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'Não consegue lidar com isso': especialista explica por que EUA não poderão dominar a Lua sozinhos

© AP Photo / Cory HustonLua cheia vista atrás do Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) Artemis I e da espaçonave Orion, no Complexo de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, da NASA (a agência espacial norte-americana). Flórida, EUA, 14 de junho de 2022
Lua cheia vista atrás do Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) Artemis I e da espaçonave Orion, no Complexo de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, da NASA (a agência espacial norte-americana). Flórida, EUA, 14 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 07.09.2026
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Os Estados Unidos não poderão dominar a Lua sozinhos, porque a continuação dos voos ao satélite natural da Terra e seu estudo é uma tarefa que exige o esforço de toda a humanidade, disse à Sputnik o especialista russo em astronáutica Andrei Ionin.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social Truth Social uma foto da Lua com a Terra ao fundo, com a legenda "A Lua é nossa".

"Nenhum país consegue lidar com isso. Nem em termos de dinheiro, nem em termos de tecnologia. Mas, o mais importante: como é muito caro e muito demorado, para que haja financiamento público, é preciso que existam objetivos nacionais que justifiquem o investimento", detalhou Ionin.

Segundo ele, nem os Estados Unidos, nem a China, nem a Rússia possuem essas metas, mas a humanidade em geral as tem. Portanto, deste ponto de vista, a Lua deve ser "comum", enfatizou o especialista.
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Ao mesmo tempo, como observou o especialista, a publicação de uma imagem tão controversa se encaixa na imagem midiática de Trump, que se consolidou ao longo dos dois anos e meio de seu segundo mandato presidencial.
No mesmo dia, o presidente estadunidense publicou mais de três dúzias de imagens, principalmente geradas por inteligência artificial. De acordo com Ionin, é difícil determinar "onde há apenas uma imagem e onde há algo real".
Além disso, o especialista chamou a atenção para o fato de que, durante o segundo mandato de Trump nos EUA, pela primeira vez não existe o Conselho Espacial, formado ainda sob John Kennedy e sempre liderado pelo vice-presidente.
Sem tal Conselho, a solução de uma tarefa intersetorial complexa, como o desenvolvimento de outro corpo celeste, é impossível, de acordo com Ionin.
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