25.08.2026) Pequim diz que manterá relações comerciais com Teerã após novas medidas de Washington contra cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano.
China afirmou nesta terça-feira (25) que defenderá seus interesses e manterá a cooperação comercial com o Irã, em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o governo iraniano. Pequim também ameaçou adotar medidas para proteger seus direitos e interesses caso Washington amplie a pressão sobre empresas chinesas que mantêm relações comerciais com Teerã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a cooperação entre os dois países ocorre dentro das normas do direito internacional e não deve sofrer interferência externa. Segundo ele, Pequim se opõe às medidas unilaterais dos Estados Unidos e tomará as medidas necessárias para defender seus interesses.
A reação chinesa ocorre um dia após o
governo de Donald Trump anunciar
uma nova rodada de sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas a setores como energia nuclear, produção de mísseis, cibersegurança e petróleo.
As medidas fazem parte da chamada
"guerra econômica", anunciada por Trump na semana passada, com o objetivo de pressionar Teerã e asfixiar sua economia. Washington também passou a ameaçar países que mantenham transações comerciais com o Irã.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Trump está pedindo a líderes de outros países que interrompam suas relações econômicas com Teerã. Segundo ele, os Estados Unidos estabeleceram um cronograma para que esses países reduzam suas atividades com o Irã e poderão agir unilateralmente caso isso não ocorra.
A China, porém,
é um dos principais compradores do petróleo iraniano e tem mantido relações comerciais com Teerã, mesmo diante das sanções americanas. Pequim também defende um
cessar-fogo no conflito e afirma que
a pressão econômica dos Estados Unidos não será suficiente para solucionar a crise.
A ofensiva de Washington também aumenta a pressão sobre países vizinhos do Irã. O governo Trump ameaça aplicar sanções contra governos que continuem a realizar negócios com Teerã, enquanto autoridades iranianas advertiram que países da região que aderirem à campanha americana poderão sofrer consequências.
A nova escalada ocorre ainda antes de um possível encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, aumentando a tensão entre Washington e Pequim. A ameaça chinesa de retaliação amplia o risco de que a estratégia americana de isolamento econômico do Irã abra
uma nova frente de disputa com a China.
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