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Mendonça rebate Moraes e diz que documentos disponíveis do caso Master já foram divulgados

© Foto / Luiz Silveira / STFO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça durante sessão plenária da Corte, em 24 de junho de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça durante sessão plenária da Corte, em 24 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.09.2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, afirmou nesta sexta-feira (11) que todas as informações sob sigilo que deveriam ser liberadas já foram tornadas públicas, em resposta a críticas do ministro Alexandre de Moraes.
Mais cedo, o ministro Edson Fachin determinou que Mendonça retirasse o sigilo dos documentos da investigação em até 24 horas. A decisão se segue aos acontecimentos da madrugada, quando o presidente da Corte determinou o fim do sigilo do inquérito. Fachin acolheu pedido da Porcuradoria-Geral da República (PGR), que sustentou que a divulgação parcial dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência".
Fachin estabeleceu exceções para informações relacionadas a diligências em andamento que podem comprometer o andamento das investigações se forem divulgadas. Em sua argumentação, o relator argumentou justamente que nem todos os procedimentos podem ser divulgados, devido à existência de investigações em andamento e à necessidade de preservar dados pessoais dos investigados.

"Os procedimentos 'contidos' ou 'relacionados' à PET [Petição] nº 15.556, que têm relação com o julgamento pautado para a próxima terça-feira [15], já tiveram seus sigilos levantados por este Relator […] e estão integralmente disponibilizados aos gabinetes dos eminentes Ministros deste Tribunal", diz Mendonça no despacho.

Ainda segundo o relator, a diferença entre o número de documentos indicado no sistema eletrônico do STF e o total liberado para consulta não significa que peças tenham sido mantidas sob sigilo. Ele explicou que a divergência pode ocorrer por fatores como transferência de documentos para outros procedimentos ou existência de peças internas, como ofícios e mandados.
Uma sessão extraordinária está marcada para a próxima terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar a validade do relatório da Polícia Federal que reuniu registros de conversas entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. - Sputnik Brasil, 1920, 11.09.2026
Notícias do Brasil
Fachin dá 24 horas para retirada do sigilo de todos os documentos do caso Master
As investigações geraram uma crise interna no STF devido à citação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Além dos ministros, estão citados os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Ciro Nogueira (PP-PI), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Moraes acusa Mendonça de proteger 'grupo político'

Após a resposta do relator do caso Master, Alexandre de Moraes, por meio de um despacho, voltou a acusar Mendonça de realizar "levantamento seletivo e direcionado" de documentos sigilosos. Desta vez, o magistrado foi além e disse que o ato protege "determinado grupo político".
Em seu despacho a Fachin, Moraes anexou registros dos sistemas internos do STF que mostram que algumas peças do inquérito ainda não aparecem para os magistrados. "Possui peças sigilosas não visíveis", diz o sistema.

"Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento."

Zanin pede acesso a dados de celular de Vorcaro

O ministro Cristiano Zanin, por sua vez, voltou a pedir, também nesta sexta (11), que os integrantes da Corte tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro antes do julgamento.
Zanin argumentou que é "imprescindível" que os ministros do STF tenham acesso à íntegra dos dados do aparelho e que Mendonça ou a PF proveja um HD com a cópia do conteúdo aos demais ministros.

"A não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento."

A oportunidade de analisar os elementos relacionados ao relatório que cita Moraes deve ser dada a todos, completou: "Essa sempre foi a regra em todos os julgamentos colegiados, inclusive no Supremo Tribunal Federal".

"Com o devido respeito, a mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", enfatizou.

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