Mídia: avaliação de Lula no Sudeste piora em relação a 2022 e reduz vantagem sobre Flávio Bolsonaro

© Foto / Fernando Frazão / Agência Brasil
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Lula inicia a disputa presidencial em cenário mais desfavorável que em 2022. Pesquisas da Quaest mostram pior avaliação de governo nos maiores colégios eleitorais do Sudeste e vantagem mais estreita sobre Flávio Bolsonaro, apesar da força do petista no Nordeste do país.
A primeira rodada de pesquisas estaduais da Quaest mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário mais desfavorável do que em 2022, sobretudo nos maiores colégios eleitorais do Sudeste. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sua avaliação atual é mais negativa do que a que Jair Bolsonaro registrava na mesma fase da campanha anterior, e sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece bem mais estreita — ainda que Lula mantenha desempenho sólido no Nordeste.
No levantamento nacional, Lula aparece com 38% das intenções de voto, contra 31% de Flávio — números inferiores aos de 2022, quando Lula tinha 45% e Bolsonaro 33%. A queda é mais evidente em Minas, onde Lula, que liderava com folga há quatro anos, agora surge um ponto atrás de Flávio, em empate técnico. Ele também está numericamente atrás no Rio e em São Paulo.
Analistas como Antonio Lavareda afirmaram a um jornal de grande circulação no país que Lula chega mais fraco à disputa: rejeição maior, avaliação negativa mais alta e perda do impulso da memória positiva de seus governos anteriores. Em todos os três estados do Sudeste, sua avaliação é hoje pior do que a de Bolsonaro em 2022, com destaque para o Rio, onde 45% avaliam negativamente o governo atual.
Em São Paulo, a Quaest mostra 48% de avaliação negativa para Lula, contra 26% de positiva — quadro mais desfavorável que o enfrentado por Bolsonaro quatro anos antes. Em Minas, a avaliação negativa chega a 45%, bem acima da positiva, ampliando a distância em relação ao cenário de 2022.
Ainda de acordo com apuração, para o cientista político Jairo Pimentel, o primeiro turno tende a ser mais acirrado: além da pior avaliação do governo, Flávio tem desempenho inferior ao do pai na mesma fase da campanha, e o eleitorado está menos cristalizado. Há mais indecisos e mais eleitores dispostos a votar em branco ou anular, ampliando a incerteza.
A Quaest aponta 10% de indecisos e 8% de votos brancos, nulos ou abstenção, um somatório maior que o de 2022. O conjunto de outros candidatos também cresce, chegando a 13%, acima dos 10% registrados na disputa anterior.
No entanto, os levantamentos estaduais mostram forte vantagem de Lula no Nordeste, onde lidera em todos os estados pesquisados e chega a triplicar as intenções de voto de Flávio em Pernambuco. Já o candidato do PL domina o Sul, com ampla vantagem em Santa Catarina e liderança estatística no Rio Grande do Sul.
No Norte, o cenário é menos favorável a Lula do que em 2022. No Amazonas, sua vantagem de 13 pontos sobre Bolsonaro caiu para três sobre Flávio, configurando empate técnico. No Amapá, a diferença também é estreita, repetindo o padrão de maior equilíbrio observado nas demais regiões, revelam os dados estaduais.


