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Governo central tem superávit de R$ 10,8 bilhões em julho; resultado é o melhor desde 2022
Governo central tem superávit de R$ 10,8 bilhões em julho; resultado é o melhor desde 2022
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As contas do governo central registraram superávit de R$ 10,8 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. O... 27.08.2026, Sputnik Brasil
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A melhora foi sustentada pelo aumento da receita líquida e pela redução das despesas: o governo arrecadou R$ 226,3 bilhões, alta real de 7,7% em relação a julho do ano passado, enquanto os gastos somaram R$ 215,5 bilhões, queda real de 20,7%. Já analistas do mercado financeiro esperavam um déficit de R$ 5,5 bilhões no período, conforme pesquisa divulgada pelo Ministério da Fazenda.A diferença nas despesas foi influenciada pelos precatórios, já que neste ano a maior parte dos pagamentos foi antecipada para março. Com isso, houve queda de 99% nos gastos com sentenças judiciais na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representou uma diferença de R$ 37,1 bilhões.Além disso, os benefícios previdenciários também tiveram redução de R$ 18,1 bilhões, ou 17,7%, enquanto os gastos com pessoal e encargos sociais recuaram R$ 4,2 bilhões, queda de 8,9%. Em sentido contrário, os créditos extraordinários aumentaram R$ 4,2 bilhões devido às medidas adotadas para reduzir os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.Do lado das receitas, a arrecadação do Imposto de Renda aumentou R$ 7 bilhões, enquanto as receitas com exploração de recursos naturais cresceram R$ 5 bilhões. Já as receitas previdenciárias líquidas tiveram alta de R$ 4,2 bilhões.O resultado de julho foi composto pelo superávit de R$ 33,3 bilhões do Tesouro Nacional, déficit de R$ 22,2 bilhões da Previdência Social e déficit de R$ 302 milhões do Banco Central. Já os investimentos somaram R$ 6,7 bilhões em julho, queda real de 29,9% na comparação anual.Governo acumula déficit de quase R$ 82 biApesar do resultado positivo em julho, o governo central ainda acumula déficit primário de R$ 81,3 bilhões em 2026, alta de 15,6% em valores nominais e de 12,4% acima da inflação. Em 12 meses, o déficit chega a R$ 71,6 bilhões, equivalente a 0,55% do produto interno bruto (PIB).A meta fiscal de 2026 estabelece superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. A margem de tolerância de 0,25 ponto percentual permite que o governo cumpra a meta, mesmo com resultado zero. Pelas regras do arcabouço fiscal, o cálculo exclui o pagamento de precatórios e determinados gastos com saúde, educação e defesa.
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Governo central tem superávit de R$ 10,8 bilhões em julho; resultado é o melhor desde 2022
As contas do governo central registraram superávit de R$ 10,8 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. O resultado, que exclui os juros da dívida pública, foi o melhor para o mês desde 2022 e representa uma mudança significativa em relação a julho de 2025, que teve déficit de R$ 59,1 bilhões.
A melhora foi sustentada pelo aumento da receita líquida e pela redução das despesas: o governo arrecadou R$ 226,3 bilhões,
alta real de 7,7% em relação a julho do ano passado, enquanto os gastos somaram R$ 215,5 bilhões, queda real de 20,7%. Já analistas do mercado financeiro esperavam um déficit de R$ 5,5 bilhões no período, conforme pesquisa
divulgada pelo Ministério da Fazenda.
A diferença nas despesas foi influenciada pelos precatórios, já que neste ano a maior parte dos pagamentos foi antecipada para março. Com isso, houve queda de 99% nos gastos com sentenças judiciais na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representou uma diferença de R$ 37,1 bilhões.
Além disso, os benefícios previdenciários também tiveram redução de R$ 18,1 bilhões, ou 17,7%, enquanto
os gastos com pessoal e encargos sociais recuaram R$ 4,2 bilhões, queda de 8,9%. Em sentido contrário, os créditos extraordinários aumentaram R$ 4,2 bilhões devido às medidas adotadas para reduzir os
impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.
Do lado das receitas, a
arrecadação do Imposto de Renda aumentou R$ 7 bilhões, enquanto as receitas com
exploração de recursos naturais cresceram R$ 5 bilhões. Já as receitas previdenciárias líquidas tiveram alta de R$ 4,2 bilhões.
O resultado de julho foi composto pelo superávit de R$ 33,3 bilhões do Tesouro Nacional, déficit de R$ 22,2 bilhões da Previdência Social e déficit de R$ 302 milhões do Banco Central. Já os investimentos somaram R$ 6,7 bilhões em julho, queda real de 29,9% na comparação anual.
Governo acumula déficit de quase R$ 82 bi
Apesar do resultado positivo em julho, o governo central ainda
acumula déficit primário de R$ 81,3 bilhões em 2026, alta de 15,6% em valores nominais e de
12,4% acima da inflação. Em 12 meses, o déficit chega a R$ 71,6 bilhões, equivalente a 0,55% do
produto interno bruto (PIB).
A meta fiscal de 2026 estabelece superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. A margem de tolerância de 0,25 ponto percentual permite que o governo cumpra a meta, mesmo com resultado zero. Pelas regras do arcabouço fiscal, o cálculo exclui o pagamento de precatórios e determinados gastos com saúde, educação e defesa.
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