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Brasil já produz mais de 50% dos medicamentos e insumos utilizados pelo SUS, diz Padilha
Brasil já produz mais de 50% dos medicamentos e insumos utilizados pelo SUS, diz Padilha
Sputnik Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (28) que o Brasil ultrapassou a marca de 50% de produção nacional dos medicamentos e insumos... 28.08.2026, Sputnik Brasil
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À Sputnik Brasil, o ministro declarou que o compromisso do governo federal demonstra uma reafirmação da soberania do país, em meio às disputas comerciais acirradas pelas tarifas estadunidenses e a conflitos como o iraniano, que impactam o estreito de Ormuz e dificultam o transporte de medicamentos e insumos pelo corredor marítimo.“Toda vez que se faz algo absurdo como esse nas trocas comerciais, quem sofre são exatamente os países em desenvolvimento, as populações mais vulneráveis, e […] sempre pode afetar a oferta de insumos na área da saúde. Como também os conflitos bélicos, que impactam o transporte de medicamentos e de insumos tão essenciais para a área da saúde."Padilha destacou que o Brasil voltou a produzir insulina depois de 20 anos, graças a cooperações com Índia e China, e passou a ocupar espaço na produção de três plataformas de vacinas de RNA mensageiro, com apoio de países e empresas do continente europeu. Movimentos como esses possibilitam a consolidação de plantas industriais de produtos biológicos de alto custo "que antes não existiam no país".A despeito das relações estremecidas com o governo dos Estados Unidos, o ministro mencionou que as autoridades sanitárias brasileiras mantêm parceria com instituições e empresas norte-americanas que possam colaborar para o desenvolvimento de políticas na saúde pública."Nós não ficamos esperando, dependentes da cooperação com apenas um país. Mantivemos relações, vamos manter com instituições universitárias e empresas dos Estados Unidos, várias delas que transferem tecnologia aqui na área da saúde. Por exemplo, a vacina da bronquiolite tem uma transferência de tecnologia em um laboratório público brasileiro", acrescentou.Padilha citou ainda a diversificação da produção dos chamados GLP-1, medicamentos popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras"."O Brasil tem reafirmado a sua soberania não só no posicionamento político, no posicionamento diplomático, mas também na expansão das cooperações. O Brasil, hoje, pela agenda da saúde, tem cooperação com os principais países do mundo", concluiu.Padilha participou, nesta sexta-feira (28), da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, realizada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro (RJ).
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Brasil já produz mais de 50% dos medicamentos e insumos utilizados pelo SUS, diz Padilha
16:14 28.08.2026 (atualizado: 17:16 28.08.2026) O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (28) que o Brasil ultrapassou a marca de 50% de produção nacional dos medicamentos e insumos farmacêuticos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A meta agora, reiterou, é atingir 70% até 2033.
"O Brasil hoje já ultrapassou 50% de produção daquilo que consome. Isso foi um avanço. […] vamos continuar perseguindo essa luta para poder chegar a 70% de produção local."
À Sputnik Brasil, o ministro declarou que o compromisso do governo federal demonstra uma reafirmação da soberania do país, em meio às disputas comerciais acirradas pelas
tarifas estadunidenses e a conflitos como o iraniano, que
impactam o estreito de Ormuz e dificultam o transporte de medicamentos e insumos pelo corredor marítimo.
“Toda vez que se faz algo absurdo como esse nas trocas comerciais, quem sofre são exatamente os países em desenvolvimento, as populações mais vulneráveis, e […] sempre pode afetar a oferta de insumos na área da saúde. Como também os conflitos bélicos, que impactam o transporte de medicamentos e de insumos tão essenciais para a área da saúde."
Padilha destacou que o
Brasil voltou a produzir insulina depois de 20 anos, graças a cooperações com Índia e China, e
passou a ocupar espaço na produção de três plataformas de vacinas de RNA mensageiro, com apoio de países e empresas do continente europeu. Movimentos como esses possibilitam a consolidação de plantas industriais de produtos biológicos de alto custo "que antes não existiam no país".
"Tem uma ação soberana de diversificação […] da cooperação e também uma ação de exigência, ao usar o poder de compra do SUS, ao aumentar a produção local, as capacidades locais de produção."
A despeito das relações estremecidas com o governo dos Estados Unidos, o ministro mencionou que as autoridades sanitárias brasileiras mantêm parceria com instituições e empresas norte-americanas que possam colaborar para o desenvolvimento de políticas na saúde pública.
"Nós não ficamos esperando, dependentes da cooperação com apenas um país. Mantivemos relações, vamos manter com instituições universitárias e empresas dos Estados Unidos, várias delas que transferem tecnologia aqui na área da saúde. Por exemplo, a vacina da bronquiolite tem uma transferência de tecnologia em um laboratório público brasileiro", acrescentou.
Padilha citou ainda a diversificação da
produção dos chamados GLP-1, medicamentos popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras".
"O Brasil tem reafirmado a sua soberania não só no posicionamento político, no posicionamento diplomático, mas também na expansão das cooperações. O Brasil, hoje, pela agenda da saúde, tem cooperação com os principais países do mundo", concluiu.
Padilha participou, nesta sexta-feira (28), da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, realizada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro (RJ).
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